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POLÍCIA

Operação cumpre mandados contra esquema de sonegação de ICMS na venda de gado

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O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) cumpre ordens judiciais na Operação Ganatum II, deflagrada nesta quinta-feira (10.9) pelo Cira de Rondônia, com o objetivo de combater um esquema de sonegação de ICMS relacionado à comercialização interestadual de gado entre os dois estados.

Durante a operação, são cumpridos mandados de busca e apreensão em 12 endereços, em seis municípios dos estados de Rondônia e Mato Grosso. Sete ordens judiciais são cumpridas em Mato Grosso, sendo três mandados de busca na cidade de Comodoro, dois em Santo Afonso, um em Dom Aquino e um no município de Castanheira.

A investigação apura a atuação de um possível grupo criminoso voltado à prática de crimes contra a ordem tributária. Até o momento, as investigações identificaram operações que, em conjunto, superam R$ 30 milhões, evidenciando a elevada dimensão econômica das transações sob apuração.

A operação conta com o apoio do Cira de Mato Grosso e com suporte operacional da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Diretoria do Interior, além do auxílio das equipes policiais das delegacias dos municípios onde os mandados foram cumpridos.

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Esquema de sonegação

Conforme os indícios reunidos, animais eram adquiridos de produtores rurais rondonienses sem a emissão das correspondentes notas fiscais, utilizando-se apenas a Guia de Trânsito Animal (GTA).

Na sequência, eram emitidos documentos fiscais simulando a transferência dos bovinos entre estabelecimentos pertencentes ao mesmo titular, com a utilização indevida da hipótese de não incidência do ICMS. Os animais, contudo, seriam entregues diretamente aos verdadeiros compradores em Mato Grosso, sem o devido registro das operações perante os órgãos fazendários.

As apurações também identificaram indícios da utilização de terceiros para ocultar os reais operadores e beneficiários das transações, bem como de propriedade rural sem estrutura compatível com o expressivo volume de animais formalmente movimentado. O estabelecimento teria sido utilizado apenas para conferir aparência de regularidade às operações.

Nome da operação

O nome Ganatum faz referência à ideia de ganho e lucro, em alusão ao contexto da fraude investigada e à atividade pecuária.

Integração

A ação mobilizou aproximadamente 70 integrantes e foi realizada de forma integrada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), pela Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, pela Procuradoria-Geral do Estado de Rondônia e pelas Polícias Civis dos estados de Rondônia e Mato Grosso.

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Cira-MT

O Comitê é composto por representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), da Controladoria-Geral do Estado (CGE), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/Polícia Civil – Defaz) e da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), atuando de forma coordenada na repressão a fraudes fiscais e na recuperação de ativos em favor do Estado.

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POLÍCIA

Influenciadora é alvo de operação por divulgar plataformas clandestinas de jogos de azar 

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Veículos da influenciadora sendo apreendidos (no detalhe), Paam do Grau

A influenciadora Pamela Cristiane da Silva, de 30 anos, conhecida como “Paam do Grau”, foi alvo da Operação Jogo Duplo, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (8), em Nova Mutum (a 264 km de Cuiabá). Ela é investigada por divulgar plataformas clandestinas de jogos de azar online, o chamado “Jogo do Tigrinho”, para os cerca de 120 mil seguidores que reúne no Instagram.

Nas redes sociais, Pamela compartilhava vídeos realizando manobras radicais com motocicletas, os conhecidos “graus”, além de exibir diferentes veículos, jet skis e conquistas financeiras. Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum, a influenciadora recebia para divulgar as plataformas e utilizava um link diferente daquele disponibilizado aos usuários comuns.

Conforme as apurações, nesse link usado pela investigada os jogos apresentavam resultados positivos, o que fazia com que ela sempre obtivesse ganhos. Somente entre junho de 2025 e abril de 2026, Pamela movimentou R$ 928 mil em sua conta bancária. No período, no entanto, ela não possuía vínculo empregatício formal e tinha renda declarada de R$ 901 mensais.

De acordo com o delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pela investigação, a empresa divulgada pela influenciadora já acumula 355 boletins de ocorrência por estelionato registrados em diferentes Estados do país.

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Outra modalidade de golpe investigada ocorria quando os usuários conseguiam obter ganhos na plataforma, mas não conseguiam sacar o dinheiro. As investigações apontaram que as empresas permaneciam ativas por cerca de dois a três meses e, posteriormente, eram encerradas. Mesmo assim, a influenciadora continuava divulgando novos links, que passavam a operar com outros nomes.

A Polícia Civil investiga a prática dos crimes de exploração de jogo de azar, na modalidade de obtenção de vantagem ilícita mediante induzimento de terceiros ao erro, por meio de publicidade enganosa e promessas de enriquecimento fácil, além de associação criminosa e lavagem de capitais.

Durante a operação, foram cumpridas ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos, imposição de tornozeleira eletrônica e suspensão do perfil da investigada no Instagram. Também foram determinados o sequestro de veículos registrados em nome da influenciadora, de valores no montante de R$ 642.845,45 e a quebra de sigilo fiscal referente ao período de 2023 a 2026.

Entre os bens apreendidos estão um jet ski, duas motonetas elétricas, quatro motocicletas, uma câmera, dois celulares, um drone, um VW Jetta 2.0, uma carretinha e um reboque para jet ski. As motocicletas apreendidas são uma Yamaha XT 660R, uma BMW G310, uma BMW R1250GS A e uma Honda CG 160 Titan EX.

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As investigações continuam. O delegado Jean Paulo Ferreira orientou que pessoas de Nova Mutum que tenham apostado nas plataformas clandestinas procurem a Derf do município para registrar boletim de ocorrência.

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