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Tribunal de Contas manda ex-secretária e envolvidos devolverem mais de R$ 448 mil por fraude na Saúde de Cuiabá

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Conselheiro-relator, Alisson Alencar | Foto: Tony Ribeiro

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou que os envolvidos em pagamentos ilícitos efetivados pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá restituam mais de R$ 448 mil aos cofres públicos. Sob relatoria do conselheiro Alisson Alencar, a decisão foi tomada no âmbito de tomada de contas especial julgada na sessão ordinária desta terça-feira (19).

A auditoria identificou pagamentos ilícitos superiores a R$ 448 mil, efetuados em dezembro de 2020 com base em sentenças judiciais falsificadas relacionadas a supostos erros médicos e acidentes. Conforme o relatório, os principais responsáveis são a ex-secretária municipal de Saúde, Ozenira Felix Soares de Souza, que autorizou os pagamentos, e uma servidora pública apontada por articular as transferências indevidas para contas de dois beneficiários particulares. Os particulares também foram responsabilizados e condenados ao ressarcimento dos valores.

Ao fundamentar o voto pela irregularidade das contas e aplicação das sanções, o conselheiro Alisson Alencar destacou a gravidade da fraude, especialmente por envolver recursos destinados à saúde.

“No presente feito, a gravidade da conduta revela-se ainda mais acentuada, na medida em que os recursos desviados pertenciam à área da saúde pública, setor de proteção constitucional reforçada e cuja má gestão impacta diretamente a prestação de serviços essenciais à população, potencializando os efeitos lesivos do ilícito e evidenciando a absoluta incompatibilidade da responsável com o exercício de cargos em comissão ou funções de confiança na administração pública”, destacou o relator.

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Em razão da gravidade da conduta e da caracterização do ato de improbidade administrativa, a ex-secretária também foi penalizada com a inabilitação para o exercício do cargo em comissão ou função de confiança por cinco anos.

“Todas as circunstâncias evidenciam não apenas a violação consistente do dever e objetivo de cuidado, mas uma atuação ativa e direcionada à superação dos controles administrativos ordinários, mediante supressão de etapas imprescindíveis ao gasto público e alteração do fluxo regulado dos processos, que é incompatível com a boa e fiel objetiva que é exigida dos gestores públicos”, destacou o conselheiro.

Alisson Alencar determinou ainda o envio dos autos ao Ministério Público do Estado e à Prefeitura de Cuiabá para a adoção das providências cíveis e criminais cabíveis. O voto foi aprovado por unanimidade do Plenário.

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Piso da enfermagem é ignorado por prefeituras: deputado leva o caso ao Tribunal de Contas

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Conselheiro Guilherme Antonio Maluf em reunião com o deputado estadual Dejamir Soares | Foto: Danilo Lobato

O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Guilherme Antonio Maluf, recebeu o deputado estadual Dejamir Soares para discutir medidas diante do descumprimento do pagamento do piso salarial da enfermagem por diversas prefeituras do estado. Representante da categoria, o parlamentar busca apoio institucional do Tribunal para garantir o cumprimento da legislação e assegurar os direitos dos profissionais da enfermagem.

Segundo o conselheiro Guilherme Maluf, o TCE-MT fará um levantamento da situação nos municípios a fim de construir uma solução rápida e evitar a judicialização do tema. “Quando você tenta resolver de uma forma que não seja judicial, todo mundo ganha. A celeridade é muito maior, o custo é menor e a população pode colher os benefícios mais rapidamente”, pontuou Maluf.

De acordo com o conselheiro, pelo relato do parlamentar, muitos municípios estariam recebendo o complemento salarial enviado pelo Governo Federal, mas não estariam realizando o repasse integral aos profissionais ou estariam efetuando descontos considerados indevidos. “Diante disso, a Comissão vai abrir uma verificação e poderemos construir um monitoramento e uma recomendação para que realizem os repasses de forma adequada.”

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De acordo com o deputado Dejamir, o objetivo da categoria é garantir que os recursos enviados pelo Governo Federal sejam repassados integralmente aos trabalhadores da enfermagem, sem descontos indevidos. “Esse repasse é feito todos os meses, mas quando esse dinheiro cai para os municípios, muitos demoram para fazer o pagamento e, quando fazem, realizam descontos indevidos de imposto de renda, INSS, ISS e outros casos mais esdrúxulos”, declarou.

O parlamentar explicou ainda que a categoria busca, junto ao TCE-MT, a elaboração de uma nota recomendatória para orientar os municípios sobre a forma correta de realizar os pagamentos. “O que nós queremos desta Casa é que seja feita uma nota técnica parametrizando a forma com que deve ser feito o pagamento, tal qual foi o escopo definido pelo Ministério da Saúde.”

A iniciativa busca assegurar que os profissionais recebam aquilo que já foi garantido legalmente à categoria. “A saúde pública não funciona sem essa categoria. Eu acredito que os enfermeiros sejam o maior número de profissionais da saúde e eles são realmente o para-choque da saúde no atendimento à população”, concluiu o conselheiro.

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