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Um sonho que virou realidade: ser voluntário na África

O programa de voluntariado está disponível a partir de 18 anos em 20 países. Benício Moraes vai trabalhar com o resgate e cuidados de crianças no Quênia

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Da Assessoria

Benício Moraes

Benício Moraes

Aos 40 anos, o empresário e gestor comercial Benício Lopes Souza Moraes, vai realizar um sonho de infância: ser voluntário na África. Ele viajará no mês de outubro, em comemoração ao aniversário com o intuito de “fazer a diferença” na vida de 100 crianças de um orfanato no Quênia. 

 

“Já viajei para vários lugares do mundo, gosto de viajar, mas nunca tinha conseguido pausar 30 dias da minha vida para me dedicar a um projeto como este, que certamente vai contribuir com a minha transformação pessoal, mais que ajudar, sei que voltarei muito diferente, estou ansioso pela experiência”.

 

Benício conta que vai fazer um trabalho bem impactante do ponto de vista cultural, pois a ONG Volunteer Vacation atua no resgate e cuidados de crianças que são abandonas em desertos como “oferendas” ou que foram rejeitadas por suas famílias (por apresentarem algum tipo de deficiência, por exemplo).

 

Ele vai trabalhar na área rural, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h, em várias frentes: resgate no deserto, alfabetização, primeiros-socorros e cuidados com higiene pessoal, brincar e passear com as crianças e ainda nas tarefas da própria instituição, como preparado de refeições, limpeza e organização.

 

“Sei que será um imenso desafio estar frente a frente com tudo isso, cresci com esta vontade de ir para a África, conhecer esse povo e ajudar no que for possível, porque tenho esse desejo humano de deixar uma marca e esta será com certeza a primeira de muitas viagens como voluntário”, acrescenta.

Da Assessoria

Giovana Gio

Giovana Gio 

A diretora da Experimento Intercâmbio, Magali Oliveira, explica que há uma demanda muito grande de profissionais da área da saúde, como enfermeiros e médicos, para a África, onde mais da metade da população vive abaixo da linha da pobreza e não tem acesso à saúde básica. Mas é possível escolher entre 20 países.

 

“Temos mais de 250 milhões de pessoas passando fome no continente africano, o que é um dado alarmante, então, há inúmeras formas de ajudar e fazer a diferença. Esse é um programa de baixo custo, para todas as idades e profissões, mas é importante que a pessoa tenha perfil, porque são exigidas responsabilidade e seriedade”.

 

O intercâmbio para o voluntariado é destinado a pessoas a partir de 18 anos, com possibilidade de conhecer diferentes culturas, praticar inglês, fazer o bem e ter contato com algumas das grandes questões da humanidade. Tudo de acordo com o gosto do passageiro, aptidões e total segurança.

 

“Em um dia, o voluntário está dando um mergulho refrescante em uma praia paradisíaca de mar azul, e no outro colabora com um projeto agrícola no coração da África. Após uma semana de compras nos mais modernos shoppings da Ásia, que tal amamentar elefantes abandonados na Tailândia? Essa é a proposta, mesclar experiências”, acrescenta.

 

O objetivo da Volunteer Vacations é aliar férias tradicionais à possibilidade de fazer a diferença como ser humano. Entre os benefícios estão: praticar o inglês; ajudar ao próximo durante as férias em viagem internacional; viajar e conhecer pessoas de diferentes lugares com o mesmo propósito; dias de folgas para conhecer a região e principais pontos turísticos; baixo custo em uma viagem internacional.

 

Conforme Magali, o candidato precisa ter inglês intermediário e possuir uma reserva de dinheiro, porque os programas – mesmos que voluntários – não são gratuitos, pois são instituições sérias que precisam de ajuda e a inscrição é uma maneira de ajudar a organização.

 

“Não é uma opção para ser um “intercâmbio barato” e sim uma oportunidade de desenvolver soft skills, ou seja, habilidades e competências, por isso é destinado a pessoas que querem aprender e dividir seus conhecimentos com uma outra comunidade”, frisa.

 

Áreas de trabalho: o candidato ao programa voluntariado pode escolher entre diferentes projetos, como cuidar de crianças, idosos, animais abandonados, machucados, ainda seja para levar mais alegria para um grupo.

 

Sobre o Quênia

 

É um país da África Oriental, limitado a norte pelo Sudão do Sul e pela Etiópia, a leste pela Somália e pelo oceano Índico, a sul pela Tanzânia e a oeste pelo Uganda. A capital e cidade mais populosa é Nairobi. Tem área de 581,3 mil km² e o país tem uma população de cerca de 45 milhões de habitantes.

 

Apesar da pobreza, o país tem lindas praias e é cortado por montanhas em seu interior onde pode ser feitos safaris. Historicamente, o Quênia foi utilizado como rota comercial por árabes, asiáticos e europeus. Depois, uma das colônias britânicas na África até conquistar a independência em 1963. Como possui 43 tribos, por isso a cultura é um dos grandes atrativos.

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INSS libera consignado para beneficiários sem biometria facial mediante validação de dados bancários

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Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que não possuem biometria facial cadastrada nas bases do governo passam a ter uma alternativa para autorizar a contratação de empréstimo consignado. Com a nova regra, essas pessoas poderão utilizar a validação de dados bancários para acessar o Meu INSS e autorizar operações de crédito consignado. A medida amplia o acesso ao consignado para beneficiários que, até então, não conseguiam realizar a operação por não terem cadastro biométrico disponível nas bases governamentais.

A mudança está prevista na Instrução Normativa PRES/INSS nº 213, de 17 de agosto de 2026, publicada na quinta-feira (20/8). A norma estabelece regras e procedimentos para a contratação de crédito consignado, com desconto diretamente nos benefícios pagos pela Previdência Social.

A validação biométrica continua sendo a primeira opção para autorizar a operação. Ao acessar o sistema, a Dataprev verifica se o beneficiário possui cadastro biométrico disponível nas bases governamentais. Somente quando a biometria não é localizada o sistema libera o login via Gov.br, com validação por dados bancários.

Na prática, a mudança evita que a ausência de biometria impeça o beneficiário de contratar o consignado. A autenticação por dados bancários passa a ser uma alternativa para essas pessoas, mantendo a necessidade de autorização expressa do titular do benefício.

Regras e margem consignável

Para contratar o empréstimo, o benefício precisa estar desbloqueado. Em regra, todo benefício recém-concedido permanece bloqueado para consignado nos primeiros 90 dias. Após esse período, o titular pode solicitar o desbloqueio pelo Meu INSS. A mesma regra de 90 dias deve ser observada em caso de transferência de localidade do benefício e respeitada pelas instituições financeiras.

Com o benefício desbloqueado, os bancos podem consultar a margem disponível. A contratação só é concluída após a autorização expressa do beneficiário pelo aplicativo. Conforme a Medida Provisória nº 1.355/2026, a margem consignável é de até 40% do valor do benefício.

Outra mudança é que a instituição financeira deve enviar ao INSS os documentos e as informações exigidos para a operação, como contrato, documento oficial de identificação com foto, CPF e autorização para o desconto no benefício, realizada por biometria ou login bancário no Gov.br.

O contrato pode ter, no máximo, 108 parcelas mensais e sucessivas. Os bancos também devem enviar os comprovantes de depósito em até sete dias úteis após a contratação. Se as informações não forem encaminhadas dentro do prazo, o INSS interromperá os descontos e reterá o repasse ao banco até a regularização.

Como funciona a portabilidade?

A nova norma também estabelece regras para a transferência do empréstimo de um banco para outro. O segurado solicita a portabilidade à instituição financeira de destino e autoriza o procedimento pelo Meu INSS, por biometria ou, na ausência de cadastro biométrico, por meio da validação de dados bancários. Também é necessário assinar o Termo de Autorização de Portabilidade.

A instituição de origem tem até 20 dias para confirmar a operação. Caso isso não ocorra dentro desse prazo, a portabilidade será cancelada.

Assim, quem não possui biometria cadastrada passa a ter uma alternativa para autorizar operações de crédito consignado pelo Meu INSS, mantendo-se a exigência de autorização expressa do beneficiário.

ASCOM

Beneficiários do INSS sem biometria poderão contratar consignado com validação de dados bancários; veja as regras — Instituto Nacional do Seguro Social – INSS

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