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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

MP denuncia por homicídio qualificado motorista que matou motociclista correndo a 177 km/h em Cuiabá

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou denúncia à Justiça contra Hercílio Junio Freitas Cordeiro pelos crimes de homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro — dirigir sob efeito de álcool, fugir do local do acidente e conduzir veículo sem habilitação. A acusação é da promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital – Núcleo de Defesa da Vida.

Segundo a peça acusatória, os fatos ocorreram na madrugada de 30 de agosto de 2026, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. Para o Ministério Público, o denunciado, que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e estava sob efeito de álcool, assumiu o risco de produzir resultados letais ao pilotar uma BMW em velocidade muito acima do permitido para a via.

O primeiro impacto aconteceu no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Avenida Presidente Marques, quando o carro atingiu a traseira da motocicleta conduzida por G. N. M., que aguardava a abertura do sinal vermelho. O motociclista ficou ferido, mas sobreviveu. Após a colisão, conforme a denúncia, o motorista deixou o local sem prestar socorro.

Em vez de parar, o denunciado teria acelerado ainda mais para escapar da responsabilização. Os registros de equipamento eletrônico apontam que a BMW chegou a trafegar a 177 km/h em um trecho onde o limite máximo é de 50 km/h. Cerca de 700 metros adiante, o veículo colidiu contra a motocicleta de Paulo Messias Simão Costa, 23 anos, que morreu no local em razão da gravidade dos ferimentos.

As investigações indicaram que o acusado havia consumido bebida alcoólica em uma casa noturna da capital antes de assumir a direção do automóvel. Testemunhas relataram aos investigadores sinais visíveis de embriaguez e comportamento agressivo. A denúncia também registra que, depois do segundo acidente, o motorista abandonou o carro e permaneceu foragido, só se apresentando à polícia dias depois.

Na avaliação da promotora, os crimes foram praticados mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que ambas trafegavam regularmente e foram atingidas pela traseira, sem qualquer possibilidade de reação. Quanto à morte de Paulo Messias Simão Costa, o MPMT atribui ao caso ainda as qualificadoras de perigo comum e de homicídio cometido para assegurar a impunidade de outro crime.

Na denúncia, o Ministério Público requer que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, a fixação de valor mínimo de R$ 1 milhão para a reparação dos danos causados às vítimas e aos familiares, além da aplicação do efeito da condenação de inabilitação para dirigir veículo automotor.

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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Gaeco-MT apoia operação contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

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O Gaeco de Mato Grosso deu apoio, nesta quinta-feira (24), à Operação Crédito Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) para investigar um suposto esquema de lavagem de capitais usado na compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. No estado, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em uma empresa do ramo em Várzea Grande, com o reforço da Receita Federal e do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam-MT).

A ação é coordenada pelo Gaeco paulista, em parceria com a Receita Federal, a Secretaria da Fazenda de São Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado, a Polícia Militar e a Polícia Civil, e ainda conta com o apoio dos Gaecos do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. Ao todo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em 29 endereços, envolvendo 13 pessoas físicas e 24 pessoas jurídicas.

Desdobramento da Operação Carbono Oculto, a Crédito Oculto apura a utilização de estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro para viabilizar a aquisição da distribuidora. Segundo as investigações, operadores do mercado financeiro teriam criado mecanismos para esconder os verdadeiros beneficiários de empresas e ativos, valendo-se de fundos de investimento, holdings, empresas patrimoniais, fintechs e companhias de fachada para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

A primeira estrutura identificada teria sido montada para ocultar os reais donos de uma usina sucroalcooleira localizada no interior de São Paulo. Depois, novas camadas societárias e financeiras teriam sido acrescentadas para dissimular a titularidade do empreendimento e permitir operações financeiras de grande porte. Entre os principais achados está uma movimentação estimada em R$ 370 milhões envolvendo direitos creditórios da usina, com indícios de que recursos de fundos controlados pelo mesmo grupo teriam dado aparência de legalidade às transações.

As análises econômico-financeiras também apontam que a compra da distribuidora teria sido bancada por uma estrutura complexa, formada por banco, fundos de investimento, escritório de advocacia, holdings, empresas patrimoniais e empresas de fachada, com o objetivo de distanciar o dinheiro de sua origem. Uma empresa financeira usada na aquisição simulada da usina teria movimentado cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025, volume que, para os investigadores, reforça os indícios de lavagem de capitais, ocultação patrimonial e dissimulação da origem dos recursos.

O Gaeco de Mato Grosso é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo. (Com informações do MPSP)

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