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Sema e PM apreendem carretas com castanheiras durante fiscalização

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Em operação de fiscalização no município de Cocalinho (a 923 km de Cuiabá), equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e da Policia Militar apreenderam 280,50 m3 de castanheira. A ação foi realizada na manhã desta sexta-feira (19.07). Na abordagem, foram apreendidas também três carretas nove eixos.

A madeira foi doada à Prefeitura Municipal para construção de casas populares e ao Conselho de Segurança Pública do Município para manutenção do Núcleo da Polícia Militar e da Polícia Judiciária Civil.

Dois motoristas foram conduzidos à delegacia pelo transporte de madeira da espécie Castanheira. O corte dessa espécie é proibido pela Lei Complementar Estadual n. 233/2005 e é considerado crime ambiental.

As carretas ficaram à disposição da PJC. A apreensão e remoção de máquinas flagradas em uso para o crime ambiental efetiva a responsabilização, já que a apreensão de bens promove a descapitalização do infrator.

As autuações pelo crime ambiental estão sendo calculadas pela equipe de fiscalização.

Canal de denúncia

Os crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, pelo 0800 065 3838, pelo aplicativo MT Cidadão ou em uma das regionais da Sema.
Foto: Sema-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Operação “Desmonte” desarticula célula de facção criminosa e prende envolvidos em homicídio de adolescente

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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (27.1) a Operação “Desmonte”, cumprindo 15 ordens judiciais em Cocalinho, com o objetivo de desarticular uma célula de facção criminosa envolvida no homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação do cadáver de um adolescente de 14 anos. A ação resultou no cumprimento de oito mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Água Boa.

A operação integra a “Operação Inter Partes”, da Polícia Civil, inserida no programa “Tolerância Zero Contra Facções Criminosas” do Governo de Mato Grosso, que visa intensificar o combate ao crime organizado em todo o estado.

Sequestro e execução do adolescente

O crime que vitimou Lhyverson Nhatan da Silva Rodrigues ocorreu em 28 de outubro. O adolescente havia chegado a Cocalinho no mesmo dia e, após fazer contato por meio de uma rede social, saiu de casa para um encontro e não retornou mais.

Após semanas de investigações minuciosas, o corpo do jovem foi encontrado sepultado em uma cova rasa em uma área de mata isolada na zona rural de Cocalinho. As características das vestes eram compatíveis com as que a vítima usava no dia de seu desaparecimento.

As apurações revelaram que o assassinato foi motivado por disputas entre facções criminosas e que a execução de Lhyverson seguiu o padrão de um “tribunal do crime”, prática comum de organizações criminosas. Os investigados atuaram em grupo, com divisão de tarefas, atraindo a vítima por meio de um perfil falso em rede social, sequestrando-o, conduzindo-o a uma área rural isolada, realizando o “julgamento” seguido de tortura, execução e, por fim, ocultando o corpo e destruindo vestígios.

Alvos e lideranças criminosa

Entre os alvos da operação, destaca-se um indivíduo identificado como o “disciplina” da facção criminosa na região. Essa função de alta hierarquia é responsável por aplicar punições, coordenar execuções e manter a ordem interna da organização no município. Além disso, há denúncias de que o mesmo investigado atuava em crimes de extorsão contra comerciantes locais.

Os outros cinco investigados possuem um extenso histórico criminal e envolvimento direto ou indireto em ocorrências análogas, incluindo homicídios praticados a mando de facções criminosas e ocultação de cadáveres.

Para o delegado Carlos Alberto Silva, responsável pelas investigações, o trabalho policial demonstrou que o crime contra o adolescente não foi um caso isolado, mas sim parte de um padrão de atuação sistemática e reiterada do grupo criminoso no município.

“A ação policial, além de identificar e prender os responsáveis pelo homicídio do adolescente, desarticula uma célula local da facção criminosa, que vem praticando sistematicamente execuções, torturas e ocultação de cadáveres no município”, afirmou o delegado.

O nome “Desmonte” foi escolhido em alusão ao desmantelamento da estrutura da célula da facção criminosa em Cocalinho, marcando um passo significativo no combate a essas organizações na região e buscando interromper o ciclo de violência que tem afetado a comunidade.

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