CIDADES
Com superávit, contas de Curvelândia e Torixoréu recebem parecer favorável do TCE-MT
Com superávit na execução orçamentária, as contas anuais de governo de Curvelândia e Torixoréureceberam parecer prévio favorável à aprovação do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Relatados pelos conselheiros Antonio Joaquim e Waldir Teis, respectivamente, os balanços foram apreciados na sessão ordinária desta terça-feira (13).
Curvelândia arrecadou R$ 50,55 milhões e registrou R$ 44 milhões em despesas, resultando em superávit de R$ 6,55 milhões na execução orçamentária. Já Torixoréu registrou um superávit de R$ 7,616 milhões, equivalente a 10,42%, com arrecadação de R$ 73,04 milhões e despesas de R$ 65,424 milhões.
A disponibilidade financeira líquida também foi positiva nos dois municípios ao final do exercício, com recursos em caixa superiores às respectivas dívidas. Curvelândia encerrou o ano com R$ 17,2 milhões de saldo, enquanto Torixoréu registrou R$ 11,47 milhões.
Curvelândia
O município se destacou no índice de transparência, alcançando o nível Ouro ao cumprir 93,6% dos critérios obrigatórios de transparência e acesso à informação. “Resultado que evidencia o elevado grau de transparência da gestão e que deve ser preservado e continuamente aprimorado, com vistas ao atendimento de 100% dos requisitos avaliados”, destacou o conselheiro-relator, Antonio Joaquim.
A gestão também cumpriu com os limites e percentuais constitucionais e legais relativos à educação, à saúde e às despesas com pessoal. Na área da educação, aplicou 26,99% da receita-base em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), acima do mínimo de 25%. Na remuneração dos profissionais do magistério, destinou 85,3%, superando o mínimo de 70%. Na saúde, a aplicação foi de 18,5% da receita-base, acima do mínimo de 15%. Os gastos com pessoal do Poder Executivo corresponderam a 41,88% da receita, abaixo do limite de 54%. Já o repasse do Executivo ao Legislativo foi de 6,49%, dentro do limite máximo de 7%.
“Diante do conjunto dos resultados apresentados e da ausência de irregularidade remanescente com gravidade suficiente para comprometer as contas, mostra-se adequada a emissão de parecer prévio favorável à aprovação, sem ressalvas, das contas anuais de governo do município de Curvelândia, relativas ao exercício de 2025”, concluiu o relator, que seguiu parcialmente o parecer do Ministério Público de Contas (MPC) e foi acompanhado por unanimidade do Plenário.
Torixoréu

Um dos destaques das contas de Torixoréu foi o baixo comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) com as despesas com pessoal do Poder Executivo, que somaram 27%, metade do limite legal de 54%.
“O que chama a atenção, até agora, nas contas que relatei é o baixo índice de despesas com pessoal: 27%, diante de uma média de 35% a 40% em relação às receitas. Este município está com essa questão muito bem calibrada quando se faz a relação com a receita. Está comprometendo pouco mais de um quarto da receita com despesas de pessoal”, destacou o conselheiro-relator, Waldir Teis.
Torixoréu também cumpriu os demais limites e percentuais constitucionais e legais. Na educação, aplicou 30,38% das receitas de impostos na manutenção e no desenvolvimento do ensino e destinou 107,18% dos recursos do Fundeb à remuneração dos profissionais da educação básica. Na saúde, aplicou 17,84% da receita-base em ações e serviços públicos.
Em relação aos indicadores educacionais, o município registrou taxa de escolarização de 100% (dados de 2022) e obteve, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, notas de 6,9 nos anos iniciais e 5,0 nos anos finais do ensino fundamental. A cobertura vacinal média foi de 99,03%, índice considerado satisfatório pelo relator.
Diante dos resultados, o conselheiro Waldir Teis emitiu parecer prévio favorável à aprovação das contas de Torixoréu, com ressalvas, acompanhou o entendimento do MPC e sendo seguido por unanimidade dos conselheiros.
CIDADES
TCE-MT aprova contas de Vila Rica, Bom Jesus do Araguaia e Luciara
A realização de ações de prevenção à violência contra a mulher e o bom desempenho alcançado no Índice de Gestão Fiscal (IGF-M) contribuíram para a emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas de governos dos municípios de Vila Rica, Bom Jesus do Araguaia e Luciara, referentes ao exercício de 2025, pelo Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Relatadas pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf, as contas foram apreciadas durante sessão ordinária da última terça-feira (6).
Em atenção à Lei Federal 14.164/2021, que prevê a realização de ações de prevenção à violência contra a mulher, os três municípios comprovaram a realização da Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, iniciativa de caráter orientativo que busca promover a reflexão crítica sobre a prevenção e enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres.
A saúde financeira também foi evidenciada nos resultados fiscais. Bom Jesus do Araguaia atingiu a nota 0,87 (Conceito A — Excelente Gestão), enquanto Vila Rica e Luciara alcançaram a pontuação de 0,66 (Conceito B — Boa Gestão).
Vila Rica
Com receita de R$ 185,6 milhões, o município de Vila Rica empenhou R$ 152,5 milhões em despesas, resultando em superávit orçamentário de aproximadamente R$ 7,2 milhões. A gestão municipal também encerrou o exercício com disponibilidade líquida positiva.
“O Quociente da Situação Financeira (QSF), de 5,3102, evidencia superávit financeiro e adequada capacidade de cobertura das obrigações de curto prazo, demonstrando que o município dispõe de R$ 5,31 para cada R$ 1,00 de passivo circulante”, destacou o relator.
Vila Rica também atendeu a todos os limites e percentuais constitucionais e legais. Na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), aplicou 26,11% da receita de impostos, acima do mínimo constitucional de 25%. Na remuneração dos profissionais da educação básica, o município empenhou 71,69% dos recursos oriundos do Fundeb, superando o mínimo de 70%. Nas ações e serviços públicos da saúde, também superou o percentual constitucional de 15%, ao destinar 22,88% dos recursos arrecadados à área.
A gestão ainda comprometeu 38,47% da Receita Corrente Líquida (RCL) com gastos com o Poder Executivo, permanecendo abaixo do limite máximo da LRF (54%) e do limite de alerta (48,6%).
No Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), o município alcançou o nível Ouro (89,05%).
Bom Jesus do Araguaia
O orçamento do município para 2025 foi de R$ 97,9 milhões e as despesas somaram R$ 90,7 milhões, resultando em superávit de aproximadamente R$ 13,7 milhões. “O superávit financeiro apurado no final do exercício de 2025 e a situação consolidada orçamentária e financeira superavitária demonstram capacidade financeira global para fazer frente às obrigações assumidas”, destacou o conselheiro.
Com relação aos limites e percentuais legais e constitucionais, o gestor aplicou 18,67% em ações e serviços públicos de saúde, 26,62% na manutenção e no desenvolvimento do ensino e destinou 93,02% dos recursos do Fundeb à remuneração dos profissionais da educação básica em efetivo exercício. O gasto com pessoal do Poder Executivo correspondeu a 39,3% da RCL.
Luciara
O orçamento do município foi de R$ 45,1 milhões, com despesa de R$ 41,35 milhões, o que gerou um superávit de R$ 1,83 milhão. O município também atendeu integralmente aos limites e percentuais constitucionais e legais, com destinação de 20,77% das receitas de impostos às ações e serviços de saúde; 26,11% à manutenção e ao desenvolvimento do ensino (MDE); 72,12% dos recursos do Fundeb à remuneração dos profissionais do magistério; e 30,21% da RCL às despesas com o Poder Executivo.
“Ressalto ainda que as contas apresentam aspectos positivos relevantes: a Dívida Consolidada Líquida negativa; o cumprimento da meta de resultado primário; a disponibilidade de caixa para o pagamento dos restos a pagar em todas as fontes de recursos; a situação financeira superavitária; e a evolução da transparência pública ao nível Prata”, pontuou o relator.
O relator acolheu o parecer do Ministério Público de Contas (MPC) nas contas de Vila Rica e parcialmente nas de Bom Jesus do Araguaia e Luciara, manifestando-se pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação. A decisão foi acompanhada, por unanimidade, pelo Plenário.
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