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Traficantes levam advogados pedirem reforço na Segurança da comarca

Localizado a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Bolívia, Comodoro vem sofrendo com a crescente disseminação do uso de drogas

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Comodoro

 

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, o vice-presidente do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP), Maurício Magalhães Farias Neto, e o conselheiro estadual Élbio Gonzalez reuniram-se com o secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, Rogers Jarbas, na tarde desta quarta-feira (23) para solicitar reforço nas ações de combate às drogas na comarca de Comodoro, que também abrange os municípios de Rondolândia, Campos de Júlio e Nova Lacerda.

 

Localizada a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Bolívia, a região vem sofrendo com a crescente disseminação do uso de drogas. De acordo com o presidente da subseção de Comodoro da OAB-MT, Ronie Jacir Thomazi, os municípios estão à mercê do consumo, do tráfico e do transporte de drogas ilícitas.

 

Diante da situação, o pedido realizado pela OAB-MT ao secretário vai além do reforço no policiamento ostensivo, mas principalmente nas ações de inteligência e investigação para atacar o cerne do problema.

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De imediato, Rogers Jarbas adotou as providências e comprometeu-se a realizar uma análise da situação criminal na região a fim de adotar algumas ações.

 

Leonardo Campos destacou a importância da Segurança Pública na repressão do crime e a preocupação da OAB-MT como representante da sociedade civil organizada na busca de soluções para o problema das drogas.

 

Prevenção – Além do pedido de reforço nas ações de Segurança Pública, a OAB Comodoro está encabeçando uma campanha de prevenção às drogas voltada para os jovens da região.

 

Conforme o conselheiro estadual Élbio Gonzalez, juntamente com o Lions Clube e a Maçonaria, deverá ser desenvolvido um programa que visa apresentar aos jovens o conhecimento acerca dos malefícios provocados pelas drogas. A proposta é que o programa Lions Quest seja realizado nas salas de aula, envolvendo as famílias dos adolescentes, como forma de prevenir e tirá-los do mundo das drogas.

 

Ele ainda explica que o próximo passo será buscar apoio junto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público de Mato Grosso para aplicação de recursos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) em ações na região.

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Experiência em Comodoro inspira debate sobre educação prisional

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A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.

Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.

Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.

“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.

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Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.

Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.

“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.

A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.

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Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.

“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.

A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

 

 

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