Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

POLÍTICA NACIONAL

CCJ do Senado aprova PEC que prevê fim da escala 6×1

Publicados

em

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da jornada de trabalho no regime 6×1. A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.

A matéria foi aprovada por votação simbólica e agora será encaminhada ao plenário do Senado, onde precisará ser analisada em dois turnos antes de uma eventual aprovação definitiva.

O texto prevê ainda uma transição de 14 meses para a implementação da nova jornada. Para ter o direito de discutir a proposta no plenário, o candidato deverá observar as regras regimentais aplicáveis à tramitação de propostas de emenda à Constituição.

Dos 27 senadores presentes na reunião da CCJ, quatro se posicionaram contra a PEC: Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição; Hamilton Mourão (Republicanos-RS); Tereza Cristina (PP-MS); e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Relator da proposta, o senador Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto. Entre as sugestões recusadas estavam a manutenção da escala 6×1, a possibilidade de jornadas superiores a 40 horas semanais, a ampliação do período de transição para até quatro anos e a criação de compensações fiscais para as empresas.

“Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas, nenhuma pede mais benefício para o trabalhador”, justificou o relator.

Durante a sessão, Rogério Marinho criticou o tempo destinado à discussão da proposta e afirmou que a redução da jornada poderia provocar efeitos negativos na economia, como aumento da inflação, do desemprego e da informalidade.

Leia mais:  Horário eleitoral gratuito: veja as regras para as eleições de 2026

“Nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”, declarou o senador.

O parlamentar defendeu uma proposta alternativa, que prevê um regime de trabalho por hora, além de negociações individuais entre empregadores e trabalhadores para definir as escalas. Marinho também apresentou um destaque para limitar o descanso remunerado a apenas um dia por semana, mas a sugestão foi rejeitada pela comissão.

Segundo o senador, a PEC poderia reduzir a competitividade do país e elevar os custos para as empresas. Ele também questionou como os empregadores conseguiriam manter o mesmo nível de produção com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu os argumentos da oposição e afirmou que críticas semelhantes são apresentadas sempre que o Congresso discute a ampliação de direitos trabalhistas.

Para ela, o fim da escala 6×1 contribuirá para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente das mulheres que acumulam jornadas profissionais e domésticas.

“Toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos trabalhistas, o discurso é o mesmo, a economia vai quebrar, o desemprego vai imperar, a inflação vai ocorrer. Isso é um discurso simplesmente para atender os grandes empresários deste país”, afirmou.

Eliziane também defendeu que a redução da jornada poderá proporcionar mais dignidade, melhorar a saúde mental e aumentar a produtividade no país.

Leia mais:  PEC da Segurança Pública está entre as prioridades do esforço concentrado

O senador Jaime Bagattoli declarou que há dificuldades para contratar trabalhadores e defendeu a adoção de jornadas flexíveis, com pagamento por hora trabalhada. Apesar de afirmar que os empregadores desejam oferecer melhores condições de vida aos funcionários, ele disse não apoiar a PEC por considerar que a mudança poderia comprometer a produção e elevar os custos das empresas.

O relator Omar Aziz contestou a possibilidade de que a proposta provoque o colapso da economia. Ele lembrou que argumentos semelhantes foram utilizados em discussões anteriores, como na criação do 13º salário e na redução da jornada máxima de 48 para 44 horas semanais.

Aziz também criticou a possibilidade de acordos individuais para definir a jornada de trabalho. Na avaliação dele, patrões e empregados não negociam em condições de igualdade, principalmente quando o trabalhador depende da manutenção do emprego.

“O assédio ao trabalhador é quando você faz o contato individual. Ou é desse jeito ou ele está fora. Aí uma pessoa que está precisando desesperadamente daquele trabalho vai aceitar. Acordo individual é assédio ao trabalhador, sim! Acordo coletivo, não!”, declarou.

Estudos sobre os possíveis efeitos do fim da escala 6×1 apresentam avaliações diferentes em relação aos impactos sobre a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB). A PEC ainda será submetida à análise do plenário do Senado e, caso seja aprovada, seguirá para as demais etapas previstas no processo legislativo.

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Comissão mista adia votação da MP dos profissionais que trabalham com motos

Publicados

em

A comissão mista que analisa a MP 1.360/2026 cancelou a reunião desta quarta-feira (2), na qual estava prevista a votação dessa medida provisória. 

A MP medida retira — para mototaxistas, motoboys e profissionais de motofrete — a obrigatoriedade de autorização emitida por órgãos executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal.

A medida provisória também dispensa a necessidade de registro do veículo na categoria aluguel e a inspeção semestral dos equipamentos obrigatórios e de segurança.

Além disso, o texto atualiza os requisitos para exercício da atividade profissional — exigindo Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A ou Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) e o uso de colete de segurança com dispositivos retrorrefletivos.

O presidente da comissão mista é o senador Weverton (PDT-MA). O relator da matéria é o deputado federal Alfredinho (PT-SP).

O prazo dessa medida provisória termina em 15 de setembro. Outra reunião pode ocorrer na quinta-feira (3), mas ainda não está confirmada.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Leia mais:  Acordo sobre dívida da República do Congo com o Brasil vai à promulgação
Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana