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AGRO & NEGÓCIO

Valor de referência do leite recua em 17% em agosto

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Conforme apontou o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Paraná (Conseleite-PR), o valor de referência do leite entregue em agosto a ser pago em setembro caiu 17%. Segundo a projeção baseada nas três primeiras semanas deste mês, o movimento de queda deve adentrar setembro. 

De acordo com o vice-presidente do Conseleite-PR, Ronei Volpi, a redução no valor de referência já era esperada, mas não com essas proporções. Diante disso, e com os custos de produção elevados, para Volpi, é certo que várias fazendas leiteiras irão passar a trabalhar no vermelho. “Estamos falando de inviabilidade de produção de leite por parte do produtor, o que vai afetar diretamente a indústria, por causa da redução na oferta de matéria-prima. Precisamos olhar com muita cautela para isso”, destacou o vice-diretor. 

Para o mercado, os resultados obtidos nos meses de junho e julho foram marcados por altas históricas na oscilação do valor de referência do leite, o que influenciou o preço pago pelo consumidor. Com os preços altos, os clientes passaram a comprar menos lácteos, o que provocou um desequilíbrio na oferta e na procura. Agora, as cotações baixas ao produtor e a agroindústrias devem persistir até que se alcance um novo equilíbrio. 

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Fonte: AgroPlus

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AGRO & NEGÓCIO

Plano Safra amplia crédito e abre novas oportunidades para o agro

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O lançamento do Plano Safra 2026/2027 chega em um momento de expansão para o agronegócio acreano. Com linhas de crédito mais amplas, incentivos à produção sustentável e estímulo aos investimentos em infraestrutura, o programa pode acelerar o desenvolvimento de cadeias produtivas que vêm ganhando espaço na economia do estado.

Estudos do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre indicam que o agronegócio continuará entre os setores mais promissores da economia local em 2026, com expectativa de crescimento entre 1% e 6%. O desempenho é sustentado pela expansão de atividades como a cafeicultura, produção de cacau, mel, açaí e pela cadeia de proteína animal, segmentos que têm ampliado investimentos e conquistado novos mercados.

Entre as novidades do Plano Safra está a redução do custo do crédito para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). A linha contará com R$ 72,6 bilhões em recursos e taxa máxima de juros de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior. A medida beneficia um público que tem papel relevante na produção agropecuária do Acre e na geração de empregos no campo.

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A sustentabilidade também passa a ocupar posição estratégica na política de crédito rural. Produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e adotarem práticas de conservação ambiental poderão obter desconto de até um ponto percentual nas taxas de financiamento para operações de custeio, criando um incentivo financeiro para a regularização ambiental das propriedades.

Outro eixo do programa é o estímulo à modernização das fazendas por meio de investimentos em energia renovável. O crédito poderá financiar projetos de geração de energia solar, biomassa, sistemas eólicos e soluções de armazenamento de energia, reduzindo despesas com eletricidade e aumentando a eficiência das atividades rurais.

A infraestrutura de armazenagem também ganhou reforço. O Plano Safra prevê recursos para construção, ampliação e modernização de silos, armazéns e câmaras frias, investimentos considerados fundamentais para diminuir perdas pós-colheita, melhorar a conservação da produção e ampliar a competitividade dos produtores acreanos.

Na gestão de riscos, o governo federal ampliou os incentivos à contratação do seguro rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A intenção é fortalecer a proteção dos produtores diante de eventos climáticos extremos, tornando esses instrumentos parte cada vez mais importante da política de crédito rural.

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Com o tema “Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo”, o Plano Safra 2026/2027 busca ampliar o acesso ao financiamento, incentivar a inovação tecnológica e fortalecer a produção agropecuária em todas as regiões do país. Para o Acre, onde diversas cadeias produtivas vivem um período de expansão, as novas condições de crédito podem contribuir para consolidar o crescimento do setor e ampliar sua participação na economia estadual.

Fonte: Pensar Agro

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