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Operação cenário montado afasta vereador e servidor por fraude milionária em licitações
A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (26.12) a terceira fase da Operação Cenário Montado, cumprindo mandados judiciais de afastamento cautelar de funções públicas contra o vereador Raulflis Mello (PSD) e o servidor público Alessandro dos Santos Oliveira. Ambos são investigados por suposto envolvimento em um esquema milionário de fraudes em licitações que teria lesado as prefeituras de Barra do Garças e Pontal do Araguaia.
As ordens judiciais, expedidas pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, são resultado de uma investigação aprofundada. Segundo as apurações, Raulflis Mello, que já foi secretário municipal em duas pastas de Pontal do Araguaia, e o servidor público, que atua na área de licitações, teriam papéis centrais na operacionalização da rede criminosa.
Conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, as investigações revelaram a existência de uma associação criminosa estruturada para o desvio de recursos públicos. O esquema incluiria a manipulação de orçamentos, superfaturamento de contratos e simulação de concorrência em processos licitatórios. Os crimes apurados englobam falsidade ideológica, associação criminosa, lavagem de capitais e delitos previstos na Lei de Licitações.
A audácia do grupo, conforme a Polícia Civil, persistiu mesmo após as primeiras fases da operação. Os investigados teriam criado novas empresas de fachada, registradas em nome de familiares, para contornar suspensões judiciais anteriores que visavam frear suas atividades ilícitas.
Diante das evidências, a Justiça determinou não apenas o afastamento dos investigados de suas funções públicas, mas também a proibição de acesso a prédios da administração municipal, sistemas internos de gestão e processos administrativos. Além disso, foi imposta a restrição de contato com pessoas ligadas aos fatos investigados, buscando evitar qualquer tipo de interferência nas apurações.
A operação desta sexta-feira foi presidida pelo delegado Adriano Marcos Alencar, com o apoio dos delegados Pablo Borges Rigo e Raphael Diniz, sob a coordenação do delegado regional de Barra do Garças, Wilyney Santana Borges. Trata-se de um desdobramento das Operações Cenário Montado I e II, que foram deflagradas respectivamente em março e maio deste ano.
O nome “Cenário Montado” faz alusão à natureza do esquema fraudulento, que orquestrava uma concorrência aparente, mas ilegítima, em licitações públicas. A expressão sublinha o caráter forjado e premeditado do processo, criado para enganar a administração pública e desviar verbas.
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