Mato Grosso
STF valida plano de MT e impõe regime de metas para regularização ambiental
A homologação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do plano estadual de regularização ambiental de Mato Grosso não representa apenas um protocolo administrativo, mas a consolidação de uma mudança de paradigma na fiscalização fundiária.
Ao avalizar o projeto mato-grossense, o ministro Flávio Dino, relator da ADPF 743, chancelou uma estratégia que transfere o foco da análise manual de processos para a automação algorítmica, alterando permanentemente a forma como o Estado brasileiro lida com o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
A grande mudança trazida por essa decisão é o fim da análise artesanal dos cadastros rurais. Até agora, o processo era lento, manual e sujeito a longas filas de espera — um cenário que servia de pretexto tanto para o produtor que buscava ganhar tempo quanto para o gestor público que não conseguia dar conta da demanda.
Com a homologação do sistema CAR Digital 2.0, o governo de Mato Grosso promete trocar o esforço humano por tecnologia: o cruzamento automático de dados via satélite será capaz de identificar, em poucos cliques, se uma área está preservada ou se houve desmatamento ilegal.
Essa mudança de postura tem consequências diretas para o campo. A decisão do STF coloca um ponto final na indefinição sobre quem deve fiscalizar o quê.
Ficou estabelecido que as propriedades rurais comuns continuam sob a batuta do Estado, mas áreas que envolvem Terras Indígenas ou Unidades de Conservação federais passam a ser responsabilidade exclusiva da União.
Para o produtor rural, isso traz uma clareza inédita: quem está com o cadastro em área privada terá, enfim, uma via mais rápida para obter licenças e crédito bancário, enquanto as terras situadas dentro de áreas protegidas pela União entram em uma zona de fiscalização federal rigorosa e imediata.
A decisão, no entanto, não é apenas um selo de aprovação para Mato Grosso, mas um cronômetro para o resto do País. O ministro Flávio Dino deixou claro que não aceitará mais desculpas tradicionais, como falta de dinheiro ou de funcionários, para justificar o atraso nas análises.
Ao exigir que a União prove, em apenas 20 dias, que possui sistemas capazes de acompanhar esse ritmo, o Supremo assume um papel inusitado: o de um supervisor tecnológico que dita o passo das políticas públicas ambientais.
Para os outros estados que ainda não apresentaram planos robustos, o aviso é curto: há 30 dias para se adequarem ou enfrentarem o mesmo rigor do tribunal. Na prática, a regularização ambiental deixou de ser uma promessa burocrática que poderia ser postergada por anos.
Agora, ela virou uma obrigação judicial, monitorada de perto pela Corte e tratada como questão de segurança pública. Para Mato Grosso, o desafio será manter o sistema funcionando sem atropelos, enquanto, para o produtor rural, o recado é que a era da tolerância com a pendência documental chegou ao fim.
Mato Grosso
Polícia Militar deflagra operações para intensificar policiamento nos 142 municípios do Estado
A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (29.6), a 6ª edição da Operação Centro Seguro e à 28ª edição da Operação Força Total, simultaneamente, em todo o Estado. Em Cuiabá, a solenidade ocorreu na Praça da República.
As operações mobilizam efetivos das unidades operacionais, especializadas e administrativas, que atuarão de forma integrada em ações preventivas e repressivas, intensificando o patrulhamento tático e ostensivo em áreas comerciais com maior circulação de pessoas.
A Operação Centro Seguro, será realizada até o próximo dia 5 de julho e integra o Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado. Já a Operação Força Total é uma mobilização nacional das Polícias Militares, coordenada pelo Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares do Brasil, com prazo de 24 horas.
Nestes períodos, serão realizados bloqueios policiais, abordagens a pessoas e veículos, fiscalização de estabelecimentos comerciais, cumprimento de ações de saturação em pontos estratégicos e o reforço da presença policial em locais previamente mapeados por análises criminais.
A subchefe do Estado-Maior Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Grasielle Paes, afirmou que as operações buscam o combate a todas as modalidades de crime, principalmente a repressão às facções criminosas.
“Com o emprego estratégico do efetivo e de viaturas, a Polícia Militar reforça seu compromisso com a proteção da população, a manutenção da ordem pública e a prevenção de delitos, demonstrando atuação permanente no combate às ações criminosas em todo o Estado”.
As ações contam com policiamento montado por parte da Cavalaria da Polícia Militar, Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Força Tática e Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).
-
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT5 dias atrásJúri condena motorista por homicídios culposos em acidente de trânsito na Capital
-
esportes6 dias atrásInglaterra pressiona, para em Gana e vaga fica para a última rodada
-
esportes6 dias atrásPortugal atropela Uzbequistão por 5 a 0 e CR7 faz história
-
Mato Grosso6 dias atrásOperação da Polícia prende empresário e gestora em flagrante por “gato” em energia elétrica
-
esportes5 dias atrásVinicius júnior dá show e Brasil vence a Escócia
-
esportes5 dias atrásBrasil vence Escócia e marca retorno de Neymar
-
esportes5 dias atrásSuíça vence e garante liderança enquanto Canadá faz história com classificação inédita
-
esportes7 dias atrásFrança supera paralisação de duas horas e vence Iraque pela Copa do Mundo



