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Brasil coleciona gols perdidos e dá adeus à Copa do Mundo
O sonho do hexacampeonato terminou de forma melancólica e, sobretudo, patética. Neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), a Seleção Brasileira protagonizou um espetáculo de ineficiência ofensiva, foi castigada pelo faro artilheiro de Erling Haaland e perdeu para a Noruega por 2 a 1. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo consolida um vexame histórico: o país atinge agora o seu maior jejum de títulos mundiais desde a primeira conquista.
O roteiro da queda brasileira foi desenhado com requintes de incompetência. A equipe comandada por Carlo Ancelotti flertou com o desastre desde o apito inicial, levando um susto logo aos dois minutos, quando Berg marcou para os europeus — o lance, no entanto, foi anulado por impedimento.
A chance de ouro para assumir o controle e mudar a história do jogo veio aos nove minutos. Após passe de Martinelli, Matheus Cunha foi derrubado na área. O árbitro precisou do VAR para assinalar o pênalti. Na cobrança, o retrato do nervosismo brasileiro: Bruno Guimarães bateu mal e parou nas mãos do goleiro Nyland, dando o tom do que seria a tarde da Seleção.
Mesmo criando boas oportunidades, como uma bomba de Vinicius Júnior aos 40 minutos espalmada por Nyland, o Brasil era vulnerável. Aos 47, Alisson precisou trabalhar em um chute perigoso de Odegaard, que apareceu livre após Haaland ganhar uma disputa com Gabriel Magalhães.
O castigo no segundo tempo
Na volta do intervalo, Ancelotti tentou dar fôlego ao ataque sacando Matheus Cunha para a entrada de Endrick. Aos 13 minutos, o jovem teve a bola da classificação após um passe genial de trivela de Vini Jr., mas, cara a cara com o goleiro, finalizou para fora. Um gol perdido que custaria muito caro. O Brasil ainda tentou com Rayan, aos 16, esbarrando novamente em Nyland.
A velha máxima do futebol não perdoa: quem não faz, leva. E do outro lado estava um dos atacantes mais letais do planeta. Aos 34 minutos, a defesa brasileira vacilou, Schjelderup cruzou da esquerda e Haaland subiu mais que Gabriel Magalhães para testar para o fundo da rede.
O desespero tomou conta da Seleção. Aos 39, o Brasil quase empatou em um lance bizarro onde Ajer quase marcou contra, mas Nyland salvou em cima da linha. A pá de cal veio aos 44 minutos: Haaland recebeu com liberdade na entrada da área e bateu rasteiro, no canto, sem chances para Alisson, decretando o nocaute.
Já nos acréscimos, Neymar converteu uma penalidade máxima, mas o relógio não permitia mais nada. O gol serviu apenas para maquiar o placar de um fim patético para uma equipe que pecou na pontaria e ruiu diante da frieza norueguesa.
O caminho da Noruega
Com a vaga assegurada, a Noruega agora aguarda o vencedor do confronto entre México e Inglaterra, que se enfrentam ainda neste domingo, às 21h (de Brasília), no Estádio Azteca. O duelo das quartas de final está agendado para o próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Ao Brasil, resta o aeroporto e a amarga reflexão sobre mais uma queda precoce.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Placar |
Brasil 1 x 2 Noruega |
| Competição | Copa do Mundo (oitavas de final) |
| Local | MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA) |
| Data | 5 de julho de 2026 (domingo) |
| Horário | 17h (de Brasília) |
| Cartões amarelos | Neymar (Brasil) |
| Cartões vermelhos | Nenhum |
| Árbitro | Ismail Elfath (EUA) |
| Assistentes | Corey Parker e Kyle Atkins (EUA) |
| VAR | Tatiana Guzman (NCA) |
| Gols | Haaland, aos 34′ do 2ºT (Noruega); Haaland, aos 44′ do 2ºT (Noruega); Neymar, aos 54′ do 2ºT (Brasil) |
| Brasil | Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Éderson); Gabriel Martinelli (Danilo Santos), Rayan (Neymar), Matheus Cunha (Endrick) e Vinicius Júnior. |
| Técnico do Brasil | Carlo Ancelotti |
| Noruega | Nyland; Ryerson (Aursnes), Ajer, Heggem e David Wolfe (Ostigaard); Berge, Patrick Berg e Odegaard; Nusa (Schjelderup), Sorloth (Bobb) e Haaland. |
| Técnico da Noruega | Stale Solbakken |
Fonte: Esportes
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Brasil cai para a Noruega por 2 a 1 e dá adeus à Copa de 2026 nas oitavas de final
O sonho do hexacampeonato mundial foi interrompido neste domingo, em Nova Jersey. A Seleção Brasileira perdeu por 2 a 1 para a Noruega, no MetLife Stadium, e foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 ainda nas oitavas de final.
O resultado não apenas encerra a trajetória da equipe de Carlo Ancelotti no torneio, como confirma a manutenção de um tabu histórico: em cinco confrontos contra os noruegueses, o Brasil soma agora três derrotas e dois empates, sem jamais ter conhecido a vitória.
A eliminação marca o pior desempenho da Seleção em Mundiais desde 1990, quando também caiu nas oitavas de final — coincidência amarga, visto que o atual treinador da Seleção, Ancelotti, defendia a Itália naquela edição. Além disso, o revés consolida uma marca preocupante: é a sexta queda consecutiva do Brasil para seleções europeias em Copas do Mundo.
O fator Haaland
O roteiro do confronto foi definido em dez minutos fulminantes do segundo tempo. Erling Haaland, o nome do jogo, foi implacável e anotou os dois gols que decretaram a vitória norueguesa.
A Seleção Brasileira, que dominou grande parte do primeiro tempo, não conseguiu reagir à efetividade do atacante e viu o sonho do título ruir. Neymar, que entrou em campo com a missão de comandar a reação, ainda descontou nos acréscimos, convertendo um pênalti, mas não houve tempo para evitar a desclassificação.
O desperdício inicial
O resultado final é ainda mais doloroso pela postura do Brasil nos primeiros 45 minutos. Diante de mais de 80 mil torcedores no MetLife, a Seleção Brasileira foi a equipe mais perigosa, apesar de ter menos posse de bola que a Noruega (40% contra 60%).
O Brasil teve nas mãos a chance de ditar o ritmo do jogo. Após uma roubada de bola de Rayan, Matheus Cunha sofreu um pênalti, mas Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança, parando na defesa do goleiro Nyland.
Vinícius Júnior também teve oportunidades claras de abrir o placar em chutes de canhota, mas foi novamente parado pelo arqueiro norueguês. A ineficiência ofensiva no primeiro tempo custou caro diante de um adversário que, na etapa final, precisou de pouco para resolver o confronto.
A queda em Nova Jersey deixa a Seleção Brasileira com um longo período de reflexão e a necessidade de reestruturação para o próximo ciclo, enquanto a Noruega segue adiante no Mundial, mantendo viva a freguesia sobre o futebol brasileiro.
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