POLÍTICA NACIONAL
Plínio Valério diz que denúncias contra Moraes ‘são terríveis’ e pede impeachment
Em pronunciamento nesta quarta-feira (2), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) disse que, desde março de 2019, pede publicamente o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar afirmou que desta vez há motivos robustos e suficientes para o Senado dar início ao procedimento e avaliou que as denúncias “são terríveis”:
— Não há como esconder, não há como jogar para baixo do tapete essa sujeira. As denúncias que caem sobre a consciência, a cabeça e os ombros do ministro Alexandre de Moraes têm que ser apuradas e têm que ser levadas a sério. Não é mais possível ter tantos pedidos de impeachment do ministro e a gente não colocar um só, um apenas, em votação, para que possamos, aqui neste Plenário, deliberar. Cassar ou não será a consequência e o resultado da nossa votação aqui.
Plínio Valério disse que Moraes foi o carrasco da prisão de pessoas honestas, condenadas de 10 a até 14 anos de prisão, usando argumentos como apagar mensagens de celular — coisa que, segundo o senador, o próprio ministro fez, como mostram as investigações. De acordo com o parlamentar, o Senado perde credibilidade ao não dar seguimento aos pedidos de impeachment do magistrado.
— O Supremo deveria representar (já não representa mais, por alguns de seus ministros) aquele porto seguro ao qual nós todos, pessoas comuns, poderíamos aportar e recorrer. O Supremo, há muito tempo, deixou de ser confiável, e agora mais do que nunca.
Plinio Valério ressaltou que continuará acreditando que o Senado vai chamar para si a responsabilidade de cassar o ministro. Quando a doença é grave, o remédio tem que ser amargo, declarou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
CCJ do Senado aprova PEC que prevê fim da escala 6×1
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da jornada de trabalho no regime 6×1. A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.
A matéria foi aprovada por votação simbólica e agora será encaminhada ao plenário do Senado, onde precisará ser analisada em dois turnos antes de uma eventual aprovação definitiva.
O texto prevê ainda uma transição de 14 meses para a implementação da nova jornada. Para ter o direito de discutir a proposta no plenário, o candidato deverá observar as regras regimentais aplicáveis à tramitação de propostas de emenda à Constituição.
Dos 27 senadores presentes na reunião da CCJ, quatro se posicionaram contra a PEC: Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição; Hamilton Mourão (Republicanos-RS); Tereza Cristina (PP-MS); e Jaime Bagattoli (PL-RO).
Relator da proposta, o senador Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto. Entre as sugestões recusadas estavam a manutenção da escala 6×1, a possibilidade de jornadas superiores a 40 horas semanais, a ampliação do período de transição para até quatro anos e a criação de compensações fiscais para as empresas.
“Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas, nenhuma pede mais benefício para o trabalhador”, justificou o relator.
Durante a sessão, Rogério Marinho criticou o tempo destinado à discussão da proposta e afirmou que a redução da jornada poderia provocar efeitos negativos na economia, como aumento da inflação, do desemprego e da informalidade.
“Nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”, declarou o senador.
O parlamentar defendeu uma proposta alternativa, que prevê um regime de trabalho por hora, além de negociações individuais entre empregadores e trabalhadores para definir as escalas. Marinho também apresentou um destaque para limitar o descanso remunerado a apenas um dia por semana, mas a sugestão foi rejeitada pela comissão.
Segundo o senador, a PEC poderia reduzir a competitividade do país e elevar os custos para as empresas. Ele também questionou como os empregadores conseguiriam manter o mesmo nível de produção com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu os argumentos da oposição e afirmou que críticas semelhantes são apresentadas sempre que o Congresso discute a ampliação de direitos trabalhistas.
Para ela, o fim da escala 6×1 contribuirá para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente das mulheres que acumulam jornadas profissionais e domésticas.
“Toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos trabalhistas, o discurso é o mesmo, a economia vai quebrar, o desemprego vai imperar, a inflação vai ocorrer. Isso é um discurso simplesmente para atender os grandes empresários deste país”, afirmou.
Eliziane também defendeu que a redução da jornada poderá proporcionar mais dignidade, melhorar a saúde mental e aumentar a produtividade no país.
O senador Jaime Bagattoli declarou que há dificuldades para contratar trabalhadores e defendeu a adoção de jornadas flexíveis, com pagamento por hora trabalhada. Apesar de afirmar que os empregadores desejam oferecer melhores condições de vida aos funcionários, ele disse não apoiar a PEC por considerar que a mudança poderia comprometer a produção e elevar os custos das empresas.
O relator Omar Aziz contestou a possibilidade de que a proposta provoque o colapso da economia. Ele lembrou que argumentos semelhantes foram utilizados em discussões anteriores, como na criação do 13º salário e na redução da jornada máxima de 48 para 44 horas semanais.
Aziz também criticou a possibilidade de acordos individuais para definir a jornada de trabalho. Na avaliação dele, patrões e empregados não negociam em condições de igualdade, principalmente quando o trabalhador depende da manutenção do emprego.
“O assédio ao trabalhador é quando você faz o contato individual. Ou é desse jeito ou ele está fora. Aí uma pessoa que está precisando desesperadamente daquele trabalho vai aceitar. Acordo individual é assédio ao trabalhador, sim! Acordo coletivo, não!”, declarou.
Estudos sobre os possíveis efeitos do fim da escala 6×1 apresentam avaliações diferentes em relação aos impactos sobre a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB). A PEC ainda será submetida à análise do plenário do Senado e, caso seja aprovada, seguirá para as demais etapas previstas no processo legislativo.
-
AGRO & NEGÓCIO4 dias atrásNova safra de soja pode superar 22,6 milhões de toneladas
-
esportes4 dias atrásVasco vence o Cruzeiro em São Januário antes de decisões pela Copa do Brasil
-
esportes6 dias atrásMatogrossense Leonardo Storck embarca para disputar o US Open juvenil
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásBanco Central registra maior inadimplência do crédito rural em 15 anos e índice chega a 8,8%
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásBrasil caminha para produzir 16 milhões de toneladas de frango
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásProdutos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês
-
esportes7 dias atrásVasco vence o Vitória, com um jogador a menos e abre vantagem nas quartas da Copa do Brasil
-
esportes7 dias atrásPalmeiras goleia o Santos por 3 a 0 e encaminha classificação à semifinal da Copa do Brasil




