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Festival de cerâmica reúne feira e vivências técnicas e culturais no Museu de História Natural de Mato Grosso

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O Festival “Cerâmica do Mato” reúne feira, oficinas, vivências culturais e demonstrações de técnicas tradicionais e contemporâneas, neste sábado e domingo (23 e 24.5), das 9h às 17h30, no Museu de História Natural de Mato Grosso. O evento faz parte da programação especial em celebração ao Dia Internacional dos Museus, que foi celebrado nesta segunda-feira (18.5 do equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Além da feira de cerâmica com peças autorais e utilitárias, o Festival terá demonstrações de torno para modelagem em argila e técnicas de queima Rakú-Obvara, conhecida pelos efeitos texturizados e tons terrosos produzidos no barro. Haverá também oficinas gratuitas de Boi-à-Serra e Pinch Pot. Para estes, no entanto, as vagas já foram preenchidas.

Durante os dois dias, o público poderá acompanhar vivências artísticas abertas para crianças, jovens e adultos, e vivenciar a força da arte cerâmica produzida por artistas de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Rondonópolis e Tangará da Serra. O objetivo é valorizar a herança cultural dos povos originários e ribeirinhos.

Integram ainda a programação a exposição permanente do Museu, com fósseis, peças arqueológicas e saberes tradicionais, além da mostra temporária “Casulos”, que propõe reflexões sobre criação e natureza.

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De acordo com a museóloga e nova gestora de acervo do Museu de História Natural de Mato Grosso, Paula Andrade Coutinho, a programação busca evidenciar o espaço como um ambiente vivo de memória, educação, arte e conexão com a ancestralidade.

“Ao contrário daquela velha ideia de que museu é estático e engessado, percebo-os como locais de descobertas e de afeto. A função dos museus vai além da preservação do patrimônio: não é unicamente salvaguardar o patrimônio. Nosso papel é ser um ambiente de escuta ativa e participativa, que busca legitimar e dar protagonismo a vozes, saberes e memórias da população”, pontua.

Toda a agenda abarca a 24ª Semana Nacional de Museus do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que, neste ano, traz o tema “Museus: unindo um mundo dividido”, reforçando a importância dos museus como espaços de inclusão, escuta e construção coletiva da memória.

O Museu de História Natural de MT

O espaço é referência em Arqueologia e Paleontologia, com fósseis de vertebrados, plantas e animais pré-históricos, além de réplicas de dinossauros que habitaram Mato Grosso há milhões de anos, como o Titanossauro e o carnívoro Pycnonemosaurus nevesi, encontrado na região da Chapada dos Guimarães.

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O acervo também preserva peças arqueológicas que ajudam pesquisadores a compreender hábitos, modos de vida e a ocupação pré-histórica no Estado.

O espaço abriga ainda a exposição “Materialidade, Morfologia e Riaia no Alto Xingu”, que apresenta máscaras sagradas do povo Waurá, do Alto Xingu. Doada pela aldeia Piyulaga, a coleção contém peças de significado espiritual e ritualístico, representando uma importante ação de preservação das tradições indígenas.

Localizado na Avenida Beira Rio, em Cuiabá, o Museu está instalado na histórica Casa Dom Aquino, construída em 1842 e tombada como Patrimônio Histórico de Mato Grosso, e foi lar de personalidades importantes, como Dom Aquino Corrêa.

O Museu de História Natural é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), em funcionamento sob gestão compartilhada com o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), que desenvolve ações permanentes de pesquisa, preservação, educação patrimonial e valorização da memória mato-grossense.

Mais informações pelo Instagram @museuhistorianaturalmt ou pelo telefone (65) 99686-7701.

 

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Artesanato indígena de Mato Grosso vira destaque nacional na Bienal de São Paulo

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O artesanato indígena de Mato Grosso se tornou um dos destaques da 22ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, realizado no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, de 13 a 17 de maio. Em apenas um dia de evento, bancos esculpidos em madeira produzidos pelo artesão indígena Peti Waura movimentaram R$ 68 mil em vendas e encomendas durante uma rodada voltada a arquitetos, decoradores e lojistas de várias regiões do país.

A delegação mato-grossense reúne 11 artesãos individuais, associações e núcleos produtivos de sete municípios 

Mato Grosso participa da feira em dois espaços distintos dentro do evento, um no estande institucional dos Estados brasileiros, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e outro do Sebrae/MT, que acompanha os artesãos durante toda a programação. A delegação mato-grossense reúne 11 artesãos individuais, associações e núcleos produtivos de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga.

Além das esculturas indígenas, o Estado levou ao evento peças em cerâmica, sementes, madeira, reciclagem e outras tipologias que representam diferentes regiões e culturas mato-grossenses. Segundo a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Josafa Sampaio, a participação no salão é estratégica para ampliar mercado, fortalecer comunidades e mostrar o potencial econômico do artesanato produzido no Estado.

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Ela explica que a presença de Mato Grosso em um dos maiores eventos do segmento no país também demonstra como o artesanato tem se transformado em oportunidade de negócios para comunidades indígenas e pequenos produtores do interior.

“O artesanato indígena tem uma aceitação enorme. Ontem, um dos nossos artesãos vendeu sozinho R$ 68 mil em bancos diretamente da aldeia dele para arquitetos e lojistas. Isso mostra a força do artesanato mato-grossense e como essas comunidades conseguem transformar cultura em renda e empreendedorismo”, afirmou.

Lourdes também destacou que o apoio do Governo do Estado é fundamental para garantir que os artesãos consigam participar de feiras nacionais, já que os custos logísticos dificultariam a presença sem suporte institucional.

Segundo ela, o Governo Federal disponibiliza os espaços expositivos, mas cabe aos Estados oferecer estrutura, transporte e apoio operacional para que os artesãos consigam levar seus produtos até os grandes centros consumidores.

“Sem o apoio do Governo do Estado muitos deles jamais conseguiriam estar aqui. São comunidades indígenas e artesãos de municípios distantes, que precisam dessa estrutura para apresentar seus produtos e fazer negócios em um evento nacional como esse”, ressaltou.

Morador da Aldeia Álamo, em Paranatinga, Peti Waura trabalha há mais de 20 anos com esculturas em madeira. Cada banco produzido leva cerca de uma semana para ficar pronto e pode custar entre R$ 800 e R$ 5 mil. O artesão conta que começou a esculpir ainda na infância e hoje já ensina o filho a continuar o trabalho artesanal da família.

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A participação na feira em São Paulo, segundo ele, representa não apenas oportunidade de venda, mas também reconhecimento do trabalho produzido dentro da aldeia.

“Desde criança eu trabalho esculpindo madeira. Hoje fico muito feliz vendo minhas peças sendo valorizadas aqui. Tem muitos clientes, arquitetos e decoradores comprando meu trabalho”, relatou.

A ceramista Valéria Menezes participa pela primeira vez da feira em São Paulo e também comemora os resultados obtidos durante o evento. Há 19 anos trabalhando com cerâmica, ela afirma que a presença em feiras nacionais é essencial para ampliar a visibilidade do trabalho artesanal mato-grossense.

Para a artesã, o apoio institucional faz diferença justamente porque permite que os produtos cheguem a novos públicos e mercados consumidores.

“Esse incentivo é muito importante porque não tem como o cliente conhecer nosso trabalho sem mostrar. Estar aqui está sendo muito importante para mim. Estou vendendo bem e sendo muito elogiada”, disse.

O Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras reúne mais de 700 artesãos de 26 Estados e do Distrito Federal. A expectativa da organização é superar os R$ 4,7 milhões em negócios registrados na edição anterior.

 

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