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Wilson Santos garante retomada das obras em unidade de saúde de Cuiabá

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A emenda parlamentar no valor de R$ 2 milhões já está na conta da Prefeitura de Cuiabá para equipar e concluir a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro São João Del Rey, em Cuiabá. O recurso foi destinado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD) que, aguardava juntamente com o líder comunitário Silvano Cruz, a liberação por parte do Governo de Mato Grosso.

“Agradeço ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que acabou de pagar R$ 2 milhões para a Prefeitura de Cuiabá para concluir as obras e equipar para o devido funcionamento da unidade básica de saúde do bairro São João Del Rey, uma região que vive mais de 40 mil pessoas. O presidente Silvano lutou por muitos anos para que esse dia acontecesse e, agora, já começamos a avançar”, declarou o parlamentar.

Além do bairro São João Del Rey, o líder comunitário conta que outros 19 serão beneficiados com essa obra da UBS. “Quero agradecer o deputado por esse recurso, pois essa unidade é bastante necessária para a comunidade. Agora é a vez da prefeitura executar e finalizar as obras e equipar. Em nome dos moradores do São José Del Rey e região, só temos que agradecer. Agora, vai ter odontologia, clínico geral, pediatria e todo o serviço do setor de saúde para a nossa gente”, comentou o morador.

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Emenda – Em março de 2025, Wilson Santos formalizou a destinação de R$ 2 milhões com o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), durante audiência no Palácio Alencastro. A UBS começou a ser construída em 2017, mas logo teve as obras paralisadas. Em setembro de 2023, os moradores testemunharam a situação da estrutura da unidade do São João Del Rey em total abandono.

“Na época, fizemos o convite à Danielle, então interventora, para visitar a unidade que estava completamente abandonada, tomada pelo mato e lixo, onde deveria funcionar o atendimento médico e odontológico. Foi naquela ocasião que constatamos a urgência da obra e destinamos R$ 2 milhões para a sua reforma. Ficamos satisfeitos em colaborar para que a população daquela região – com mais de 10 mil famílias – tenha acesso a uma estrutura de saúde digna”, concluiu o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Audiência pública discute caminhos para fortalecer economia indígena em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) discutiu economia indígena e caminhos para fortalecer a autonomia dos povos originários no estado em audiência pública na tarde desta quarta-feira (15). O debate foi proposto pela deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT).

Na avaliação da parlamentar, é importante entender melhor a realidade econômica nas aldeias. “A ideia de discutir a economia indígena é para que possamos trazer propostas e levá-las ao poder executivo. Há uma ausência de políticas, talvez por não compreenderem quais são as nossas necessidades”, afirmou.

Eliane ressaltou que a economia indígena é diversa e envolve diferentes cadeias produtivas. “Temos a economia de subsistência, a agricultura familiar, onde se vende o excedente, e também povos que trabalham com monocultura. Precisamos entender essa dinâmica para apoiar desde a produção até a comercialização”, explicou.

Durante a audiência, lideranças e representantes de instituições também apontaram desafios como falta de assistência técnica, dificuldades logísticas e acesso limitado a mercados. O coordenador da Operação Amazônia Nativa (Opan), Ivar Busatto, destacou que o cenário atual exige novas estratégias. “As formas tradicionais de sustento continuam importantes, mas hoje não bastam sozinhas para garantir qualidade de vida. É fundamental investir em educação e em uma assistência técnica forte, que respeite a diversidade de cada povo”, disse.

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Ele reforçou ainda a importância de garantir a segurança alimentar e avançar na geração de renda. “A produção tradicional responde por grande parte das necessidades básicas. A partir disso, é preciso pensar na comercialização do excedente, com apoio à logística, feiras e até ao turismo”, pontuou.

Foto: Helder Faria

Conforme destacado durante a discussão, os povos indígenas atualmente precisam de renda para adquirir itens que não produzem, acessar serviços essenciais como saúde, educação e transporte, e enfrentar as mudanças ambientais e pressões externas que impactam seus territórios. “As mudanças climáticas têm impactado nossas plantações, com períodos de seca e chuva desregulados, o que dificulta o trabalho nas roças. Já tivemos situações em que a mandioca acabou cozinhando na própria terra por causa do calor”, relatou Suyani Terena. Ela é vice-presidente de um projeto que tem fortalecido a agricultura familiar, com protagonismo feminino na Aldeia Enawenê-Nawê, em Sapezal.

A experiência no local demonstra que o apoio faz diferença, uma vez que contam com assistência da Empaer em parceria com o município. “Trabalhamos com foco nas mulheres e na segurança alimentar. Hoje temos cerca de 30 mulheres atuando diariamente na terra, produzindo alimentos como mandioca, macaxeira e abóbora para o consumo e também para a venda. Mas precisamos de mais apoio para ampliar as culturas, incluindo o fortalecimento de pomares, da produção de citros e de alimentos tradicionais como a mandioca e a araruta”, explicou Suyani Terena.

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Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nelson Borges afirmou que o governo federal busca ampliar o apoio às comunidades. “Estamos trabalhando para aumentar o número de parcerias nos municípios e viabilizando financiamentos, como o Pronaf A Indígena. Também vamos promover feiras para fortalecer a comercialização dos produtos”, destacou o superintendente em Mato Grosso.

A deputada Eliane Xunakalo reforçou que as propostas debatidas serão encaminhadas ao Executivo estadual. “Vamos direcionar as demandas às secretarias para provocar ações concretas. Esse espaço é justamente para ouvir os povos e construir soluções”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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