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Contas de três municípios recebem parecer favorável à aprovação do Tribunal de Contas

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O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais de governo dos municípios de Figueirópolis D´Oeste, sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim, e de Brasnorte e Nova Maringá, relatadas pelo conselheiro Alisson Alencar. Com resultados orçamentários e financeiros superavitários, os balanços, referentes ao ano de 2025, foram apreciados durante sessão ordinária desta terça-feira (6).

Conselheiro Antonio Joaquim

O balanço de Figueirópolis D´Oeste demonstrou superávit de execução orçamentária na ordem de R$ 6,4 mil, enquanto Brasnorte obteve resultado orçamentário global superavitário de R$ 4,9 mil e Nova Maringá, de R$ 6,6 milhões. Além disso, os municípios obtiveram, no ano de referência, índices de transparência classificados como Diamante, Prata e Ouro respectivamente.

Figueirópolis D´Oeste

Relatado pelo conselheiro Antonio Joaquim, o balanço das contas anuais de governo do município indica superávit financeiro no valor de R$ 4,2 milhões e quociente de disponibilidade financeira (QDF) demonstrando que, para cada R$ 1,00 de restos a pagar inscritos, houve R$ 2,75 de disponibilidade.

A administração destinou 26,35% da receita à educação, superando o mínimo constitucional de 25%. Na área, o conselheiro Antonio Joaquim destacou a inexistência de crianças sem acesso e atendimento à educação na primeira infância. Na saúde, foram investidos 17,66%, também superando o mínimo estabelecido de 15%. Por fim, a despesa total com pessoal do Executivo Municipal foi de 33,91% do total da receita corrente líquida, observando o limite legal de 54%.

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“Verifico que os resultados fiscais, orçamentários e financeiros apresentados foram, em seu conjunto, positivos, demonstrando situação equilibrada das contas públicas no exercício de 2025. Registro, ainda, como aspecto positivo da gestão, o nível Diamante alcançado pelo município na avaliação da transparência pública, com índice de 96,34%”, observou o relator ao acolher, em parte, o parecer do Ministério Público de Contas (MPC).

Brasnorte

15ª Sessão Ordinária do Pleno Presencial
Conselheiro-relator das contas de Brasnorte e Nova Maringá, Alisson Alencar. 

No resultado financeiro, Brasnorte, cujas contas do exercício de 2025 são relatadas pelo conselheiro Alisson Alencar, apresentou saldo superavitário de R$15,9 milhões, evidenciando que, para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo, há suficiência de R$2,47 para honrá-la.

O município cumpriu todos os mínimos constitucionais de investimento, bem como observou todos os limites legais, destinando: 26,06% do recurso na manutenção e desenvolvimento do ensino (mínimo de 25%), 31,23% em ações e serviços públicos de saúde (mínimo 15%) e 93,49% na remuneração do magistério (mínimo de 70%). Os gastos com pessoal do Executivo Municipal e repasses ao Legislativo respeitaram os limites de 54% e 7%, respectivamente.

Na pasta da saúde, o relator destacou que o município apresenta uma rede de atenção primária estruturada e relativamente eficaz, com a promoção da detecção precoce e o acompanhamento satisfatório dos casos de hanseníase com grau 2 de incapacidade. “Já na avaliação das iniciativas voltadas à prevenção à violência contra as mulheres, com base nas ações previstas na Decisão Normativa nº 10/2024 do TCE e na Nota Recomendatória nº 1/2024 da Comissão Permanente de Segurança Pública (Copesp), constato que o município de Brasnorte adotou as medidas cabíveis”, ressaltou Alisson Alencar. Em seu voto, o conselheiro acolheu, em partes, o parecer do MPC.

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Nova Maringá

Também sob relatoria de Alisson Alencar, as contas de Nova Maringá apontam resultado financeiro com saldo superavitário de R$ 9 milhões, evidenciando que, para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo, há suficiência de R$ 2,30 para honrá-la.

Quanto às políticas públicas executadas, o relator concluiu que os dados apresentados referentes à educação infantil apontam para um cenário favorável, em especial a ausência de fila de espera por vagas em creche. Na saúde, o município apresenta uma rede de atenção primária estruturada e relativamente eficaz.

“Vale mencionar a existência de expressivos superávits orçamentário e financeiro, além do que o endividamento público se encontra equilibrado e o quociente da situação financeira evidencia plena capacidade de cumprir com compromissos de curto prazo, circunstâncias estas que indicam a regularidade da gestão municipal”, sustentou o conselheiro em seu voto, que seguiu o parecer ministerial.

Nos três casos, os relatores votaram pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas, com recomendações às respectivas administrações, sendo seguidos por unanimidade no Plenário.

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Tribunal de Contas aprova com ressalvas contas de Alto Araguaia, Ponte Branca e Pontal do Araguaia

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Conselheiro-relator, Waldir Teis | Foto: Thiago Bergamasco

Por unanimidade, o Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável, com ressalvas, à aprovação das contas de governo de Alto Araguaia, Ponte Branca e Pontal do Araguaia, referentes ao exercício de 2025. Sob relatoria do conselheiro Waldir Júlio Teis, os processos foram apreciados na sessão ordinária desta terça-feira (6).

Nos três municípios, o relator constatou o cumprimento dos limites constitucionais e legais de aplicação em educação e saúde, de gastos com pessoal e de repasses ao Poder Legislativo.

Alto Araguaia

Em Alto Araguaia, foram aplicados 28,65% da receita resultante de impostos em educação, acima do mínimo constitucional de 25%. O município também destinou 77,44% dos recursos do Fundeb à remuneração dos profissionais da educação básica, superando o mínimo de 70%, e aplicou 24,83% em saúde, diante do piso de 15%. As despesas com pessoal do Poder Executivo corresponderam a 44,74% da receita corrente líquida, abaixo do limite de 54%.

A receita arrecadada somou R$ 186,1 milhões, equivalente a 71,86% da previsão. Ainda assim, o município registrou superávit orçamentário de R$ 29,6 milhões e encerrou o exercício com R$ 15,1 milhões em caixa livre. A receita própria representou 24,40% da arrecadação, maior índice entre os municípios relatados por Teis até o momento.

O voto recomenda que a prefeitura acompanhe a disponibilidade financeira de cada fonte de recursos e orienta o cumprimento do prazo constitucional para o repasse do duodécimo ao Legislativo. As recomendações incluem a eliminação da fila por vagas em creches e o reforço das ações de controle das arboviroses.

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Durante a sessão, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf chamou atenção para o déficit atuarial de R$ 157,5 milhões do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Alto Araguaia. Ele propôs a inclusão de uma determinação para que a prefeitura apresente, em 120 dias, um plano de recuperação. A sugestão foi acolhida pelo relator.

Ponte Branca

Em Ponte Branca, a aplicação em educação chegou a 28,02%, enquanto 105,13% dos recursos do Fundeb foram destinados à remuneração dos profissionais da educação básica. Na saúde, o percentual aplicado foi de 23,38%. As despesas com pessoal do Executivo corresponderam a 30,40% da receita corrente líquida.

A arrecadação alcançou 102,07% do valor previsto. O município registrou superávit orçamentário de R$ 162,7 mil e superávit financeiro de R$ 7,35 milhões. Para cada R$ 1 em restos a pagar, havia R$ 13,50 em disponibilidade financeira.

As dívidas de curto prazo também recuaram 69,28% em relação a 2024. Apesar dos resultados positivos, a receita própria representou apenas 8,5% da arrecadação total.

Para Teis, o baixo nível de arrecadação própria pode representar um desafio para Ponte Branca diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária. Por isso, o voto traz recomendações para ampliar a capacidade de arrecadação do município.

“Recomendo medidas simples e de baixo custo, compatíveis com o porte do município, como mutirões de negociação fiscal, protesto das certidões de dívida ativa e atualização do cadastro imobiliário, capazes de reduzir a inadimplência e ampliar a receita própria sem elevar a carga tributária da população”, destacou.

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Pontal do Araguaia

Em Pontal do Araguaia, foram aplicados 27,90% em educação, 95,23% dos recursos do Fundeb na remuneração dos profissionais da educação básica e 16,58% em saúde. As despesas com pessoal do Executivo ficaram em 32,64% da receita corrente líquida.

A arrecadação correspondeu a 77,14% do valor previsto. No voto, Teis chamou a atenção para o volume de alterações orçamentárias, que alcançou 101,85% do valor inicialmente fixado. Para ele, as mudanças demonstram fragilidade no planejamento do orçamento municipal.

“Pode-se concluir que o planejamento inicial sofreu mais de 100% de alterações. Isso demonstra que as decisões são tomadas de ‘afogadilho’, o que não é bom, pois dessa forma fica difícil desenvolver programas estruturados que possam implementar políticas públicas mais eficientes”, apontou.

Pontal do Araguaia encerrou o exercício com R$ 5 milhões em caixa livre e não contratou empréstimos em 2025. A disponibilidade financeira também supera o valor da dívida consolidada.

O voto recomenda que a Câmara Municipal determine à prefeitura que inscreva despesas em restos a pagar somente quando houver recursos disponíveis na fonte correspondente. A gestão também deverá acompanhar individualmente as fontes de recursos para evitar a formação de déficits.

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