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Clima de Copa toma conta de Cáceres e mobiliza torcida na fronteira com a Bolívia

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A cidade de Cáceres (a 210 km de Cuiabá), principal polo da região Oeste de Mato Grosso, mergulhou oficialmente na atmosfera da Copa do Mundo de 2026. Desde a abertura do torneio, nesta quinta-feira, 11 de junho, o cenário urbano e rural do município foi transformado pelas cores verde e amarela. Fachadas de residências, estabelecimentos comerciais, agências bancárias e prédios públicos exibem decorações em apoio à Seleção Brasileira, refletindo o otimismo da população local.

O entusiasmo dos cacerenses é impulsionado por um momento positivo no esporte regional, com a recente ascensão do Cacerense Esporte Clube à primeira divisão do futebol estadual. Agora, o foco se volta para a busca pelo hexacampeonato mundial. O comércio sente o impacto desse fervor, registrando um aumento significativo na venda de camisetas oficiais e artigos de decoração, como bandeiras e bandeirolas que já enfeitam as ruas do Centro Histórico.

Um detalhe marcante na paisagem da cidade pantaneira é a personalização das bicicletas. Principal meio de transporte devido ao relevo plano da região, as magrelas ganharam cores e adereços temáticos para circular pelo município. A mobilização também chegou às instituições de ensino, como na Escola Estadual Cívico Militar Frei Ambrósio, no Bairro do Junco, onde a equipe de servidores aderiu à iniciativa da professora Dirce Senabio Candia e se apresentou uniformizada com as cores da Seleção Canarinho.

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Para a estreia do Brasil contra o Marrocos, marcada para o próximo sábado, 13 de junho, a cidade prepara pontos de concentração estratégica. Na Praça Barão do Rio Branco, telões serão instalados para que os torcedores acompanhem a partida, que começa às 18 horas no horário local.

A empolgação atravessa a fronteira e alcança San Mathias, na Bolívia. No município vizinho, que abriga uma grande comunidade de brasileiros, a expectativa é de uma torcida unificada. Os bolivianos prometem se juntar aos vizinhos no apoio ao Brasil, consolidando um clima de união regional em torno do Mundial.

 

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Unemat sedia 5ª Jornada Internacional de Semântica e Enunciação com foco em Inteligência Artificial

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Por João Arruda | Cáceres

O campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Cáceres (a 210 km de Cuiabá), é o centro de importantes debates acadêmicos nesta semana. Desde o dia 10 de junho, a instituição realiza a V Jornada Internacional Semântica e Enunciação (Jise), evento que segue até esta sexta-feira, dia 12. Realizada em formato híbrido — unindo atividades presenciais e transmissões on-line —, a conferência tem atraído um público expressivo interessado em temas contemporâneos da linguagem.

Um dos grandes destaques da programação é a presença do doutor Eduardo Roberto Junqueira Guimarães. Renomado pesquisador com passagens como professor visitante em universidades de prestígio, como as de Paris, na França, e de Buenos Aires, na Argentina, Guimarães é autor de obras fundamentais como Texto e Argumentação e Os Limites do Sentido. Sua vasta trajetória inclui ainda a participação em conselhos editoriais de diversos veículos de comunicação e a publicação de inúmeros artigos científicos no Brasil e no exterior.

Nesta quinta edição, o evento inova ao dedicar um simpósio específico para discutir a Inteligência Artificial. O debate busca analisar os efeitos práticos e factuais dessa tecnologia sob a ótica da linguagem. Além disso, as mesas-redondas abordam tópicos de relevância social e acadêmica, como as Políticas de Línguas de Fronteira e os sentidos da linguagem na atualidade.

Professora doutoranda, Edna Senes

Entre os participantes que enriquecem as discussões está a educadora Edna Senes. Com quase três décadas de dedicação ao ensino e formações em Letras, Pedagogia e Teologia, Senes é doutoranda com pesquisa voltada à linguagem. Atualmente, ela leciona na Escola Estadual Cívico-Militar Frei Ambrósio, em Cáceres, onde desenvolve um trabalho especializado no atendimento a alunos com necessidades especiais. O encerramento da jornada amanhã deve consolidar os resultados de três dias de intensas trocas de conhecimento na região Oeste do estado.

João Arruda é jornalista, geógrafo e pesquisador em Cáceres, é filho,  neto, bisneto de brancos com duas avós uma Bororo e outra Guató.

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