POLÍTICA NACIONAL
Senador Jayme Campos vota favoravelmente à aposentadoria especial de agentes de saúde
O senador Jayme Campos votou favoravelmente a duas propostas de grande repercussão para os trabalhadores, nesta terça-feira (14), em sessão deliberativa do Senado. A primeira, a Proposta de Emenda à Constituição 14/2021, estabelece o direito à aposentadoria diferenciada aos agentes comunitários de saúde e aos agentes de combate às endemias. A segunda, a Medida Provisória 1343/2026, estabelece a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário.
“Meu voto a favor da aposentadoria diferenciada aos agentes de saúde e de combate a endemias é uma questão de justiça. São trabalhadoras e trabalhadores expostos a riscos diariamente e que formam a linha de frente do nosso Sistema Único de Saúde”, ilustrou. O texto prevê aposentadoria com integralidade e paridade após 25 anos de atividade, além de transições e assistência financeira da União para compensar o aumento de despesas que estados e municípios terão a partir da medida.
Pelo texto, esses profissionais poderão se aposentar aos 57 anos de idade, no caso das mulheres, e aos 60 anos, no caso dos homens, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade. Além disso, a proposta estende os mesmos benefícios aos agentes indígenas de saúde e aos agentes de saneamento.
Frete rodoviário
O texto da MP do Frete passou por uma série de mudanças, a principal delas relacionada ao valor do piso do frete. Originalmente, o texto encaminhado pelo governo não estabelecia um valor. A previsão salarial de R$ 5 mil para os caminhoneiros surgiu na comissão mista que analisou a proposta na Câmara dos Deputados. Quando chegou ao Senado, no entanto, o texto foi criticado pelo setor produtivo, que estimava um custo mensal por motorista de R$ 13 mil.
“Busquei a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão, para apresentar os números. Se votássemos o texto enviado pela Câmara, seria a decretação da falência do setor do transporte rodoviário. Felizmente, o governo teve sensibilidade para buscar uma solução e conseguimos aprovar a matéria”, explicou Jayme. Pelo texto, eventuais pisos serão instituídos por meio de acordos e convenções coletivas de trabalho.
Entre outros pontos, o texto aprovado mantém a anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as eleições de 2022 e para aqueles que descumpriram as normas do frete, como pagamento abaixo do piso estipulado pela Lei 13.703, de 2018. Quem foi punido administrativamente até a publicação da futura lei terá as multas convertidas em advertência.
POLÍTICA NACIONAL
Voto feminino é vital para a democracia, lembra Nelsinho Trad
Durante pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (14), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) lembrou que as mulheres não precisam de permissão de ninguém para pensar e que o voto feminino no Brasil já existe há quase 100 anos.
— Há um assunto que me incomodou muito nos últimos dias, que foi a fala de uma pessoa de que mulher não deveria votar, que deveria seguir o marido. Olha, eu sou médico, já passei anos trabalhando em pronto-socorro e vi mulheres chegando com crianças no colo, doentes, tomando decisões sozinhas na madrugada, coisa que homem nenhum teria coragem de fazer no lugar delas. Aliás, a mulher não precisa de permissão para pensar, nunca precisou.
No final de junho, o jornalista Paulo Figueiredo, que vive nos Estados Unidos, declarou no final de junho que “mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras; as casadas costumam acompanhar o marido”.
Nelsinho destacou que muitas mulheres lutaram para conquistar o direito ao voto e que, atualmente, são metade do eleitorado brasileiro. E acrescentou que “quem coloca isso em dúvida não é um conservador; é um atrasado. As mulheres estão à frente de mais da metade dos lares brasileiros”.
— Eu fui criado por uma mulher, uma professora forte. Tenho uma companheira que me inspira todos os dias. Sou pai de meninas e sei exatamente o que o mundo poderia ser se a mulher não votasse: a democracia não teria a essência que tem. Mulher tem de liderar, mulher tem de decidir — afirmou ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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