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Mauro Mendes cita “escândalo” envolvendo Moraes e cobra investigação do Senado

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O candidato ao Senado Mauro Mendes classificou como “gravíssimas” as denúncias que envolvem o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em declarações divulgadas nesta semana, ele defendeu uma apuração rigorosa no Senado e afirmou que ninguém que ocupe função pública pode ser tratado como intocável.

“O Brasil não pode continuar assistindo a isso. O Brasil não aguenta mais ver escândalos acontecendo e, depois, serem colocados de lado enquanto o Senado não age, não faz nada. O Senado é o único órgão que pode conter esses absurdos. É por isso que eu sou candidato ao Senado”, disse.

As informações vieram a público após a Polícia Federal encontrar mensagens no celular de Vorcaro. Os registros indicam contatos do banqueiro com o ministro, além de contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes. O caso segue em investigação e ganhou novos desdobramentos nesta semana, com a divulgação de mensagens e documentos sobre a relação entre os envolvidos.

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Nas mensagens atribuídas a Vorcaro, o empresário teria buscado informações e apoio para interferir no andamento de investigações, além de mencionar encontros, viagens e benefícios. Para Mauro, caso as suspeitas sejam confirmadas, os fatos não se sustentam diante da responsabilidade esperada de um integrante da Suprema Corte. Ele também defendeu que o próprio ministro preste esclarecimentos e que o Senado cumpra papel central na apuração.

“Já mostrei muitas vezes que tenho coragem. Já enfrentei muita coisa aqui em Mato Grosso, e muita gente sabe disso. Enfrentei e entreguei resultados. Mas espero que não seja preciso chegar ao ano que vem para mudar dois terços do Senado e trazer pessoas novas, com mais coragem. Os atuais senadores têm o dever de abrir um processo, dar continuidade, acompanhar as investigações e as provas para tomar uma atitude para tirar de lá pessoas que não representam o próprio Supremo Tribunal Federal nem o Brasil”, declarou.

A crise também reforçou a defesa de mandato para os ministros do STF, pauta que Mauro Mendes pretende levar ao Senado caso seja eleito. Atualmente, os integrantes da Corte permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. A PEC 16/2019, que prevê mandato de oito anos sem recondução, aguarda relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

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Mauro afirmou que vai trabalhar para retirar a proposta da fila de espera e avançar com o fim da vitaliciedade. “Eu defendo mandato para ministro do Supremo Tribunal Federal. Não é razoável que uma pessoa possa permanecer décadas em um dos cargos mais poderosos da República. Eu vou trabalhar no Senado para que os ministros tenham mandato e para que o cargo deixe de ser vitalício”, concluiu.

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CPI da Saúde suspende oitivas durante período eleitoral

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) suspendeu, nesta quarta-feira (2), as reuniões com convocações e oitivas durante o período eleitoral. A decisão foi comunicada após a leitura de parecer da Procuradoria-Geral da Casa Leis, que considerou juridicamente possível a suspensão dos trabalhos. O documento foi ratificado pela Mesa Diretora.

Com a medida, não foram realizados os depoimentos previstos para esta tarde. Seriam ouvidos o ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo e o atual ocupante da pasta, Juliano Melo. A reunião foi encerrada após a leitura do parecer.

Conforme o calendário definido nesta quarta-feira, os trabalhos com reuniões abertas e convocações serão retomados em 7 de outubro, primeira quarta-feira após o primeiro turno da eleição. Durante a suspensão, a CPI poderá continuar atividades internas relacionadas à produção do relatório e receber documentos e informações que contribuam para a investigação.

Segundo o procurador da Assembleia, Francisco Brito, a suspensão foi solicitada pela maioria absoluta dos integrantes da CPI para preservar a lisura do processo eleitoral e evitar eventuais interferências dos trabalhos da comissão no pleito. Ele avaliou que a suspensão não compromete o andamento da apuração diante do volume de documentos já reunidos.

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“Já há muito documento produzido, o relatório do Tribunal de Contas do Estado, o inquérito da Polícia Federal, a perícia da Polícia Federal e também os próprios pareceres da Procuradoria-Geral do Estado”, afirmou.

O procurador ainda esclareceu que os trabalhos devem ser concluídos até o término da atual legislatura, que ocorre em 31 de janeiro de 2027.

A CPI investiga possíveis irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, relacionados às investigações que resultaram na Operação Espelho. Na reunião da semana passada, a comissão ouviu a ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar Carolina Campos e o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira.

Fonte: ALMT – MT

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