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Mato Grosso

Observa-MT relança campanha para orientar eleitores sobre políticas ambientais em Mato Grosso

Segunda edição do balanço socioambiental reúne dados sobre desmatamento, incêndios, legislação e decisões que afetam a proteção ambiental no estado

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Às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, o Observatório Socioambiental de Mato Grosso (Observa-MT) retomou a campanha #ObservaSeuVoto e lançou a segunda edição do Balanço da Agenda Socioambiental de Mato Grosso. A iniciativa pretende ampliar o acesso da população a informações sobre decisões políticas e desafios ambientais que devem influenciar os próximos anos no estado.

O levantamento atualiza o estudo publicado pela organização em 2022 e reúne análises sobre desmatamento, incêndios florestais, passivos ambientais em propriedades rurais, o programa Cota Zero, a pressão sobre Unidades de Conservação e territórios indígenas, além das dificuldades enfrentadas pelo poder público para fortalecer ações de prevenção, fiscalização e proteção ambiental.

Um dos dados apresentados pelo Observa-MT aponta que o desmatamento caiu 37% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da redução, o estado acumula, desde 2019, mais de 1,25 milhão de hectares de vegetação nativa suprimidos.

Para a organização, os números mostram que a queda nas taxas não encerra os problemas relacionados à destruição ilegal da vegetação. O cenário ainda exige ações permanentes de fiscalização, identificação dos responsáveis e aplicação das medidas previstas na legislação ambiental.

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O balanço também analisa a atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Segundo o Observa-MT, pelo menos 18 projetos de lei apresentados entre 2023 e 2026 tiveram impacto direto sobre o Código Florestal.

Entre os temas avaliados estão propostas relacionadas à proteção das Unidades de Conservação, ao uso de agrotóxicos, à preservação de áreas úmidas e às Áreas de Preservação Permanente. A entidade considera que parte das medidas pode alterar o nível de proteção ambiental no estado e modificar regras aplicadas a imóveis e atividades produtivas.

A análise inclui ainda decisões tomadas no Congresso Nacional que repercutiram na agenda socioambiental brasileira. O documento aborda mudanças ligadas ao Marco Temporal, à legislação sobre agrotóxicos e ao licenciamento ambiental.

De acordo com o balanço, as alterações aprovadas por meio das Leis nº 15.190/2025 e nº 15.300/2025 flexibilizaram procedimentos e exigências para empreendimentos com potencial de impacto ambiental. Para o Observa-MT, as mudanças podem reduzir mecanismos de controle e dificultar a prevenção de danos ao meio ambiente.

Além da produção do levantamento, a campanha #ObservaSeuVoto pretende divulgar as informações durante o período eleitoral. A proposta é estimular os eleitores a analisar não apenas os compromissos apresentados pelas candidaturas, mas também o histórico de decisões, as posições defendidas e os interesses relacionados às políticas ambientais.

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O Observa-MT afirma que o processo eleitoral representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre o futuro socioambiental de Mato Grosso. A intenção é contribuir para que a população acompanhe a atuação dos candidatos e escolha representantes comprometidos com a proteção dos recursos naturais, dos territórios indígenas e das áreas protegidas.

O Balanço da Agenda Socioambiental de Mato Grosso está disponível no site do Observa-MT, que também reúne conteúdos da campanha #ObservaSeuVoto e análises sobre decisões legislativas e políticas públicas com impacto ambiental no estado.

Confira a segunda edição do Balanço da Agenda Socioambiental de Mato Grosso AQUI.

 

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Mato Grosso

Seduc-MT amplia atendimento especializado a estudantes da Educação Especial

Ampliação reúne profissionais das áreas de Psicologia, Psicopedagogia, Fisioterapia, Serviço Social, Clínica Geral, Psiquiatria, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) amplia, a partir desta segunda-feira (14), o atendimento pedagógico-terapêutico destinado aos estudantes Público-Alvo da Educação Especial (Paede) matriculados na rede estadual de ensino.

Os atendimentos ocorrem no Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), em Cuiabá, e são destinados aos estudantes da rede estadual encaminhados para atendimento especializado nas áreas de Psicologia, Psicopedagogia, Fisioterapia, Serviço Social, Clínica Geral, Psiquiatria, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional.

As famílias dos estudantes que já possuem encaminhamento cadastrado podem aguardar o contato da equipe, que fará o contato e o agendamento conforme o serviço solicitado e a organização dos atendimentos.

Já as famílias que ainda não possuem demanda cadastrada e desejam acessar os serviços especializados devem procurar a escola estadual em que o estudante está matriculado. A unidade escolar fará o acolhimento inicial da demanda e os encaminhamentos necessários, seguindo o fluxo da Educação Especial da rede.

Em Cuiabá e região metropolitana, as demandas encaminhadas são direcionadas ao Casies. Nos demais municípios, o atendimento foi ampliado nas Diretorias Regionais de Educação (DREs), por meio da criação dos Núcleos de Educação Inclusiva que contam com profissionais nas áreas de Psicologia, Serviço Social e Psicopedagogia responsáveis pela organização do fluxo de atendimento e pelo suporte especializado aos estudantes em cada região.

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No Casies, a estrutura conta com 55 profissionais e funciona de forma integrada, com acolhimento, triagem, avaliação multiprofissional, agendamento, orientação às famílias e atendimento especializado aos estudantes. O centro também presta assessoramento técnico-pedagógico às escolas, em formato presencial e à distância.

O atendimento foi ampliado com seis novos espaços de atendimento. A capacidade do centro passará de aproximadamente oito para até 60 atendimentos diários. Atualmente,
cerca de 400 estudantes Paede estão cadastrados nos diferentes serviços especializados ofertados pelo Casies.

O trabalho inclui núcleos específicos voltados à deficiência visual, surdez, altas habilidades ou Superdotação, apoio e suporte à inclusão e ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).

No interior, também haverá ampliação da oferta com a criação dos Núcleos de Educação Inclusiva (NEI), que serão responsáveis pela organização do suporte aos estudantes nas respectivas regiões. O NEI conta com psicólogos, assistentes sociais e psicopedagogos que atuam nas 13 diretorias regionais de educação. A estrutura busca aproximar o atendimento das famílias e articular os serviços especializados com o acompanhamento realizado pelas escolas.

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A rede estadual possui, atualmente, 12.217 estudantes que integram o público-alvo da Educação Especial. Desses, 541 estão matriculados em escolas especializadas e 8.602 recebem o atendimento educacional especializado em Salas de Recursos Multifuncionais.

Segundo a Seduc, o atendimento especializado é organizado de forma articulada à rotina escolar, com orientação às famílias e suporte às unidades de ensino para acompanhar as necessidades de cada estudante.

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