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43º FIPe apresenta os campeões das provas de pesca

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Após três jornadas de competição regidas por estratégia, técnica e respeito ao Rio Paraguai, Cáceres despediu-se neste domingo (05.07) da 43ª edição do Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPe). A cerimônia de encerramento, realizada em clima de festa, contou com a presença da prefeita Eliene Liberato Dias, do vice-prefeito Luiz Landim e da secretária municipal de Turismo e Cultura, Alessandra Castilho, além de vereadores, secretários, representantes das Forças Armadas e da Segurança Pública, patrocinadores e a Musa da Pesca. O resultado da categoria Maior Peixe foi divulgado, enquanto as demais classificações serão atualizadas conforme a organização oficialize os dados.

Categoria embarcada feminina; Elzi Valadares, Leticia Valadares Reis e Pamela Katheryne

O festival premiou vencedores em três modalidades — caiaque, canoa e embarcada motorizada — nas categorias masculina e feminina. No total, foram distribuídos R$ 100 mil em dinheiro, além de barcos, motores e caiaques, com o objetivo de valorizar os atletas e incentivar a prática da pesca esportiva sustentável.

Na categoria caiaque masculino, Elvis Vitorino de Oliveira conquistou o título ao somar 5.290 pontos, levando R$ 10 mil e o troféu de campeão. Entre as mulheres, Kely Aparecida Moreira dos Santos alcançou 1.120 pontos e também recebeu R$ 10 mil e o troféu de primeira colocada.

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A disputa na modalidade canoa teve a equipe masculina Os Cambatá, formada por José Djalma e José Gregório, no topo do pódio com 6.000 pontos e prêmio de R$ 20 mil. No feminino, a dupla Luana da Gama e Thayla Hurtado, da equipe Agora Eu Pego, garantiu o título e faturou o mesmo valor.

A categoria de embarcada motorizada masculina foi dominada pela equipe Guerreiros do Rio, composta por Eduardo Godoy e Sapateiro, que acumulou 30 mil pontos e levou R$ 50 mil e o troféu. No feminino, a equipe As Pantaneiras — Elzi Valadares, Leticia Valadares Reis e Pamela Katheryne — alcançou 13.500 pontos, assegurando o campeonato com R$ 50 mil e troféus.

A disputa pelo Maior Peixe teve como protagonista o pescador Eder Max, da equipe Os Ariranhas. Ele capturou um jaú de 1,30 metro de comprimento e garantiu para a equipe um motor de 30 HP como prêmio da categoria.

Durante a solenidade, a prefeita Eliene Liberato Dias ressaltou o significado do evento para o município. “O FIPe é mais do que uma competição de pesca. É um evento que movimenta a economia, fortalece o turismo e promove a união de pessoas de diferentes lugares em torno da preservação e do amor pelo Rio Paraguai. Cáceres se orgulha de ser a casa deste festival.” A gestora também agradeceu o apoio de parceiros, patrocinadores e da equipe organizadora.

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A secretária Alessandra Castilho destacou o esforço coletivo para a realização do festival. “Foram dias de muito trabalho e dedicação para que cada detalhe estivesse perfeito. Ver o sorriso dos competidores e visitantes é a maior recompensa. O FIPe é fruto de uma construção coletiva que engrandece Cáceres e projeta nossa cidade para o mundo”, concluiu.

Modalidade Categoria Equipe/Atleta Integrantes Pontos Premiação
Caiaque Masculino Elvis Vitorino de Oliveira 5.290 R$ 10 mil + troféu
Caiaque Feminino Kely Aparecida Moreira dos Santos 1.120 R$ 10 mil + troféu
Canoa Masculino Os Cambatá José Djalma e José Gregório 6.000 R$ 20 mil
Canoa Feminino Agora Eu Pego Luana da Gama e Thayla Hurtado R$ 20 mil
Embarcada Motorizada Masculino Guerreiros do Rio Eduardo Godoy e Sapateiro 30.000 R$ 50 mil + troféu
Embarcada Motorizada Feminino As Pantaneiras Elzi Valadares, Leticia Valadares Reis e Pamela Katheryne 13.500 R$ 50 mil + troféus
Maior Peixe Os Ariranhas Eder Max Motor de 30 HP
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Cáceres encerra 43º Festival Internacional de Pesca com lotação máxima e show nacional

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Por João Arruda | Cáceres

A “Princesinha do Paraguai” viveu dias de lotação máxima. Cáceres, localizada a 210 quilômetros a oeste de Cuiabá, encerra neste domingo a 43ª edição do seu tradicional Festival Internacional de Pesca (FIP). O evento atraiu uma multidão que tomou conta das ruas estreitas do Centro Histórico do município pantaneiro, impulsionando fortemente o turismo e a economia da região.

O impacto do festival foi sentido em toda a rede de hospedagem. Com uma população fixa de aproximadamente 96 mil habitantes, a cidade recebeu um incremento estimado em 40 mil turistas. A demanda foi tão alta que não apenas os hotéis e as tradicionais chalanas de Cáceres esgotaram seus leitos e camarotes, mas também a rede hoteleira de Mirassol do Oeste, município vizinho situado a 76 quilômetros de distância, que serviu como base de suporte.

Além da famosa competição de pesca embarcada, o encerramento do evento é marcado pelo aguardado show de Amado Batista. O cantor goiano possui uma longa relação com a cidade fronteiriça, marcando presença desde os anos 1970, época em que estourou nacionalmente com seu estilo popular e romântico, abraçado por municípios de todo o país.

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A atual edição do FIP foi organizada sob a liderança da prefeita Eliene Dias e da secretária de Turismo Alessandra Castilho. Condensado em três dias de festa — um formato mais enxuto que o de anos anteriores —, o evento é considerado um sucesso absoluto na cidade, superando edições passadas em volume de público, valor de premiação e infraestrutura.

História e pioneirismo

A grandiosidade atual reflete uma história que começou no início da década de 1980. A ideia original partiu de três apaixonados pela pesca: o engenheiro catarinense Aderbal Milches, o pirangueiro Adelino Ferreira e o jornalista Luizmar Faquini. O projeto foi abraçado pelo então prefeito Ivo Cuiabano Scaff, com forte patrocínio do Banco Itaú, viabilizado pelo gerente Edevaldo Cruz. Grande incentivador do evento, Edevaldo faleceu tragicamente em um acidente na BR-070 quando retornava a Cuiabá, onde já atuava como diretor-geral da instituição.

O ineditismo do festival de Cáceres acabou inspirando competições de pesca esportiva por todo o Brasil e pelo mundo. O título de “Internacional”, inclusive, rendeu uma história curiosa nos bastidores. Quando o jornalista Marco Antônio Moreira, o Vila, então assessor da prefeitura, questionou Scaff sobre a presença de estrangeiros para justificar o nome do evento, o prefeito respondeu com bom humor: “Eu pego duas Kombis da prefeitura, vou ali em San Mathias, na Bolívia, cato duas dúzias de bolivianos, pronto, tá feito, tá internacional”.

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Ao longo de mais de quatro décadas, o FIP foi moldado por figuras marcantes. Nomes como Claudionor Duarte Corrêa, na arbitragem, e Esdras Leitão, na comunicação, tornaram-se símbolos do evento. A mineira Yeda Marly de Oliveira Assis também é lembrada como uma figura emblemática que impulsionou a festa com um marketing arrojado.

Contudo, foi entre 1997 e 200o, durante as gestões do prefeito e pecuarista Aloisio Coelho de Barros, que o festival ganhou projeção massiva por meio de estratégias de mídia inovadoras para a época, consolidando-se definitivamente como o maior evento turístico de Mato Grosso. Hoje, o legado segue vivo, mantendo o espírito competitivo com veteranos como o engenheiro de comunicação Adilson Michels, que acompanha o torneio desde garoto e é o competidor mais antigo em atividade.

João Arruda é jornalista, geógrafo e pesquisador em Cáceres, é filho, neto e bisneto de brancos com duas avós uma Bororo e outra Guató.

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