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POLÍTICA MT

Comissão de Trabalho analisa 173 proposições e contribui para criação de 27 novas normas

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A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou 173 proposições durante o primeiro semestre de 2026. No período, foram realizadas 21 reuniões, sendo uma de instalação e posse dos membros titulares e suplentes e outras 20 extraordinárias. Do total de matérias encaminhadas à comissão, 83 foram projetos de lei, o equivalente a 47,97% das proposições analisadas.

Além dos projetos de lei, a comissão apreciou sete substitutivos integrais, duas emendas a projetos de lei, 23 projetos de lei complementar, 16 substitutivos integrais a projetos de lei complementar, dois projetos de resolução e 40 emendas a projetos de lei complementar.

As matérias analisadas pela comissão contribuíram para a incorporação de 27 novas normas ao ordenamento jurídico estadual, sendo 16 leis ordinárias e 11 leis complementares.

Entre as normas resultantes das matérias analisadas está a Lei Complementar nº 837/2026, que instituiu o Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher (GEVM) na estrutura administrativa do Poder Executivo. A medida amplia a estrutura de atuação do estado no enfrentamento à violência contra as mulheres e no desenvolvimento de políticas públicas voltadas à proteção e prevenção.

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Também estão entre as normas aprovadas a Lei nº 13.344/2026, que atualizou critérios de renda, período de permanência, condicionalidades e regras de bloqueio do Programa Ser Família, e a Lei nº 13.230/2026, que estabeleceu critérios para a entrega de recursos aos municípios por meio de transferências voluntárias.

As comissões permanentes integram a estrutura organizacional da Assembleia Legislativa e atuam na análise técnica e na emissão de pareceres sobre as proposições submetidas ao seu exame.

Além das reuniões de discussão e votação, os colegiados podem promover audiências públicas como espaço para participação da sociedade e acompanhamento dos temas em análise.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

”Quem tem poder para decidir destinos precisa responder pelos próprios atos”, Neri endurece crítica diante da crise no STF

Sobre responsabilidade, ex-ministro lembra que foi declarado inelegível em plena eleição de 2022 e depois foi inocentado; Neri cobra transparência diante da atual crise do Supremo

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Em meio à crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro da Agricultura e candidato a deputado federal Neri Geller fez um alerta que carrega o peso da própria história: decisões tomadas pelas mais altas Cortes do país têm consequências que, muitas vezes, não podem ser reparadas depois.

Em 2022, em plena disputa pelo Senado por Mato Grosso, Neri teve o mandato de deputado federal cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi declarado inelegível e teve o registro de candidatura negado.

A decisão atingiu diretamente sua participação naquela eleição. Mais tarde, porém, o próprio TSE reviu o caso e restabeleceu seus direitos políticos.

“Eu sei o que é sofrer na pele as consequências de uma decisão e, depois, ver a própria Justiça reconhecer que aquela condenação não deveria permanecer. Meus direitos foram devolvidos. A eleição, ninguém me devolveu”, afirmou Neri.

A declaração ocorre no momento em que o próprio STF atravessa uma crise interna e enfrenta cobranças públicas por esclarecimentos e transparência.

Para Neri, questionar decisões ou condutas de integrantes do Judiciário não significa atacar as instituições.

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“Instituição forte não é aquela que está acima de qualquer questionamento. É aquela que tem transparência, respeita a Constituição e sabe corrigir seus erros. Nenhum Poder pode estar acima da lei.”

Neri afirma que sua própria trajetória reforçou a defesa do devido processo legal e da responsabilidade de quem ocupa posições de poder.

“Eu continuei acreditando na Justiça até conseguir reverter aquela decisão. Mas aprendi uma coisa que não esqueço: a Justiça pode corrigir uma decisão. O tempo e uma eleição perdida, não.”

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