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Desmatamento ilegal em região de Mato Grosso é investigado pelo MPF

De acordo com o procurador da República Rafael Guimarães Nogueira, o desmatamento ilícito em assentamentos rurais já é objeto de acompanhamento e investigações pelo MPF

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Desmatamento

Foto meramente ilustrativa

O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT), por meio da sua unidade em Barra do Garças, instaurou inquérito civil público com o objetivo de apurar desmatamento ilegal na região do município de Querência, distante 724 km de Cuiabá, região nordeste do estado.

 

O inquérito teve início na Promotoria de Justiça de Querência, a partir de auto de infração emitido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em desfavor de cidadão, pelo desmate mediante uso de fogo de 609,32 hectares de vegetação nativa em área supostamente inserida no Projeto de Assentamento Brasil Novo.

 

De acordo com o procurador da República Rafael Guimarães Nogueira, o desmatamento ilícito em assentamentos rurais já é objeto de acompanhamento e investigações pelo MPF e pode acarretar a exclusão do assentado do programa de reforma agrária, além de sua punição administrativa (multa), civil (valor necessário para recuperação ambiental) e criminal (prisão ou penas alternativas).

 

No despacho que antecedeu o inquérito consta informação do relatório de autuação, realizado pela Sema em razão do incêndio e desmatamento. De acordo com os dados, foi possível a verificação de indícios suficientes de ilicitude para investigação.

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Porém, as imagens dos mapas não são claras quanto à localização da área em assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

Dessa forma, além da instauração do inquérito civil, o MPF também solicitou à Sema o comparecimento de servidor na procuradoria para que possa esclarecer se área desmatada encontra-se dentro do assentamento do Incra.

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Justiça condena Energisa a pagar R$ 2 milhões por falhas no fornecimento de energia 

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A concessionária Energisa Mato Grosso foi condenada pela Justiça a implementar melhorias imediatas no fornecimento de energia elétrica em Alto Garças. A decisão atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, que investigou interrupções constantes e diárias no serviço. Além da obrigação de regularizar a prestação do serviço, a empresa deverá pagar R$ 2 milhões por danos morais coletivos.

A investigação, conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça da cidade sob responsabilidade do promotor Thiago Marcelo Francisco dos Santos, revelou que as quedas de energia eram crônicas, ocorrendo diversas vezes ao dia. O Ministério Público demonstrou que o problema persistia há anos, afetando diretamente o abastecimento de água, o funcionamento de unidades de saúde e causando prejuízos em equipamentos eletrônicos de moradores e órgãos públicos.

Em sua defesa, a Energisa argumentou que as falhas eram provocadas por fatores externos, como condições climáticas, e afirmou que realizou investimentos na rede local. No entanto, o juiz Leandro Bozzola Guitarrara rejeitou as alegações, destacando que a frequência das interrupções evidencia falhas estruturais e não situações excepcionais. Na sentença, o magistrado reforçou que o serviço público essencial deve ser pautado pela continuidade, eficiência e segurança.

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O montante de R$ 2 milhões fixado para a indenização por danos morais coletivos será destinado conforme a Lei da Ação Civil Pública, com a garantia de que os recursos sejam aplicados em benefício direto da população de Alto Garças. A concessionária agora tem a obrigação técnica de assegurar que o fornecimento de eletricidade seja estabilizado para cessar os transtornos enfrentados pela coletividade.

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