AGRO & NEGÓCIO
Valor de referência do leite recua em 17% em agosto
Conforme apontou o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Paraná (Conseleite-PR), o valor de referência do leite entregue em agosto a ser pago em setembro caiu 17%. Segundo a projeção baseada nas três primeiras semanas deste mês, o movimento de queda deve adentrar setembro.
De acordo com o vice-presidente do Conseleite-PR, Ronei Volpi, a redução no valor de referência já era esperada, mas não com essas proporções. Diante disso, e com os custos de produção elevados, para Volpi, é certo que várias fazendas leiteiras irão passar a trabalhar no vermelho. “Estamos falando de inviabilidade de produção de leite por parte do produtor, o que vai afetar diretamente a indústria, por causa da redução na oferta de matéria-prima. Precisamos olhar com muita cautela para isso”, destacou o vice-diretor.
Para o mercado, os resultados obtidos nos meses de junho e julho foram marcados por altas históricas na oscilação do valor de referência do leite, o que influenciou o preço pago pelo consumidor. Com os preços altos, os clientes passaram a comprar menos lácteos, o que provocou um desequilíbrio na oferta e na procura. Agora, as cotações baixas ao produtor e a agroindústrias devem persistir até que se alcance um novo equilíbrio.
Fonte: AgroPlus
AGRO & NEGÓCIO
Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes
O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.
O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.
A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.
Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.
As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.
A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.
O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.
O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.
Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.
Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.
Fonte: Pensar Agro
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