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Concurso é um jogo

Entender as regras do jogo facilita a sua aprovação.

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Por Francisney Liberato

Quando somos crianças, um dos nossos entretenimentos preferidos é jogar videogame. Até pegar o jeito, falhamos e falhamos sucessivamente. Tentamos uma vez, depois mais uma vez, até conseguir ter facilidade com o jogo, tendo em vista que depois de muita prática a gente passa a conhecer melhor como ele funciona.

Estudar para concurso público é como um jogo. Nós não sabemos nada no início. Muitas vezes falhamos, nos frustramos, até mesmo desistimos por um tempo por não conseguir dominar aquela fase difícil que de vez em quando aparece. Mesmo assim, sempre voltamos depois para tentar novamente. Assim deve ser com o concurso também.

Muitas vezes será muito difícil passar por essa fase de estudo para concurso. É extremamente cansativo, demanda tempo e abdicação de várias coisas que nós gostamos. Às vezes, vamos falhar e nos frustrar, podemos até mesmo desistir por um momento, mas o mais importante é perseverar. Desistir não pode ser uma opção, pois, quanto mais se pratica mais fácil se torna e mais hábeis nos tornamos.

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Você vai resolver questões e vai errar, pode até mesmo tentar um concurso e não passar, mas é importante não desistir dos seus sonhos. A aprovação é sua se você se esforçar o suficiente para isso.

Ao resolver questões, você vai tomando conhecimento de como funciona a banca, entende a matéria, começa a compreender como funciona a lógica do sistema desse concurso, ou seja, vai entendendo o jogo. Aos poucos você vai criando estratégias e, assim, vai começando a melhorar, muitas vezes se perdendo no caminho, mas com o tempo isso vai se tornando mais fácil.

Como vimos, a trajetória do concurso público é como um jogo. Pode ser difícil às vezes, mas você vai se acostumando. O importante é não desistir de seus sonhos. Uma coisa que ajuda bastante nisso é pensar na vida pós-concurso.

Sabemos que o objetivo principal ao estudar para o concurso que se deseja é conseguir a tão sonhada aprovação, mas, afinal, o que vem depois disso? É necessário que pensemos bastante a respeito disso antes da aprovação, pois, ao pensarmos na vida pós-aprovação, nossa rotina e tudo aquilo que vamos conseguir alcançar com isso etc., tudo isso irá servir de inspiração para que você estude mais e melhor, que tenha mais foco na hora de estudar, pois será a realização de um sonho.

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Outro bom motivo para pensar na vida pós-aprovação – e é importante que conversemos com quem já passou por esse processo – é saber se o que nós imaginamos que seja a vida pós-concurso realmente é da forma que pensamos. Isso evitará frustrações caso essa vida não supra as nossas expectativas.

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.

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Educação socioambiental e saber indígena no Pantanal

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Por Mariana Costa Barros

Desde o meu primeiro dia como professora de artes no Complexo Educacional Sesc Pantanal, fui impactada pela arquitetura do lugar, em formato de aldeia indígena. A construção, que chama atenção de longe, aproveita a luz natural e, com sua estrutura suspensa, favorece a ventilação e o conforto térmico, reduzindo o consumo de energia. Além de funcional, esse espaço contribui para o aprendizado ao despertar a criatividade e a imaginação de crianças e jovens.

Outro marco foi o encontro com o mural da artista plástica Kaya Agari, do povo indígena Kurâ-Bakairi. Diante da obra, logo se tornou evidente que não se tratava de um projeto educativo comum. A presença do mural anuncia uma escola atravessada por uma cosmovisão fundamentada na coletividade, no diálogo com a natureza e em uma arquitetura que, de forma silenciosa, nos convida a refletir sobre o local onde estamos inseridos, a tecnologia ancestral, a sustentabilidade, as mudanças climáticas e maneiras mais conscientes e integradas de existir no planeta.

A diversidade de espécies de pássaros que habitam o Complexo revela, diariamente, a riqueza de formas de vida que compartilham o mesmo espaço. No dia em que escrevo este artigo, pausamos uma aula para acompanhar a presença de um casal de pica-pau-do-campo, que atravessava o pátio gramado, em uma configuração circular que favorece o encontro e a convivência. Situações como essa reforçam a importância de desacelerar, observar e reconhecer que a natureza também conduz processos de aprendizagem.

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A arte, nesse contexto, se apresenta como linguagem viva e integrada à experiência. O mural de Kaya Agari, presente na escola, carrega histórias, saberes e provoca reflexões constantes. Em diálogo com o cotidiano dos alunos, a obra amplia a compreensão de que aprender também envolve sentir, pertencer e reconhecer as narrativas que constituem os lugares que habitamos.

A própria arquitetura do Complexo Educacional Sesc Pantanal reforça essa proposta pedagógica. Em diálogo com o ambiente ao redor, o espaço favorece a observação, a circulação do ar, a entrada da luz natural e o contato constante com a paisagem pantaneira. Trata-se de uma arquitetura que convida à permanência, à convivência e ao cuidado, fortalecendo uma educação socioambiental que nos provoca a pensar sobre as formas de habitar o mundo.

A escola se apresenta como um território educativo que nos lembra, diariamente, que não estamos separados da natureza. Somos parte dela. Esse entendimento, profundamente presente nos saberes indígenas, faz parte do cotidiano escolar e amplia a responsabilidade de formar sujeitos atentos às relações entre ambiente, cultura e vida.

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Celebrar o Dia dos Povos Indígenas no Complexo Educacional Sesc Pantanal é reconhecer que a educação se constrói no encontro entre saberes, na escuta das culturas originárias e na vivência cotidiana do cuidado com o território.

É reafirmar o compromisso com uma formação que valoriza a diversidade e inspira modos mais conscientes, coletivos e respeitosos de existir.

Mariana Costa Barros é professora de Artes do Complexo Educacional Sesc Pantanal.

 

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