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BRASIL E MUNDO

Custo da guerra entre Estados Unidos e Irã já alcança US$ 25 bilhões

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Dois meses após o início da ofensiva militar contra o Irã, o governo dos Estados Unidos já contabiliza um gasto aproximado de 25 bilhões de dólares. O valor foi apresentado nesta quarta‑feira (29) por um alto representante do Pentágono durante audiência no Congresso americano e evidencia o impacto financeiro crescente de uma guerra que começa a refletir em diversas partes do mundo.

De acordo com Jules Hurst, controlador interino do Departamento de Defesa, a maior parte dos recursos tem sido direcionada para aquisição e utilização de munições dentro da Operação Fúria Épica, lançada no fim de fevereiro em coordenação com Israel. Em seguida, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a estimativa pode ser levemente inferior, mas não detalhou os números ao ser questionado sobre o impacto no orçamento.

O conflito segue travado em torno do programa nuclear iraniano, tema que impede avanços diplomáticos. A campanha aérea conduzida por Estados Unidos e Israel tem como alvos principalmente as forças armadas e lideranças do regime de Teerã. As tentativas de negociação permanecem paralisadas.

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Na terça-feira (28), o governo iraniano criticou publicamente Washington, afirmando que os EUA já não possuem legitimidade para interferir na política de outras nações. A declaração veio após reportagens americanas apontarem insatisfação de Donald Trump com a proposta mais recente apresentada por Teerã.

No dia seguinte, Trump elevou o tom das críticas e publicou em sua rede social que o Irã deveria “ficar esperto”, acusando o país de não saber negociar. A mensagem veio acompanhada de uma montagem em que o presidente aparece armado em um cenário de guerra.

A escalada retórica e a falta de perspectivas para um cessar-fogo aumentaram a tensão no mercado internacional. Nesta quarta‑feira, os preços do petróleo registraram forte alta, enquanto bolsas de valores recuaram. O barril do Brent ultrapassou 118 dólares, enquanto o WTI foi cotado acima de 105 dólares. Fontes da Casa Branca afirmam que Trump chegou a discutir com representantes do setor energético a possibilidade de um bloqueio prolongado ao Irã.

Além dos efeitos econômicos imediatos, o avanço da guerra traz consequências sociais graves. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, cerca de 32 milhões de pessoas em 160 países podem ser empurradas para a pobreza devido ao aumento dos custos da energia provocado pelo conflito. A estimativa foi divulgada após estudo realizado seis semanas depois do início da ofensiva.

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O cenário diplomático também ganhou novos capítulos nesta quarta-feira, quando o presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone com Donald Trump. Segundo o Kremlin, Putin avaliou positivamente a decisão americana de estender o cessar‑fogo temporário, afirmando que a medida poderia abrir espaço para negociações e contribuir para reduzir tensões no Oriente Médio.

Enquanto a diplomacia segue sem avanços concretos e os combates continuam, cresce a pressão internacional para que Washington e seus aliados encontrem uma saída política que interrompa a escalada militar e seus impactos globais.

*Com Agências

 

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BRASIL E MUNDO

Banco Central reduz Selic para 14,5% mesmo com incertezas causadas pela guerra no Oriente Médio

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Mesmo diante do ambiente internacional conturbado e do avanço das tensões no Oriente Médio, o Banco Central decidiu realizar mais um corte na taxa básica de juros. O Comitê de Política Monetária reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a para 14,5% ao ano. O movimento, aprovado por unanimidade, já era esperado pelos analistas do mercado financeiro.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, nível que não era registrado havia quase duas décadas. A reversão começou na última reunião do Copom, apoiada pela desaceleração da inflação. No entanto, a escalada do conflito no Oriente Médio elevou os preços de combustíveis e alimentos, criando um cenário mais desafiador para a política monetária.

O colegiado enfrenta, ainda, limitações internas. Os mandatos dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti se encerraram no fim de 2025, e até agora o governo federal não indicou seus substitutos. Nesta reunião, o quadro foi reduzido mais uma vez devido ao afastamento do diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, após a morte de um familiar.

O comunicado divulgado após o encontro manteve um tom de cautela. O Copom afirmou que acompanha de perto os desdobramentos da guerra e os possíveis efeitos sobre a inflação. O texto destacou que as projeções inflacionárias se distanciaram um pouco mais da meta e que a incerteza aumentou devido à imprevisibilidade do conflito.

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Inflação ainda exige atenção

A Selic é o instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação oficial, medida pelo IPCA. A prévia do índice, calculada pelo IPCA-15, subiu para 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, chegou a 4,37%, acima dos 3,9% registrados em março. O IPCA fechado de abril será divulgado apenas em 12 de maio.

Com o sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025, o objetivo para a inflação é de 3%, podendo variar entre 1,5% e 4,5%. O cálculo passa a ser feito mês a mês, observando o acumulado em 12 meses, e não mais apenas o índice de dezembro.

No último Relatório de Política Monetária, publicado no fim de março, o Banco Central revisou para cima a estimativa de inflação para 2026, de 3,5% para 3,6%. A previsão será revista novamente no relatório previsto para o fim de junho, já considerando o impacto recente da valorização do dólar e da alta dos preços.

O mercado financeiro está mais pessimista do que a autoridade monetária. Segundo o boletim Focus, a expectativa para o IPCA de 2026 subiu para 4,86%, ultrapassando o teto da meta. Antes do início da guerra, os economistas projetavam inflação de 3,95%.

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Efeitos econômicos da queda dos juros

O corte da Selic tende a estimular a economia ao baratear o crédito e incentivar a atividade produtiva. Por outro lado, juros menores tornam mais difícil o controle da inflação, já que ampliam o consumo e reduzem o rendimento de aplicações financeiras.

No relatório de março, o Banco Central manteve a previsão de crescimento de 1,6% para o PIB em 2026. O mercado projeta um desempenho um pouco melhor, estimando expansão de 1,85% no mesmo período.

A taxa Selic serve de referência para as negociações de títulos públicos e influencia todas as demais taxas de crédito. Quando aumenta os juros, o Banco Central busca conter o excesso de demanda e desacelerar a inflação. Quando reduz, procura incentivar a economia, desde que os preços estejam suficientemente controlados para permitir essa flexibilização.

Com a economia ainda pressionada pelos efeitos da guerra e pela volatilidade internacional, o Copom evita antecipar próximos movimentos. As decisões futuras devem depender tanto do comportamento da inflação quanto da evolução do conflito no Oriente Médio e de seus reflexos sobre combustíveis e alimentos.

 

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