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AGRO & NEGÓCIO

Solo mais saudável está associado a 30% menos doenças na batata

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Lavouras de batata com maior atividade biológica no solo apresentaram incidência de doenças cerca de 30% menor, segundo pesquisa conduzida pelo Instituto Federal Goiano (IF Goiano). Iniciado em 2021, o trabalho acompanhou áreas produtoras de Goiás, Paraná e São Paulo e avaliou o uso de plantas de cobertura e bioinsumos na recuperação de solos submetidos ao cultivo intensivo.

O estudo foi desenvolvido no âmbito das Demo Farms, fazendas demonstrativas mantidas pela Syngenta para testar tecnologias e práticas de agricultura regenerativa a partir de problemas enfrentados pelos produtores. A empresa mantém projetos de pesquisa em parceria com o IF Goiano.

Para medir a atividade biológica, os pesquisadores utilizaram a Bioanálise de Solo (BioAS), metodologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e lançada em 2020. A ferramenta avalia a atividade das enzimas beta-glucosidase e arilsulfatase, relacionadas, respectivamente, aos ciclos do carbono e do enxofre no solo.

A presença e a atividade dessas enzimas funcionam como indicadores do trabalho realizado pelos microrganismos. Quanto maior a atividade enzimática, em geral, mais ativo está o componente biológico do solo.

Nos parâmetros adotados pela pesquisa, valores de beta-glucosidase acima de 100 pontos e de arilsulfatase entre 40 e 50 pontos foram associados a solos em boas condições biológicas. Esses números, porém, precisam ser interpretados de acordo com o tipo de solo, o histórico da área e o sistema de manejo.

A BioAS não identifica quais bactérias, fungos ou outros microrganismos estão presentes. Para isso, são necessárias análises mais complexas, como a metagenômica, que examina o material genético encontrado nas amostras. A metodologia da Embrapa oferece um diagnóstico mais simples e de menor custo sobre o nível geral da atividade biológica.

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Originalmente utilizada em lavouras de grãos, a ferramenta foi aplicada pelo IF Goiano ao cultivo de batata. A equipe constatou que as áreas com maior atividade de beta-glucosidase também apresentavam menor incidência de enfermidades nos tubérculos.

Entre os problemas observados estavam a sarna comum e a podridão mole. A sarna comum da batata, causada por diferentes espécies de bactérias do gênero Streptomyces, prejudica a aparência e o valor comercial dos tubérculos, além de provocar perdas aos produtores.

Os resultados mostraram uma correlação estatisticamente significativa entre a melhora dos indicadores biológicos e a redução das doenças. Nas áreas acompanhadas, o recuo da incidência ficou em torno de 30%.

A hipótese dos pesquisadores é que comunidades microbianas mais diversificadas aumentem a capacidade de o solo limitar a atuação de organismos causadores de doenças. É o chamado solo supressivo, no qual a competição entre microrganismos ajuda a dificultar a multiplicação dos patógenos.

A associação encontrada no estudo não significa, entretanto, que a atividade biológica seja o único fator responsável pelo controle das enfermidades. Qualidade das sementes, umidade, temperatura, irrigação, drenagem e rotação de culturas também interferem na sanidade das lavouras.

A pesquisa verificou ainda que o cultivo contínuo de batata reduz a diversidade da comunidade microbiana ao longo das safras. A introdução de plantas de cobertura ajudou a reverter parte desse processo.

Nas áreas que incorporaram essas espécies ao sistema produtivo, a diversidade de bactérias benéficas se aproximou da encontrada em matas nativas e superou a registrada em terrenos cultivados exclusivamente com batata.

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As plantas de cobertura mantêm raízes vivas por mais tempo, acrescentam matéria orgânica e fornecem alimento aos microrganismos. Também protegem o terreno contra erosão, ajudam na conservação da umidade e podem interromper ciclos de pragas e doenças.

A partir dos primeiros resultados, o projeto passou a concentrar esforços não apenas no diagnóstico, mas também na recuperação da saúde do solo. Os protocolos avaliados combinam plantas de cobertura, bioinsumos e ajustes no manejo.

A melhora das condições das áreas já cultivadas também trouxe efeito econômico. Com solos mais equilibrados e menor ocorrência de problemas nos tubérculos, produtores conseguiram reduzir a necessidade de arrendar terrenos mais distantes para abrir novas lavouras.

A iniciativa começou em pouco mais de 200 hectares pertencentes a um produtor. Atualmente, as práticas avaliadas no projeto já são adotadas em mais de 2 mil hectares, considerando os participantes da pesquisa e outros agricultores que incorporaram o manejo.

Os pesquisadores agora avaliam quais plantas de cobertura apresentam melhor desempenho diante de doenças específicas da batata. O objetivo é transformar os indicadores biológicos em recomendações práticas, sem tratar a BioAS como substituta das demais análises agronômicas ou das medidas de manejo integrado.

Os resultados reforçam que a produtividade da batata não depende apenas de fertilizantes, defensivos e irrigação. A condição biológica do solo também pode determinar a resposta das lavouras às tecnologias empregadas e a capacidade do sistema produtivo de enfrentar doenças.

Fonte: Pensar Agro

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Sinop alcança US$ 1,71 bilhão em exportações e consolida 2º lugar em Mato Grosso

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), destaca o desempenho das exportações do município, que alcançaram US$ 1,710 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 35,85% em relação ao mesmo período de 2025. Com o resultado, Sinop ocupa a segunda posição entre os municípios exportadores de Mato Grosso, atrás apenas de Rondonópolis. No Nortão, Sinop fica em primeiro lugar, a frente do terceiro colocado, Sorriso.

O resultado também representa o maior valor exportado por Sinop no acumulado de janeiro a agosto em toda a série histórica acompanhada pelo levantamento. Em 2021, o município havia registrado US$ 906,9 milhões em exportações no período; em 2022, foram US$ 1,326 bilhão; em 2023, US$ 1,395 bilhão; em 2024, US$ 1,165 bilhão; e, em 2025, US$ 1,259 bilhão.

Em valores absolutos, o crescimento entre 2025 e 2026 representa um acréscimo de aproximadamente US$ 451,5 milhões nas exportações realizadas no período. O desempenho coloca Sinop à frente de outros importantes municípios do agronegócio mato-grossense, como Sorriso, que registrou US$ 1,660 bilhão no período, Campo Novo do Parecis, com US$ 948,7 milhões, e Nova Mutum, com US$ 826,1 milhões.

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Agronegócio impulsiona resultado

O desempenho das exportações de Sinop é fortemente influenciado pelo agronegócio. Entre janeiro e agosto, os produtos do setor movimentaram US$ 1,701 bilhão, crescimento de 36,01% em relação aos US$ 1,250 bilhão registrados no mesmo período de 2025.

A soja, mesmo triturada, foi o principal produto exportado pelo município, com US$ 1,317 bilhão no acumulado do ano. O resultado representa crescimento de 36,88% em relação ao mesmo período de 2025 e coloca Sinop na primeira posição do ranking estadual nas exportações do produto.

Outro destaque são as sêmeas, farelos e outros resíduos de cereais ou leguminosas, que somaram US$ 109,2 milhões e também garantiram a Sinop a primeira posição entre os municípios de Mato Grosso nesse segmento. O milho aparece na sequência, com US$ 210,5 milhões em exportações e segunda posição estadual. Já as carnes de animais da espécie bovina, congeladas, movimentaram US$ 63,2 milhões no período.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, os números refletem a força produtiva do município. “Esse resultado demonstra a força e a capacidade de Sinop de participar cada vez mais do mercado nacional e internacional. Alcançar mais de US$ 1,7 bilhão em exportações, com crescimento de quase 36% e o maior valor da nossa série histórica para o período, mostra a dimensão da nossa economia e a força do agronegócio, da produção e das empresas que estão instaladas no município. Esses indicadores reforçam a importância de continuarmos criando condições para que empresas possam investir, crescer e ampliar sua participação no mercado”, apontou.

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Além da liderança em diferentes produtos, Sinop também se destaca pelo crescimento percentual entre os principais municípios exportadores de Mato Grosso. Enquanto as exportações dos dez municípios destacados no levantamento cresceram, conjuntamente, 10,86%, Sinop apresentou alta de 35,85%.

Os dados integram a edição de setembro do “Sinop em Números”, publicação oficial da Sedec que reúne indicadores atualizados sobre a economia do município. Os dados de comércio exterior são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio das Estatísticas de Comércio Exterior (Comex Stat).

 

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