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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Servidoras do Ministério Público conquistam 1º lugar em prêmio de inovação

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Servidoras do MPMT conquistam 1º e 3º lugar em prêmio de inovação

Servidoras do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) brilharam no IdeIAthon – Maratona de Inovação com Inteligência Artificial, conquistando o 1º e o 3º lugar na competição que marcou o encerramento do evento “Outubro Movimente”. A cerimônia de premiação ocorreu na manhã desta sexta-feira (24), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá, celebrando a capacidade inovadora no serviço público.

O projeto campeão, intitulado “D.IA – A Inteligência que lê os Diários para Você”, foi desenvolvido pelas servidoras do MPMT Fabiane Campos (Deplan) e Gabriela Marques (Subplan), em colaboração com André Sampaio (Desenvolve MT), Felipe Galdino (TJMT) e Geovane Alves (Seplag). A iniciativa propõe uma solução automatizada para a leitura e análise de diários oficiais, prometendo otimizar significativamente tempo e recursos.

Já a terceira colocação foi para o projeto “Sopro”, idealizado pelas servidoras do MPMT Dálete Campos Mariano (Deplan) e Gabriela Teixeira Figueiredo (Subplan), com a parceria de Gildson Eder Oliveira Campos (Seduc) e Andrew Miguel Siqueira Baía (Seplag). O “Sopro” é uma ferramenta de inteligência artificial que auxilia servidores e cidadãos na transformação de ideias em projetos de forma simplificada, além de avaliar a adequação a editais e bancos de fomento, como o Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre).

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Para a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, o sucesso dos servidores do MPMT reforça o papel de vanguarda da instituição na inovação pública estadual. “Ao integrar equipes multidisciplinares e colaborar com profissionais de diferentes órgãos, os participantes demonstraram que a criatividade e o uso estratégico da tecnologia são ferramentas poderosas para transformar a gestão pública”, destacou Wiegert.

A servidora Gabriela Marques, coautora do projeto vencedor, expressou sua satisfação: “A experiência de participar de uma imersão de inovação com o uso de IA foi muito enriquecedora! Fiquei muito feliz e surpresa por ser premiada com o primeiro lugar, em um espaço de troca e criatividade que nos inspira a pensar em novas formas de servir à sociedade com eficiência e propósito”.

Dálete Campos Mariano, uma das criadoras do “Sopro”, também comentou sobre o desafio e a recompensa: “O IdeIAthon foi uma verdadeira maratona, que demandou muito foco e nos exigiu, além da disposição em aprender novas ferramentas, criar e desenvolver uma solução, a habilidade de comunicação. Compor o ranking revela que estamos no caminho certo e nos motiva a continuar inovando e desenvolvendo nossa criatividade em prol do cidadão”.

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O “Outubro Movimente 2025”, em sua quinta edição, consolidou-se como um importante espaço para a troca de experiências e aprendizado sobre inovação no serviço público mato-grossense. O evento, que reuniu servidores, especialistas e instituições parceiras entre os dias 20 e 24 de outubro, teve como tema “5 Anos de Conexões que Transformam: Inovação, Colaboração e Serviço Público para o Futuro”, reafirmando o compromisso do Estado com a modernização da gestão e a valorização de seus profissionais.

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MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

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A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital.

Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção.

O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis.

No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil.

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O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos.

De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada.

Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades.

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“A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “

Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta.

Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”.

Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

 

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