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Natasha chega a 23,2% e acirra disputa por vaga no segundo turno

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A candidata ao Governo de Mato Grosso, Doutora Natasha, da coligação Mato Grosso para todos,, alcançou 23,2% das intenções de voto na pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (11) e acirrou a disputa pelas duas vagas no segundo turno. O levantamento coloca a médica em terceiro lugar, a 7,6 pontos percentuais do atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), que tem 30,8%, e a 11,2 pontos do senador Wellington Fagundes (PL), que aparece com 34,4%.

O resultado reforça uma mudança de patamar da candidatura registrada por diferentes pesquisas desde o início da campanha eleitoral. No levantamento Real Time Big Data divulgado no início de setembro, Natasha aparecia com 13%. Agora, na AtlasIntel, chega aos 23,2%. Como os levantamentos são realizados por institutos diferentes, com metodologias e amostras próprias, não constituem uma série estatística diretamente comparável, mas mostram a candidata aparecendo em patamares mais elevados nas pesquisas divulgadas nas últimas semanas.

O desempenho ganha peso político diante do perfil dos adversários que ocupam as duas primeiras colocações. Natasha nunca exerceu mandato eletivo e disputa o Governo contra dois candidatos que chegam à eleição com décadas de exposição pública ou com a estrutura e a visibilidade proporcionadas pelo exercício do Governo do Estado.

Pivetta assumiu definitivamente o Governo de Mato Grosso em 31 de março, após a renúncia de Mauro Mendes. Antes disso, foi vice-governador durante a administração iniciada em 2019 e reeleita em 2022. Assim, chega à eleição como candidato à continuidade de um grupo político que está no comando do Estado há mais de sete anos.

Wellington Fagundes, por sua vez, acumula mais de três décadas no Congresso Nacional. Foi deputado federal por seis mandatos consecutivos, entre 1991 e 2015, quando assumiu seu primeiro mandato no Senado. Reeleito, exerce atualmente o segundo mandato de senador, com término previsto para 2031.

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É diante desses dois adversários que Natasha chega aos 23,2%. Médica, professora e empresária, ela entra em sua primeira disputa efetiva por um cargo eletivo e aparece agora a menos de oito pontos percentuais do segundo colocado.

Em 2022, Natasha chegou a ter sua candidatura ao Senado oficializada em convenção pelo PSB, mas não permaneceu na disputa após as articulações partidárias que redefiniram os palanques naquele ano. Posteriormente, ela afirmou publicamente que não havia desistido da candidatura e que sua saída ocorreu em razão dos arranjos políticos feitos depois da convenção.

Para Natasha, o resultado da AtlasIntel demonstra que a campanha entrou em uma nova etapa e reforça a expectativa de disputar uma vaga no segundo turno.

“Estamos disputando com dois candidatos muito conhecidos, com décadas de vida pública e eleitoral. Um é o atual governador e representa um grupo que está há mais de sete anos no comando do Estado. O outro está há mais de 30 anos no Congresso Nacional. Eu nunca exerci um mandato eletivo. Chegar a 23,2% nos deixa muito animados e mostra que temos uma disputa aberta pela frente”, afirma Natasha.

Nas últimas semanas, a candidata intensificou sua presença nas ruas e a exposição de suas propostas. Além da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, Natasha tem participado de entrevistas, debates, reuniões, caminhadas e agendas nos bairros. No interior, mantém viagens e compromissos regionais depois de já ter percorrido cerca de 90 municípios de Mato Grosso antes desta fase mais intensa da campanha.

A avaliação da candidata é de que o contato direto tem permitido que uma parcela maior do eleitorado conheça sua trajetória e as propostas apresentadas para o Estado.

“Tenho sentido isso nas ruas. As pessoas chegam, conversam, querem conhecer nossa história e saber o que propomos. Mato Grosso é um estado muito rico, mas essa riqueza precisa chegar à vida das pessoas. É isso que significa cuidar de gente. Temos muito trabalho pela frente e vamos continuar levando essa proposta para cada vez mais mato-grossenses”, diz.

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A proposta de fazer a riqueza produzida por Mato Grosso chegar de forma mais efetiva à população é um dos eixos do discurso apresentado por Natasha na campanha. Médica e professora universitária, ela coloca a saúde entre as prioridades de seu programa de governo, com propostas para reduzir filas, ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias e fortalecer a atenção básica e especializada.

O programa contempla ainda educação, valorização dos servidores públicos, segurança, habitação, agricultura familiar, desenvolvimento econômico, turismo, geração de emprego e renda e políticas de proteção social.

A campanha aposta agora na ampliação do conhecimento da candidata entre o eleitorado. A própria AtlasIntel apresenta um dado relevante nesse sentido: 41% dos entrevistados não souberam avaliar a imagem de Natasha, percentual elevado para uma candidata que já alcança 23,2% das intenções de voto. No levantamento, 32% declararam ter imagem positiva da candidata e 28%, negativa.

Na pesquisa para governador, Wellington Fagundes aparece com 34,4%, seguido por Pivetta, com 30,8%, e Natasha, com 23,2%. Rafaell Millas (Missão) registra 3,5%; Maurício Coelho (Mobiliza), 1,3%; e Sargento Laudicério (Agir), 0,7%. Brancos e nulos somam 1,9%, enquanto 4,3% não souberam responder.

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.209 eleitores entre os dias 4 e 9 de setembro. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-02766/2026.

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Fávaro destaca articulação que garantiu R$ 5,5 bilhões e retomada da duplicação da BR-163: “de Rodovia da Morte a Rodovia da Esperança”

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O avanço da duplicação da BR-163 só foi possível a partir da articulação do senador Carlos Fávaro (PSD) junto ao Governo Federal. A atuação do parlamentar garantiu a renegociação com a antiga concessionário e R$ 5,5 bilhões em recursos federais para as obras, permitindo a retomada e o avanço da duplicação em Mato Grosso. “

“Bastou o governo do presidente Lula assumir, nós revisamos o contrato com a concessionária, ajustando um débito de R$ 1 bilhão, negociamos a transferência da administração da concessão para o governo do Estado, que teve a iniciativa, e, o mais importante, viabilizamos R$ 5,5 bilhões para garantir a retomada das obras. Essa é a verdade”, afirma Fávaro, senador e candidato à reeleição.

As obras da BR-163 ficaram paralisadas durante anos, sem recursos públicos para viabilizar a duplicação da principal via que corta o estado de ponta a ponta e por onde trafegam cerca de 90 mil veículos por dia, sendo 60% deles de carga.

E as obras já estão transformando vidas. Como a da família de Solange Aparecida Paulino, que conviveu com o medo de não voltar para casa por anos. Hoje, com a duplicação da rodovia, a mesma família relata uma rotina com mais segurança, mais tempo para convivência em casa e novos planos para o futuro.

Solange, caminhoneira e esposa do caminhoneiro Flávio Zimermann Machado, lembra que acidentes e mortes eram frequentes na rodovia e a insegurança fazia parte de cada saída para trabalhar. “Era a tristeza, era a incerteza, era o desespero”, resume a filha do casal, Ieza Gabriela Paulino Zimermann Machado.

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O risco chegou à própria família quando Flávio sofreu um grave acidente na BR-163. Ele sobreviveu, mas ficou cerca de 90 dias sem trabalhar e o caminhão teve perda total.

“Quando veio o acidente, foi um balde de água fria”, recorda Ieza ao falar que que, sem a principal fonte de renda, a família precisou rever os planos. “A casa que ele estava negociando para comprar, teve que deixar de lado. O carro que a gente tinha comprado, ele teve que vender”, relata a jovem.

A família conseguiu se recuperar, Flávio voltou à estrada e Solange também se tornou caminhoneira. Mas o medo permaneceu durante anos e, com a incerteza sobre a volta, o casal sempre deixava informações sobre contas, senhas e valores para as filhas, caso não voltassem para casa.

NOVA VIDA – Com a duplicação, a família afirma que a realidade mudou e as viagens passaram a ser mais seguras, com redução no tempo de viagem e reflexos também na renda e na convivência familiar. “Agora, com a duplicação, tudo ficou mais fácil, tudo ficou melhor”, afirma Solange. “Hoje em dia, a gente consegue ir e voltar com segurança”, acrescenta.

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Antes, Solange e Flávio chegavam a viajar à noite para evitar o trânsito intenso e as filas provocadas por acidentes. Hoje, conseguem descansar à noite e trabalhar durante o dia. O pai também passou a ficar mais tempo em casa nos fins de semana e a mãe ganhou mais tempo para a família.

Para Ieza, a mudança na rotina permite até ressignificar o nome pelo qual a BR-163 ficou conhecida durante anos. “Ela não é mais uma ‘Rodovia da Morte’, agora ela é a ‘Rodovia da Esperança’, onde a gente sabe que os nossos pais vão sair para trabalhar e vão voltar pra casa”.

Ao relacionar a nova realidade da família aos investimentos realizados na rodovia, Ieza reconhece a atuação do senador. “O senador Carlos Fávaro foi a ferramenta para fazer tudo isso acontecer. Foi um anjo”.

Solange também relaciona as melhorias à atuação de Fávaro. “Tenho certeza que ele é um senador forte e que traz melhoria para a população”, afirma.

A transformação da BR-163 também mudou os planos de Ieza. Aos 25 anos, depois de crescer acompanhando os riscos enfrentados pelos pais, ela agora quer seguir a mesma profissão. “Agora sim, com a duplicação da BR-163, eu vou poder viver o meu sonho, que é ser caminhoneira”.

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