POLÍCIA FEDERAL
STF autoriza ação contra sistema de “mensalão” bancado pelo crime organizado
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (02.07), a 5ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma complexa rede de lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do jogo do bicho, o contrabando de cigarros e o financiamento de agentes públicos.
Com o objetivo de desmantelar conexões entre o poder político e organizações criminosas, a ação — autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — cumpriu mandados de prisão contra figuras influentes no Rio de Janeiro, incluindo o pastor e empresário Márcio Poncio.
O esquema, segundo as investigações, revela um sistema de pagamentos periódicos (mensalão) que teria corrompido dezenas de parlamentares e gestores estaduais, comprometendo a integridade das instituições locais e facilitando a atuação do crime organizado no Estado.
A investigação aponta Márcio Poncio, conhecido empresário e líder religioso carioca, como suspeito de ligação com o esquema liderado pelo contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como um dos principais nomes da nova cúpula do jogo do bicho.
A operação desta quinta-feira busca mapear as ramificações desse grupo nos poderes Executivo e Legislativo fluminense. Segundo os investigadores, planilhas apreendidas em fases anteriores da investigação — que teve origem na Operação Fumus, de 2021 — revelam pagamentos indevidos e contabilidade de lavagem de capitais que envolveriam dezenas de políticos do estado.
Desdobramentos e prisões
Além do pastor Márcio Poncio, a nova fase mantém o foco em personagens centrais de etapas anteriores:
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Alvos encarcerados: O bicheiro Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar já se encontravam presos e permanecem detidos. O STF determinou a transferência de Bacellar para um presídio federal.
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Buscas: O ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, está entre os alvos dos 14 mandados de busca e apreensão expedidos por Moraes.
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Bloqueio de bens: Foi determinado o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 22 milhões.
Contexto da Operação Unha e Carne
A Unha e Carne ganhou corpo nos últimos meses como um desdobramento da ADPF 635 (a “ADPF das Favelas”), que determinou que a PF investigue a atuação de grupos criminosos violentos no Rio de Janeiro e seus vínculos com o poder público.
A trajetória da operação ao longo de 2026 ilustra a complexidade da rede de influência investigada:
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Fases 1 a 3: Focaram no vazamento de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho (CV). O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto foram presos sob a suspeita de participarem de uma cadeia de proteção institucional ao crime.
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Fase 4: Deflagrada em maio, mirou fraudes em contratações da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) envolvendo o deputado estadual Thiago Rangel.
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Fase 5 (atual): Conecta as investigações de corrupção política ao financiamento via jogo do bicho e contrabando de cigarros.
O cenário político fluminense tem sido alvo constante de declarações de autoridades do STF. Em abril, o ministro Gilmar Mendes manifestou preocupação pública com relatos de que mais de 30 parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro estariam sendo remunerados por esquemas do jogo do bicho, classificando a situação como um desafio institucional crítico para o estado.
POLÍCIA FEDERAL
PF deflagra operação contra graves crimes de violência praticados contra crianças e animais
Bagé/RS. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2/7), a Operação Contra Barbariem, com o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Bagé/RS, no âmbito de investigação que apura a suposta prática de crimes de tortura contra crianças e de maus-tratos a animais.
As medidas foram cumpridas nos municípios de Bagé/RS, Candiota/RS e Canoas/RS, com o objetivo de cessar a continuidade da prática desses crimes, identificar vítimas e colher provas para esclarecer a dinâmica dos fatos e eventual comercialização dos registros audiovisuais.
As investigações apontam indícios de reiterados episódios de violência física e psicológica praticados contra vítimas em situação de vulnerabilidade, incluindo bebês, crianças e animais domésticos. Parte dos fatos investigados teria ocorrido no município de Bagé/RS e sido registrada e compartilhada por meios digitais.
Segundo as apurações, os investigados teriam desempenhado diferentes funções na dinâmica dos fatos, incluindo a produção e o compartilhamento de registros audiovisuais relacionados às condutas sob investigação.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de tortura, agravada pela condição de as vítimas serem crianças ou adolescentes, associação criminosa e maus-tratos a animais.
Comunicação Social da Polícia Federal em Bagé
Fone: (53) 3240-9000
@pfriograndedosul
Fonte: Polícia Federal
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