POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova prioridade para mães solo no Sistema Nacional de Emprego
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1716/25, que garante atenção especial às demandas das mães solo no Sistema Nacional de Emprego (Sine).
A proposta altera a Lei 13.667/18, que trata do funcionamento do Sine.
O texto estabelece o atendimento especial para viabilizar a participação dessas mulheres em oportunidades de trabalho, emprego, renda e empreendedorismo.
O projeto também define que, caso não sejam preenchidas as vagas reservadas a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, o saldo deverá ser destinado, sucessivamente, a mães solo, mulheres em geral e público em geral.
Parecer favorável
A relatora, deputada Maria Arraes (PSB-PE), recomendou a aprovação. “A iniciativa mostra-se legítima”, disse a relatora. Antes, o texto já havia sido aprovado pelas comissões de Trabalho; e de Defesa dos Direitos da Mulher.
A autora da proposta, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), afirmou que as mães solo enfrentam dificuldades estruturais no mercado de trabalho. Segundo ela, em razão disso, muitas recorrem à informalidade.
Próximos passos
Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara.
Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.
Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova relatório de Fávaro e libera R$ 13,2 bilhões
Sob a relatório do senador Carlos Fávaro (PSD-MT) foi aprovado na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional, o PLN 17/2026, que abre crédito especial de R$ 13,2 bilhões para viabilizar o Programa Desenrola Adimplentes, o Fies Empreendedor, o apoio aos produtores de cana-de-açúcar do Nordeste e investimentos em ciência e tecnologia para a agropecuária brasileira. A matéria passou pela comissão nesta quarta-feira (8) e segue para votação em plenário do Congresso nesta quinta-feira (9).
“Aprovamos um relatório que destina mais de R$ 13 bilhões para ações que mudam a vida das pessoas. É recurso para o trabalhador informal que paga suas contas em dia e merece juros justos, para o jovem que se formou pelo Fies e quer empreender, para o produtor do Nordeste castigado pelo tarifaço americano e para a modernização tecnológica de toda a agropecuária brasileira”, afirmou Fávaro.
O Desenrola Adimplentes, instituído pela Medida Provisória 1373/26, destina R$ 4 bilhões para que trabalhadores informais que mantêm suas dívidas em dia possam renegociar débitos de até R$ 15 mil por instituição financeira, com juros reduzidos a no máximo 1,99% ao mês (ao contrário dos 6% a 12% cobrados atualmente no mercado). Para participar, o trabalhador precisa ter pago ao menos quatro parcelas sem atraso superior a 90 dias. O empréstimo original é quitado e uma nova operação com condições mais favoráveis é oferecida pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. A expectativa do governo é alcançar até 500 mil trabalhadores informais.
Fávaro reforça combate ao vício em bets
Fávaro fez questão de destacar a vedação às apostas online (bets). Isso porque quem aderir ao programa terá o CPF automaticamente bloqueado em plataformas de bets por seis meses. A mesma regra vale para os beneficiários do Fies Empreendedor. Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é impedir que recursos obtidos com condições favoráveis de financiamento sejam desviados para sites de apostas.
A medida reconhece formalmente o que Fávaro vem denunciando em seus seminários pelo interior de Mato Grosso. Para ele, as bets são um vetor de endividamento e destruição familiar. Dados da Confederação Nacional do Comércio apontam que as apostas online retiraram cerca de R$ 143 bilhões do varejo brasileiro entre 2023 e 2026, e que 80,9% das famílias estão endividadas, o maior índice da história do país.
Vida nova com crédito novo
O Fies Empreendedor, criado pela mesma medida provisória, oferece uma linha de crédito inédita para ex-estudantes do Fies que estejam adimplentes há pelo menos 36 meses.
Pessoas físicas podem contratar até R$ 80 mil, com prazo de 60 meses e carência de seis meses. Pessoas jurídicas, desde que tenham ao menos um sócio beneficiário do Fies, podem acessar até R$ 180 mil, com prazo de 96 meses e carência de 12 meses.
A taxa é de 0,87% ao mês (até 11,19% ao ano). A União destina R$ 1 bilhão ao programa, com estimativa de beneficiar entre 50 mil e 125 mil pessoas dentro de um universo de 500 mil egressos do Fies em situação regular.
Impacto da taxação dos EUA
O crédito aprovado também garante subvenção econômica aos produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste, que enfrentam prejuízos simultâneos causados por intempéries climáticas e pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre exportações brasileiras.
O eixo de maior impacto para o agronegócio é a destinação de R$ 9 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operados pela Finep, para financiamentos de longo prazo em ciência, tecnologia e inovação voltados a toda a agropecuária brasileira. A linha Move Agricultura financia a aquisição de máquinas e implementos agrícolas inovadores com tecnologia nacional, a juros de 9,2% ao ano. A grande novidade é que, pela primeira vez, produtores rurais pessoas físicas poderão acessar recursos do fundo científico, até então restritos a empresas. A medida integra o Plano Safra 2026/2027, que totaliza R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial.
A aprovação na Comissão Mista consolida a convergência de pautas que Fávaro vem construindo no Senado, combate ao endividamento provocado pelas bets, incentivo ao empreendedorismo jovem, defesa do produtor rural e modernização tecnológica do campo. A matéria segue para votação em plenário do Congresso Nacional nesta quinta-feira (9).
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