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Painel temático traz os desafios dos Municípios no pós-Covid-19

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Um dos grandes desafios nos últimos dois anos enfrentados pelos gestores municipais foi o enfrentamento da pandemia da Covid-19. Para tratar sobre como o gestor pode enfrentar o pós-pandemia, além de trazer informações e boas práticas, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) trouxe para o debate junto aos gestores municipais na XXIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios a temática Governança no pós-Covid: do Previne Brasil aos consórcios intermunicipais.

Iniciando a plenária, a gerente de Saúde da CNM, Carla Albert, lembrou dos desafios enfrentados neste período de pandemia e de todas as vidas de conhecidos que foram perdidas. Além disso, ressaltou que o encontro tem como objetivo trocar experiências. “Vamos falar deste pós-pandemia, trazendo os territórios e as estratégias de organização que os Municípios promovem”, disse.

A primeira temática foi sobre a implementação de consórcios intermunicipais com a finalidade de promover benefícios locais, como credenciamento de serviços, licitação de medicamentos, entre outros. De acordo com o analista técnico em Consórcios Públicos da CNM, Augusto Fortunato, a área de saúde é a que mais possui consorciamento. “Nosso último levantamento, aponta que são mais de 300 consórcios intermunicipais e mais de 4.200 Municípios consorciados, estando presente em todas as regiões. “O que temos identificado é que atuam muito na área de credenciamento, licitação de área credenciada, licitação de medicamentos”, completou.

Boas Práticas
Os desafios enfrentados pelo Município de Pomerode (SC) na implementação de consórcio intermunicipal foram apresentados durante o painel temático. A secretária de saúde do Município, Lígia Hoepfner, reforçou que 70% do financiamento da localidade foram utilizados com recursos próprios em 2021. “É importante que a região esteja organizada, até porque o consórcio só existe por conta dos Municípios. Sendo assim, os consórcios nos auxiliam a gastar menos nas aquisições, além de ajudar no credenciamento de especialidades nos Municípios”, lembrou.

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Já a diretora executiva do consórcio de Saúde do Cisnordeste, Ana Maria Jansen, complementou que os desafios dos consórcios desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) é a regionalização. “Atuar em cooperação é a saída para consolidar a regionalização e atuar em cooperação”, disse.

Financiamento da Atenção Primária em Saúde
O Previne Brasil é o novo modelo de financiamento disponibilizado aos Municípios voltado para a Atenção Primária. Esta é a porta de entrada para a saúde nos Municípios. Ao apresentar um panorama comparativo do repasse pelo Previne Brasil, a analista técnica em Saúde da CNM, Bruna Costa, reforçou os principais desafios e problemas desta nova forma de financiamento. “Entre os problemas está a desigualdade nos repasses por parte do governo federal, que ainda persistem. Além disso, Municípios de pequeno porte ainda são os que mais perdem”, lembrou.

Ainda sobre a Atenção Primária à Saúde, o diretor do departamento de Residência Médica da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Marcos Pedrosa, fez uma breve explanação sobre a reestruturação das APS. Para isso, é necessário orientação comunitária, vigilância em saúde e educação, que se mostraram altamente necessárias no contexto da pandemia da Covid-19”, disse, reforçando que entre os desafios do SUS e da APS estão a assistência integral à saúde, assistência às pessoas com condições crônicas, assistência às pessoas com infecções agudas endêmicas e epidêmicas, vigilância à saúde, imunização, educação em saúde, além da promoção à saúde e atuação intersetorial.

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Reestruturação do Samu
Na última participação no painel temático, o assistente em Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Thiago Knop Motta, apresentou um projeto aos gestores com o objetivo de fazer o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acontecer. “O Samu é a espinha dorsal dos programas de emergência e das políticas de Saúde do Ministério da Saúde”, disse apresentando uma plataforma que traz os atendimentos realizados pelo serviço, que permite monitorar as áreas da localidade que devem receber mais atenção ou mais investimentos.

Para tanto, o assistente ressaltou que os Municípios precisam fazer a adesão à plataforma, a fim de que consigam desenhar a rede na localidade. A partir da consolidação e da análise das informações, o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Urgência, vai elaborar o cronograma de distribuição das ambulâncias.

Fonte: AMM

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Regularização fundiária moderniza gestão territorial e impulsiona economia em 33 municípios

Com quase 81 mil imóveis regularizados em 33 municípios, GeoGis reforça avanço da regularização fundiária e atualização cadastral no país

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A modernização do cadastro territorial tem se consolidado como uma das principais estratégias para fortalecer as finanças dos municípios brasileiros sem aumento de impostos. Em meio às dificuldades fiscais enfrentadas pelas prefeituras, iniciativas de regularização fundiária e atualização cadastral vêm ampliando a arrecadação, reduzindo a informalidade e melhorando o planejamento urbano.

O tema ganhou ainda mais relevância com a implementação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido como o “CPF dos imóveis”, que passou a integrar dados de cartórios, prefeituras e Receita Federal. O sistema permite maior controle sobre imóveis irregulares, construções fora do cadastro oficial e propriedades que ainda não integram a base tributária municipal.

Hoje, estima-se que cerca de metade dos imóveis brasileiros apresente algum tipo de irregularidade documental ou cadastral. Em muitos casos, isso significa imóveis sem atualização de IPTU, construções não registradas oficialmente ou propriedades sem regularização completa.

Nesse cenário, empresas especializadas em gestão territorial vêm ganhando protagonismo. Em Mato Grosso, a GeoGis já regularizou 80.996 imóveis por meio da emissão de Certidões de Regularização Fundiária (CRF), em 33 municípios, beneficiando milhares de famílias e ampliando a capacidade de arrecadação das cidades atendidas.

Além da regularização documental, os projetos permitem atualizar bases territoriais, identificar inconsistências cadastrais e ampliar o controle sobre áreas urbanas. O reflexo é direto na gestão pública: com informações mais precisas, os municípios conseguem melhorar a cobrança de tributos, planejar investimentos e organizar serviços essenciais.

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O avanço da regularização fundiária também tem mobilizado parlamentares de diferentes regiões do país. Durante evento sobre gestão territorial, o deputado federal pela Paraíba, Mersinho Lucena destacou que a falta de documentação ainda impede a chegada de investimentos públicos em milhares de comunidades.

“Quando uma área não está regularizada, o Poder Público fica impedido de levar infraestrutura, saneamento, escolas e outros serviços essenciais. A regularização fundiária é uma ferramenta que garante segurança jurídica e permite que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa”, afirmou Lucena.

Outro exemplo vem de Maceió (AL), onde a GeoGis participa de um programa de regularização fundiária com previsão de alcance de 5 mil imóveis. Até o momento, 492 unidades já foram regularizadas na capital alagoana.

Especialistas apontam que a atualização cadastral se tornou uma ferramenta estratégica para as cidades. Um cadastro desatualizado reduz a eficiência da arrecadação e limita o planejamento urbano, afetando diretamente áreas como infraestrutura, pavimentação, saneamento e habitação.

Além do impacto fiscal, a regularização fundiária também movimenta a economia. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros precisem de algum tipo de regularização. O levantamento aponta ainda que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.

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Segundo o estudo, imóveis regularizados podem alcançar valorização de até 30%, além de ampliar o acesso ao crédito, facilitar financiamentos e aumentar a segurança jurídica dos proprietários.

Para o deputado federal Augusto Coutinho, a regularização fundiária continua sendo uma das principais demandas da população em áreas urbanas consolidadas. Segundo ele, moradores de comunidades visitadas recentemente em Pernambuco relataram viver há décadas em seus imóveis sem possuir a documentação definitiva.

“A regularização traz dignidade às famílias. Com a posse formal do imóvel, o cidadão passa a ter acesso ao crédito, pode investir na própria casa e conquista uma segurança que muitas vezes esperou por décadas”, destacou o parlamentar.

Para gestores públicos, o avanço da tecnologia aplicada à gestão territorial também representa mais transparência e redução de fraudes nas transações imobiliárias. A expectativa do setor é que a modernização cadastral se consolide nos próximos anos como uma das principais ferramentas de fortalecimento financeiro das cidades brasileiras.

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