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Sinais silenciosos do diabetes exigem atenção antes mesmo do diagnóstico
O diabetes é uma doença silenciosa, mas o corpo costuma emitir sinais importantes antes que o quadro se agrave. O problema é que muitos desses sintomas acabam sendo ignorados ou confundidos com estresse, cansaço ou mudanças na rotina. Entre os alertas mais comuns estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, fome constante, perda de peso inexplicada e visão turva.
Esses sintomas aparecem porque o organismo passa a ter dificuldade para utilizar adequadamente a glicose como fonte de energia. Quando a insulina não consegue agir corretamente, o açúcar permanece circulando no sangue em níveis elevados, enquanto as células continuam sem receber a energia necessária para funcionar plenamente.
Muitas pessoas associam o diabetes apenas ao consumo de açúcar ou ao excesso de peso, mas a doença envolve uma combinação de fatores genéticos, metabólicos e comportamentais. Embora a obesidade e o sedentarismo aumentem significativamente o risco, pessoas magras e aparentemente saudáveis também podem desenvolver a condição.
Outro ponto importante é que os sintomas não se manifestam da mesma forma em todos os pacientes. Algumas pessoas apresentam sinais clássicos de maneira intensa, enquanto outras só descobrem a doença em exames de rotina, sem perceber alterações evidentes no dia a dia. Esse é um dos motivos pelos quais o acompanhamento médico periódico é tão importante, especialmente para quem possui histórico familiar, hipertensão, colesterol elevado ou excesso de peso.
Além dos sintomas mais conhecidos, infecções frequentes, dificuldade de cicatrização, cansaço persistente e formigamentos também podem estar relacionados ao diabetes. Quando não controlada, a doença pode provocar complicações sérias, afetando rins, olhos, vasos sanguíneos e o sistema cardiovascular.
Nos últimos anos, o número de diagnósticos cresceu de forma significativa, impulsionado principalmente pelas mudanças no estilo de vida da população. A rotina sedentária, a alimentação rica em ultraprocessados e a falta de acompanhamento preventivo contribuem diretamente para esse cenário.
Mesmo sendo uma condição crônica, o diabetes pode ser controlado e permitir qualidade de vida, especialmente quando identificado precocemente. Uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, o controle do peso e o tratamento individualizado ajudam não apenas no controle da glicemia, mas também na prevenção de complicações futuras.
Mais do que observar sintomas isolados, é fundamental valorizar sinais persistentes ou incomuns no organismo. Perceber essas mudanças e procurar orientação médica pode fazer toda a diferença no diagnóstico e no tratamento.
Dra. Mariana Ramos é médica endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá – MT
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Nova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma nova medicação não hormonal para controlar ondas de calor e suores noturnos, sintomas associados à menopausa que afetam cerca de 80% das mulheres entre 40 e 65 anos.
O medicamento é uma alternativa para quem não pode se beneficiar ou não responde efetivamente ao tratamento de reposição hormonal. Apesar do aval da Anvisa, ainda não há definição de preço nem data oficial de lançamento da nova droga no mercado brasileiro.
O medicamento fezoniletanto, que chega ao mercado com o nome de Veoza, foi desenvolvido pelo laboratório Astellas Farma. A nova droga atua no sistema nervoso, limitando manifestações vasomotoras, como fogachos, em mulheres que estão na transição para a menopausa e mesmo na pós-menopausa. No Brasil, mais de um terço delas apresenta ocorrências de moderadas a intensas, justamente o alvo do novo tratamento.
Os principais incômodos do climatério, associados à paralisação na produção de hormônios femininos pelos ovários, são ondas de calor, suores frios, alterações de humor e também do sono. O declínio hormonal tem repercussão nos circuitos cerebrais que regulam a temperatura corporal, gerando os chamados sintomas vasomotores.
As ondas de calor e/ou suores noturnos associados à menopausa têm duração mediana de 7,4 anos. Em algumas mulheres podem persistir por uma década ou mais, comprometendo atividades diárias, qualidade do sono e de vida.
A aprovação da Anvisa considerou três estudos clínicos sobre o fezoniletanto que envolveram mais de 3 mil participantes. A medicação reduziu significativamente a frequência das ondas de calor e/ou suores noturnos.
A dosagem ministrada em 4 semanas levou à redução de 55% da frequência dos sintomas vasomotores. Em 12 semanas, o estudo revelou resultados ainda melhores: 64%. Como evidência, considerou-se que o medicamento diminuiu a intensidade média dos sintomas vasomotores para níveis leves a moderados.
Como benefícios adicionais, observados na quarta e na décima segunda semanas, mulheres que fizeram uso da nova droga apresentaram melhora na qualidade do sono, diminuição no comprometimento das atividades diárias e do trabalho e ganhos em qualidade de vida.
O fezoniletanto desponta como alternativa para mulheres que não podem fazer reposição hormonal, devido a contraindicações como câncer de mama, infarto e histórico de trombose, e mesmo a pacientes que não obtiveram sucesso com terapia de hormônios.
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