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BRASIL E MUNDO

Trump anuncia redução da participação dos EUA em exercícios militares com a Coreia do Sul

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Os exercícios militares anuais entre Estados Unidos e Coreia do Sul começaram nesta segunda-feira (17), em meio ao anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de que pretende reduzir significativamente a participação dos militares dos EUA nas manobras. O republicano justificou a decisão pelo alto custo das operações e pela relação que afirma manter com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Em uma publicação na rede Truth Social, Trump classificou os exercícios como caros e afirmou que eles transmitem uma mensagem inadequada e hostil à Coreia do Norte. O presidente também mencionou a ausência da Coreia do Sul nas operações militares dos Estados Unidos contra o Irã como um dos motivos para diminuir o envolvimento norte-americano nas atividades conjuntas.

Apesar do anúncio, o governo sul-coreano informou que os exercícios continuarão conforme o planejamento e que Seul seguirá coordenando as ações com Washington. As autoridades também manifestaram esperança de que a relação pessoal entre Trump e Kim Jong-un contribua para a retomada de um diálogo construtivo e de novas negociações entre os países.

Batizadas de Ulchi Freedom Shield, as manobras estão previstas para durar 11 dias. A programação inicial inclui aproximadamente 18 mil militares sul-coreanos, além de parte dos 28,5 mil soldados norte-americanos estacionados na Coreia do Sul.

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Segundo o Ministério da Defesa sul-coreano, as operações começaram como previsto. Os exercícios têm como objetivo ampliar a capacidade de defesa conjunta diante das ameaças de Pyongyang, que mantém um programa nuclear e realiza testes frequentes de mísseis.

Neste ano, as forças envolvidas também pretendem avaliar as experiências adquiridas por militares norte-coreanos após a participação ao lado das tropas russas na guerra da Ucrânia. O coronel Ryan Donald, porta-voz do Comando Combinado das Forças dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, citou como novas ameaças o uso de drones, ataques cibernéticos e interferências em sistemas de GPS.

Recentemente, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Coreia do Norte de preparar o envio de entre 30 mil e 50 mil soldados adicionais para apoiar a Rússia. Ele, no entanto, não apresentou detalhes sobre a origem das estimativas ou sobre um possível cronograma para o deslocamento.

No domingo, a imprensa estatal norte-coreana informou que Kim Jong-un declarou estar orgulhoso da relação entre seu país e a Rússia em uma carta enviada ao presidente Vladimir Putin.

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Tensões com Pyongyang

A Coreia do Norte condenou os exercícios conjuntos na quinta-feira (13) e advertiu que poderia adotar medidas de dissuasão mais fortes. O regime considera as manobras uma preparação para uma eventual invasão.

Como forma de protesto, Pyongyang lançou na quarta-feira (12) um míssil balístico sobre o Mar do Japão. Para o professor Leif-Eric Easley, da Universidade Ewha, em Seul, uma redução das atividades militares pode enfraquecer a capacidade de dissuasão diante de possíveis conflitos na Ásia.

Na avaliação do especialista, a eventual economia gerada pela diminuição dos exercícios seria limitada, enquanto os benefícios diplomáticos para a relação com a Coreia do Norte ainda são incertos.

O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, que assumiu o cargo em junho de 2025, tem adotado uma postura mais conciliadora em relação a Pyongyang. Desde então, defende a realização de negociações sem pré-condições, mas a Coreia do Norte ainda não respondeu positivamente às iniciativas de diálogo.

*Com Agências

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Anvisa aprova primeiro genérico de semaglutida sintética no Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de dois novos medicamentos injetáveis produzidos à base de semaglutida sintética. As aprovações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (17) e incluem o primeiro medicamento genérico da substância no país.

A semaglutida é o princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. A substância é utilizada principalmente no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e também pode ser prescrita por médicos para o controle da obesidade, conforme avaliação individual de cada paciente.

Um dos registros foi concedido à farmacêutica EMS, que poderá comercializar a versão genérica do Ozivy, medicamento da própria empresa aprovado pela Anvisa em maio. Por se tratar de um genérico, o novo produto não poderá ter nome comercial e deverá ser identificado pelo princípio ativo.

O segundo medicamento aprovado é um similar produzido pelo laboratório Germed, ligado à EMS. O produto será vendido com o nome Semaclique. Diferentemente do genérico, o medicamento similar pode apresentar marca própria, além de características específicas de embalagem e rotulagem, sem modificar o princípio ativo de referência.

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Conforme os registros autorizados pela Anvisa, os medicamentos devem ser utilizados em conjunto com dieta adequada e prática de exercícios físicos. A aplicação é semanal, e as canetas precisam ser mantidas em refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, antes e depois do início do tratamento.

A agência reguladora reforçou que o uso da semaglutida exige acompanhamento médico. Assim como outros medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, os produtos dependem de receita médica em duas vias.

As apresentações aprovadas incluem canetas multidose e descartáveis com solução injetável de semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL. Os produtos poderão ser comercializados em embalagens com uma caneta de 1,5 mililitro e seis ou quatro agulhas, ou com duas canetas de 3 mililitros e dez ou oito agulhas.

A aprovação amplia a oferta de medicamentos à base de semaglutida no mercado brasileiro e pode aumentar a concorrência entre os fabricantes. A expectativa é de que a versão genérica tenha preços mais baixos, embora os valores dependam de definição e comercialização pelas empresas.

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