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POLÍTICA NACIONAL

Humberto Costa anuncia reunião pela retomada da obra da Transnordestina

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O senador Humberto Costa (PT-PE) informou em discurso na sessão do Plenário que se reuniria ainda nesta segunda-feira (13) com o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, e integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU), para destravar as obras da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco.

Desde maio, foram suspensos novos compromissos financeiros relacionados ao trecho da obra entre Salgueiro, no sertão, e Suape, na região metropolitana do Recife. O relator da decisão do TCU foi o ministro Jhonatan de Jesus, que apontou, entre os motivos, uma suposta ausência de viabilidade — por falta de estudos técnicos, econômicos e ambientais atualizados que comprovem que os benefícios superam os custos.

— Nós estamos empenhados em formar o convencimento daquela corte sobre a viabilidade econômica da obra e, especialmente, do papel indutor de desenvolvimento que a Ferrovia Transnordestina tem, não somente para Pernambuco, como para toda a Região Nordeste — disse o senador no pronunciamento.

O senador afirmou que a ligação deve permitir um frete cerca de 30% menor que o atual para os produtos de exportação que chegarem ao Porto de Suape. A estimativa, explicou Humberto Costa, é de que 24 milhões de toneladas de carga sejam transportadas ao ano, com a geração de 13 mil empregos durante a fase de implantação da ferrovia e outros 10 mil empregos durante a operação.

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— Pernambuco e o Nordeste têm o direito a essas oportunidades, têm o direito de receber investimentos para crescer e poder atrair novos investimentos. Não precisamos de benesses ou generosidades; precisamos de tratamento equilibrado para desenvolver nossos potenciais — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).

Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.

Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).

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Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.

A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.

O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.

Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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