Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

POLÍCIA

Vereador é sequestrado em chácara, e pai policial aposentado prende suspeito durante buscas 

Publicados

em

O vereador Sann Handy (detalhe) que foi sequestrado em uma chacará

Uma ação criminosa na madrugada desta terça-feira (21) em Vale de São Domingos (a 440 km de Cuiabá) terminou com quatro pessoas detidas e um foragido após o sequestro do vereador Sann Handy (Podemos). De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 2h, quando ao menos três criminosos invadiram uma chácara, renderam o parlamentar e roubaram sua caminhonete Toyota Hilux.

O vereador foi amarrado pelos assaltantes, que fugiram levando o veículo. O pai da vítima, um policial militar aposentado, acordou horas depois, notou a ausência do filho e acionou as autoridades. Antes da chegada da polícia, ele próprio iniciou as buscas e, com ajuda de terceiros, conseguiu localizar e deter um dos suspeitos. Com o homem foi apreendida a arma de fogo usada no crime — um cartucho já havia sido deflagrado e outros cinco estavam intactos.

O tenente-coronel Wesmensandro Auto Rodrigues, comandante da PM na região, detalhou a operação. “Com apoio de populares, já pegamos o primeiro. Estamos na captura de outro que está escondido em uma região de mata em São Domingos. E mais dois foram presos suspeitos de darem apoio: um motorista de aplicativo e um gerente de uma conhecida casa de festas de Pontes e Lacerda”, afirmou.

Leia mais:  Polícia Civil mira grupo suspeito de usar projeto religioso para favorecer integrantes de facção criminosa

O vereador foi encontrado pelo pai amarrado às margens da MT-247, após horas de buscas. Sann Handy relatou que, durante o sequestro, um dos criminosos disparou um tiro próximo à sua orelha como forma de intimidação.

Uma força-tarefa formada por equipes da PM de Pontes e Lacerda, Jauru e São Domingos, além de policiais da Força Tática e da Rotam de Cuiabá, foi montada e segue atuando nas buscas.

Durante as diligências, um veículo Hyundai HB20 usado como carro de aplicativo foi abordado. Dentro estava outro suspeito, apontado como responsável por dar suporte à fuga dos criminosos. Pouco depois, um adolescente de 15 anos também foi apreendido ao tentar escapar por uma região de mata. Com ele, os militares encontraram R$ 400 em espécie — valor reconhecido pela vítima como parte do dinheiro roubado — e um iPhone danificado.

Já a caminhonete Toyota Hilux levada pelos criminosos foi localizada nas proximidades de Vila Bela da Santíssima Trindade, completamente incendiada.

Leia mais:  Polícia Civil prende mulher apontada como líder de esquema de tráfico interestadual de drogas

O suspeito preso pelo pai da vítima ainda informou aos policiais que mantinha drogas escondidas em sua residência. No local, foram apreendidas 17 porções grandes e 10 pequenas de maconha, uma porção de cocaína, uma balança de precisão, embalagens para fracionamento de entorpecentes e quatro celulares.

Um quarto envolvido segue foragido e é procurado pelas forças de segurança. O caso está sob investigação da Polícia Civil.

 

Propaganda

POLÍCIA

Polícia Civil faz operação contra esquema de extorsão que lesou servidora em mais de R$ 1,1 milhão

Publicados

em

A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira a Operação Laço Oculto, com o objetivo de cumprir cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, além da apreensão de um veículo, cinco ordens de sequestro de bens e três bloqueios de valores contra investigados por participação em um esquema de extorsão que vitimou uma servidora pública estadual em Cuiabá. As medidas, que miram três suspeitos, podem somar mais de R$ 3,3 milhões em bens e valores bloqueados.

Os mandados estão sendo executados em Cuiabá e Várzea Grande e atingem servidores públicos ligados à Secretaria de Estado de Saúde, um policial militar e pessoas identificadas durante a investigação como parte do fluxo financeiro do esquema.

De acordo com a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, a vítima, também servidora da secretaria, foi submetida a um longo processo de intimidação e manipulação psicológica entre 2022 e 2025. Uma colega de trabalho teria criado uma narrativa sobre supostas dívidas com agiotas e ameaças contra a vítima e seus familiares, passando a exigir pagamentos sucessivos sob a justificativa de que os valores seriam usados para quitar essas dívidas.

Leia mais:  Polícia Civil prende quatro pessoas por tráfico de drogas e comércio ilegal de armas em Campo Novo do Parecis

A investigação aponta que o esquema teve início quando essa colega convenceu a vítima de que ambas estavam sendo ameaçadas por agiotas por causa de uma dívida envolvendo outro servidor. A suspeita dizia que os criminosos sabiam onde elas estavam e poderiam atacar seus familiares caso os pagamentos não fossem feitos. Ao mesmo tempo, apresentava-se como vítima e se oferecia para negociar a dívida e proteger a colega. Amedrontada, a servidora passou a transferir dinheiro diretamente para a conta da suspeita. As cobranças se mantiveram ao longo do tempo, sempre acompanhadas de novas ameaças e da alegação de que o valor e os juros não paravam de crescer.

Mantida em estado permanente de medo, a vítima recorreu a empréstimos, saques em cartões de crédito, resgate de recursos da previdência privada e utilizou dinheiro destinado à construção de sua residência. Também foi convencida a financiar, em seu próprio nome, uma caminhonete que seria usada por uma pessoa próxima à principal suspeita. O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu o ocorrido e impediu que o contato com a investigada continuasse, registrando a denúncia na polícia.

Leia mais:  Polícia Militar prende casal suspeito por tráfico e apreende 90 porções de drogas

As análises financeiras, realizadas com autorização judicial, confirmaram que a vítima transferiu R$ 1,1 milhão diretamente para a conta da colega de trabalho. O rastreamento mostrou que parte desse valor foi posteriormente repassado a outras pessoas ligadas ao núcleo investigado. Também foram identificadas movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos, contas com alta rotatividade, milhares de saques em espécie e indícios de uso de laranjas para circulação e ocultação de patrimônio.

Todas as medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com parecer favorável do Ministério Público. A decisão também permite a apreensão de veículos e outros bens ligados ao proveito do crime, além da extração e análise de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos.

 

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana