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XVII Mostra de Dança de Mato Grosso celebra o “Movimento do Cerrado” 

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A mais longeva mostra de dança de Mato Grosso está de volta, e nesta edição, busca inspiração na exuberante natureza do estado. Com o tema “Movimento do Cerrado”, a XVII Mostra de Dança de Mato Grosso celebra a força e a beleza do bioma predominante na capital, com uma programação plural que reflete sua sociobiodiversidade, cores e sons.

Nos dias 5 e 6 de abril, o palco do Cine Teatro Cuiabá se transforma em um mosaico de ritmos e estilos, com apresentações de balé clássico, jazz, dança contemporânea, de salão, do ventre, de rua e danças populares. Bailarinas e bailarinos das categorias Infantil, Juvenil e Adulto se revezam no palco a partir das 19h, com entrada gratuita. O público poderá conferir mais de 50 trabalhos coreográficos, apresentados por 19 grupos, totalizando mais de 270 artistas participantes.

O diretor e produtor artístico da mostra, Kelson Panosso, destaca que esta edição propõe um diálogo com a territorialidade mato-grossense, com ênfase nos três biomas do estado. “A ideia é incentivar a produção de espetáculos que tenham como tema a regionalidade do nosso estado. Nos próximos anos, a inspiração virá do Pantanal e também da Amazônia. Por fim, todos os temas compõem um grande evento de celebração de 20 anos da mostra”, explica.

Homenagem a Cuiabá

Em 2025, às vésperas da comemoração dos 306 anos de Cuiabá, no dia 8 de abril, a mostra presenteia a cidade com um espetáculo especial: “Pés cuiabanos”, da companhia D´Santos.

À frente do grupo, Elthon dos Santos adianta que o espetáculo começa com um momento alusivo ao rio Cuiabá e à população ribeirinha, cujas vidas por anos foram sustentadas pela pesca e artesanato. “Essa produção destaca a importância dessas tradições ancestrais, preservadas até os dias de hoje”, conta. O espetáculo retrata ainda a religiosidade, manifestações populares como o siriri e cururu, e encerra com um grande baile ritmado pelo lambadão e rasqueado.

Fortalecimento da Cena Local

A presidente da Cidarta, Maria Hercilia Panosso, ressalta que a Mostra de Dança de Mato Grosso tem sido fundamental para o desenvolvimento da cena local ao longo dos anos, sendo uma plataforma de visibilidade para uma vasta gama de modalidades. “Ao incluir diferentes estilos, desde o balé clássico até as danças urbanas e populares, a Mostra se torna um ponto de encontro e intercâmbio de diversas culturas e técnicas. Isso ajuda a fortalecer a comunidade da dança e a abrir portas para novas oportunidades de profissionais e grupos locais”, afirma.

Formação e Intercâmbio

Além das apresentações, a Mostra de Dança de Mato Grosso também se destaca por ofertar formação a artistas locais e promover intercâmbio. Oficinas e workshops trazem convidados especiais a Cuiabá nos dias que antecedem a mostra.

Entre os convidados, estão o diretor artístico do Malosá Studio de Dança, André Malosa; o bailarino e gestor cultural, Vinicius Ferreira, que ministrará conteúdo sobre dança contemporânea; e Thadeo Carvalho, que ministrará curso de Pas de Deux e trará os bailarinos Bruno Marques e Vitoria Sfeir, de sua companhia, para uma apresentação especial durante a mostra.

A Mostra de Dança de Mato Grosso tem incentivo do Governo estadual, via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e conta com apoio cultural do Goiabeiras Shopping, Cine Teatro Cuiabá, Teatro Zulmira Canavarros e Instituto Canopus.

Serviço

XVII Mostra de Dança de Mato Grosso
Dias: 5 e 6 de abril de 2025
Local: Cine Teatro Cuiabá
Horário: A partir das 19h
Entrada: Gratuita (sem necessidade de retirada de ingresso)
Informações: (65) 99943-7748 | @cidartaoficial

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Projeto Teatreiras em Cena encerra atividades refletindo sobre acesso e acessibilidade cultural

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O Projeto Teatreiras em Cena encerrou suas oficinas no Instituto Federal de Mato Grosso, trazendo para a equipe e também para o público uma reflexão sobre acesso e acessibilidade cultural.

Foram realizadas cinco oficinas, nas quais o teatro se tornou uma ferramenta eficaz para que os participantes desenvolvessem experiências socioemocionais e também obtivessem mais instrumentos para suas práticas profissionais.

Tais instrumentos e ferramentas não foram oportunizados apenas ao público participante, mas também à equipe, que se envolveu em um aprendizado mais aprofundado sobre acesso e acessibilidade cultural — tema presente no âmbito da Aldir Blanc, por meio da Instrução Normativa (IN) MinC nº 10, de 28 de dezembro de 2023 —, explica Naine Terena, uma das “Teatreiras em Cena”.

Terena integrou a equipe do Ministério da Cultura, comandando a diretoria responsável pela coordenação de acesso e acessibilidade cultural, com foco nas diferentes maneiras de atuar junto a pessoas com deficiência. Para ela, a presença dessas medidas nos editais do PNAB é essencial para que equipes de projetos possam se preparar e ampliar a participação de pessoas com deficiência, tanto como público quanto como realizadoras culturais. “Estamos caminhando, ainda que lentamente, para ter essa equipe mais diversa, mas seguiremos firmes neste objetivo”, pondera.

Nesse sentido, Alicce Oliveira, atriz que conduziu as oficinas, aponta que uma das principais reflexões foi a urgência de ampliar projetos que garantam a participação integral das pessoas com deficiência (PCDs). Ela explica que as oficinas de jogos teatrais desenvolvidas no projeto foram cuidadosamente adaptadas para esse público. Entre os desafios, destacou-se a condução de uma mesma oficina para um grupo diverso, com necessidades específicas em cada proposta apresentada.

Para Alicce, ainda que o processo seja inicial, ficou evidente a troca potente e o aprendizado significativo entre os participantes. “Fica claro que nós, produtores culturais, ainda temos muito a aprender e a aprimorar no atendimento às pessoas com deficiência. Com o fortalecimento de políticas públicas como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), esse movimento de inclusão vem sendo ampliado no setor cultural, abrindo caminhos importantes para uma atuação mais democrática e diversa.”

No Teatreiras em Cena, algumas ações foram direcionadas para o campo da formação da equipe e para o apoio ao fortalecimento das políticas de acessibilidade — especialmente a arquitetônica, atitudinal e comunicacional.

Em relação ao preparo da equipe, ocorreram aulas focadas na formação para as políticas de acessibilidade atitudinal e comunicacional, abordando pontos específicos sobre as relações estabelecidas com pessoas com deficiência.

Foram ofertadas 4 horas de atividade, divididas em dois dias de encontros online. O projeto também abriu vagas nas oficinas, recebendo pelo menos uma pessoa com deficiência em suas atividades. Já no campo da acessibilidade arquitetônica e comunicacional, o projeto ofereceu aos locais que receberam as atividades: um par de placas em braile para banheiros feminino e masculino, seis capas de encosto de cadeira (prioritário) e 19 adesivos em vinil de sinalização para cadeirantes e Libras.

O projeto é financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Mato Grosso/SECEL-MT, via Edital Viver Cultura.

Sobre os desafios, Mazé Oliveira, produtora executiva, avalia que há diversos aspectos a serem considerados — desde questões práticas, como visitas aos espaços para compreender as necessidades de cada um, até desafios logísticos e financeiros, como onde encontrar itens que atendessem às demandas e coubessem no orçamento.

“Tudo isso foi pensado e negociado para que pudéssemos fazer as entregas da melhor forma, tanto aos espaços quanto ao projeto, respeitando a legislação vigente. Penso que iniciamos uma caminhada mais consciente, entregando capacitação à equipe, kits de acessibilidade arquitetônica aos espaços e uma oficina mais inclusiva para o público PcD participante. No entanto, quando o assunto é acessibilidade, temos muito o que melhorar e aprender — e nada como a prática cotidiana para entendermos isso. Projetos bem planejados e executados têm muito a contribuir nesse quesito, mas ainda carecemos de mais conscientização, mais políticas públicas estruturantes e perenes e mais orçamento realista”, finaliza.

 

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