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Tribunal de Contas determina plano para corrigir irregularidades no transporte escolar de Chapada dos Guimarães
Após identificar irregularidades que comprometem a segurança do transporte escolar em Chapada dos Guimarães, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou que a prefeitura apresente, no prazo de 120 dias, um plano de ação detalhado para sanar os problemas. A decisão, sob relatoria do conselheiro José Carlos Novelli, foi aprovada por unanimidade na sessão do Plenário Virtual da última semana.
A medida é resultado da fiscalização realizada durante a Operação Transporte Escolar Seguro, em março de 2025, que identificou dez irregularidades relacionadas às condições da frota municipal e à qualificação dos condutores, comprometendo a segurança dos estudantes da rede pública.
Falhas estruturais
Uma das principais fragilidades constatadas foi a ausência de vistorias e dos selos obrigatórios emitidos pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) nos 33 veículos inspecionados. Conforme o relatório técnico, o órgão estadual deixou de realizar as inspeções semestrais da frota de Chapada dos Guimarães desde o período da pandemia da Covid-19.
“Como consequência direta dessa inércia do órgão estadual, praticamente toda a frota está sem o selo obrigatório de vistoria. Apenas um veículo possuía o documento, mas já estava vencido desde 2024”, destacou o conselheiro José Carlos Novelli.
O relator ressaltou ainda que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) exige que a autorização especial para o transporte escolar permaneça afixada em local visível no veículo. “Sem esse documento, o transporte é considerado não autorizado, o que pode resultar em multas e até na retenção dos veículos durante fiscalizações.”
Além da ausência das vistorias, a equipe técnica encontrou avarias na estrutura dos veículos, defeitos nos sistemas de iluminação, pneus com desgaste excessivo e parabrisas danificados.
Também foram identificadas falhas nos cronotacógrafos, equipamentos responsáveis pelo registro da velocidade, da distância percorrida e do tempo de direção, que apresentavam mau funcionamento na maior parte da frota ou ausência deles. Situação semelhante foi constatada em relação aos extintores de incêndio, presentes em apenas 26 dos 33 veículos fiscalizados.
Certificação
A fiscalização também identificou irregularidades relacionadas aos motoristas responsáveis pelo transporte escolar. Os 35 condutores vinculados ao município não possuíam a qualificação específica exigida para o exercício da atividade.
“O Código de Trânsito Brasileiro exige que o motorista de transporte escolar seja aprovado em curso especializado e em treinamento de prática veicular em situação de risco. A permanência dessa irregularidade sujeita o município e os condutores às penalidades e medidas administrativas previstas na legislação”, destacou o conselheiro.
Renovação da frota
A auditoria apontou que 18 veículos possuíam até sete anos de fabricação, em conformidade com as boas práticas recomendadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pelo TCE-MT. Neste ponto, José Carlos Novelli recomendou que a administração municipal mantenha planejamento permanente para a renovação da frota.
“É necessário que o município planeje continuamente a substituição dos veículos, buscando manter a idade máxima de sete anos, conforme as boas práticas do FNDE e do TCE-MT. Esse planejamento deve prever recursos orçamentários e buscar alternativas de financiamento, convênios e parcerias com o Estado e a União”, afirmou.
Plano de ação
Diante das falhas identificadas, o relator determinou que a Prefeitura de Chapada dos Guimarães apresente, em até 120 dias, um plano de ação detalhado e documentado, contendo metas, prazos, responsáveis e indicadores de acompanhamento para sanar todas as irregularidades apontadas pela equipe técnica.
A decisão estabelece ainda diretrizes para a regularização do serviço, incluindo a realização das vistorias obrigatórias, adequação dos equipamentos de segurança, manutenção preventiva da frota, certificação dos condutores e ações de conscientização dos estudantes sobre o uso do cinto de segurança e a preservação dos veículos destinados ao transporte escolar.
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Após receber a elefanta Baby, Santuário monta operação para buscar o Sandro em SP
O elefante Sandro, de 56 anos, será transferido do Zoológico de Sorocaba (SP) para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), após determinação judicial. O animal, que vive em cativeiro desde 1982, deve percorrer 1.400 quilômetros por via terrestre até o dia 6 de agosto para viver em um ambiente de semi-liberdade no primeiro santuário do gênero na América Latina.
A Chapada dos Guimarães tornou-se um refúgio de referência internacional ao abrigar o único santuário do gênero em toda a América Latina. A escolha da região não foi aleatória: o município oferece uma combinação de clima, topografia, cursos d’água intocados e vegetação exuberante que mimetiza condições ideais para elefantes africanos e asiáticos, permitindo que vivam soltos durante todo o ano.
O santuário, que ocupa uma área de aproximadamente 1.200 hectares em uma antiga fazenda, foi inaugurado em 2016 com o objetivo de resgatar animais que sofreram traumas em circos e zoológicos, oferecendo-lhes um espaço para a recuperação física e emocional. Ao contrário de zoológicos, o SEB não é aberto à visitação pública, priorizando a tranquilidade e a autonomia dos animais, que são incentivados a retomar comportamentos naturais como pastar, caminhar por longas distâncias e interagir em seus próprios ritmos.
O caso do elefante Sandro
A transferência do elefante Sandro, atualmente no Zoológico de Sorocaba (SP), é o mais novo capítulo da atuação do SEB. Após uma longa disputa judicial, a Justiça determinou que o animal — que vive em cativeiro desde 1982 e é considerado idoso — seja levado para o santuário mato-grossense até o dia 6 de agosto de 2026.
A Prefeitura de Sorocaba chegou a recorrer da decisão, argumentando que o animal recebe cuidados adequados e que a viagem de mais de 1.400 km representa um risco. Por outro lado, o Ministério Público e o SEB sustentam que a vida no santuário oferece uma qualidade inalcançável em recintos urbanos, permitindo ao elefante viver em um ambiente amplo, com cuidados especializados e a possibilidade de interação com outros da sua espécie.
Logística de transferência
A operação de transporte seguirá o mesmo protocolo de bem-estar utilizado na recente transferência da elefanta Baby, vinda de Santa Catarina.
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Caixa de transporte: Sandro viajará em uma estrutura de aço equipada com monitoramento por câmeras, ventilação e controle de temperatura.
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Adaptação: O treinamento utiliza reforço positivo, evitando a sedação profunda e permitindo que o animal entre voluntariamente no veículo.
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Monitoramento: A viagem será feita em ritmo controlado, com paradas estratégicas para hidratação e exames veterinários, sendo integralmente custeada pelo próprio santuário.
Essa transferência é emblemática por tratar-se de um animal idoso em cativeiro de longa data, reforçando o propósito do SEB de devolver a autonomia física e psicológica a seres que passaram décadas sob estritos protocolos de dominância humana.
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