Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

canarana

Seduc e prefeitura de Canarana discutem demanda da EE 31 de Março

Comunidade escolar deve ser atendida com salas modulares, até que a obra na unidade seja concluída. Proposta será apresentada nesta quarta-feira

Publicados

em


Da Assessoria

Seduc e prefeitura de Canarana discutem demanda da EE 31 de Março

Seduc e prefeitura de Canarana discutem demanda da EE 31 de Março

A convite da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), o prefeito de Canarana (a 823 km de Cuiabá), Fábio Faria, participou na tarde desta terça-feira (28.11) na sede do órgão, em Cuiabá, de reunião com a equipe técnica para discutir a situação da Escola Estadual 31 de Março. 

 

Recebido pelo secretário executivo da pasta, Nelson Correa Viana, o prefeito conheceu o modelo de salas modulares isotérmicas, que serão utilizadas na construção de um novo prédio para abrigar a comunidade escolar da unidade, até que a obra na escola seja concluída.

 

Durante a reunião, o prefeito apresentou terrenos que poderiam receber a estrutura, entre eles, o espaço de cerca de 5 mil m2 ao lado do Ginásio Pedro Cancian, no centro da cidade.

 

“Este local, que será cedido pela prefeitura, se apresenta o mais adequado para atender os estudantes, já que possui infraestrutura de água, energia e o próprio ginásio para as atividades físicas. Além disso, é viável no que diz respeito à distância da região onde eles residem, sendo necessário um tempo menor de deslocamento”.   

Leia mais:  MP pede condenação de ex-prefeito e associação por supostas irregularidades em eventos

 

O secretário executivo Nelson Viana destacou que a equipe de engenheiros da Seduc realiza simulações e levantamentos de custos para a obra e que a expectativa é que as salas estejam completamente instaladas para o início do ano letivo de 2018.

 

“Ao todo serão 16 salas de aula, salas para diretoria e professores, secretaria, biblioteca/informática, além de toda a estrutura necessária para o bom funcionamento da unidade, como banheiros, cozinha e refeitório”.

 

A proposta será apresentada pela administração municipal à comunidade escolar em reunião na noite desta quarta-feira. A ideia é mostrar a viabilidade do projeto e obter a aprovação de todos.

 

Primeira escola

 

Em funcionamento há cerca de 40 anos, o prédio onde funcionava a unidade originalmente apresentou problema de estrutura.

 

Por decisão da comunidade escolar, em assembleia realizada no dia 26 de janeiro de 2017, que contou com a participação do Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar (CDCE), profissionais, pais e assessoria pedagógica, a escola foi transferida para o Parque de Exposições da cidade, onde está instalada até o momento.

Leia mais:  MP pede condenação de ex-prefeito e associação por supostas irregularidades em eventos

 

Porém, a estrutura física do local apresentou problemas e não está atendendo satisfatoriamente às necessidades dos estudantes. Fato que exige nova transferência de local.

 

Centro Integrado

 

A Seduc reforçou ainda que a comunidade escolar da EE 31 de Março será contemplada com Centro Integrado Escola-Comunidade (Ciec), considerado um projeto que promove a mudança na base social por meio da educação e da segurança comunitária.

 

“O projeto está em andamento e a licitação será publicada em um prazo máximo de 60 dias. Será uma nova estrutura para assegurar educação de qualidade a cada dos alunos”, frisou o secretário executivo.

 

 

 

Propaganda

canarana

MP pede condenação de ex-prefeito e associação por supostas irregularidades em eventos

Publicados

em

O Ministério Público de Mato Grosso pediu a condenação do ex-prefeito de Canarana, Fábio Marcos Pereira de Faria, do ex-presidente da Associação dos Amigos de Canarana (ADAC), Hudson Alfredo Weirich, e da própria entidade por supostos atos de improbidade administrativa relacionados à realização da Feira Industrial, Comercial e Agropecuária de Canarana (Feican) e da Festa do Peão.

As alegações finais foram apresentadas pela Promotoria de Justiça de Canarana em uma ação civil pública que apura a execução dos Termos de Colaboração nº 001/2017, 001/2018 e 004/2019, firmados entre o município e a associação. Conforme o documento, os repasses públicos chegaram a aproximadamente R$ 400 mil por exercício, ultrapassando R$ 1,2 milhão no período analisado.

O Ministério Público sustenta que foram identificadas falhas na formalização das parcerias e na prestação de contas dos recursos. Entre os problemas apontados estão a ausência de planos de trabalho nos três termos de colaboração, a apresentação genérica das contas referentes a 2017 e 2018 e irregularidades específicas na documentação do exercício de 2019.

A Promotoria também afirma que a Controladoria Interna do Município não teria recebido documentos essenciais relacionados ao termo de 2019, como o plano de trabalho, a prestação de contas e a análise do controle interno.

Saque em dinheiro e contratação de empresas

Entre as irregularidades descritas nas alegações finais está o saque de R$ 50 mil em espécie, supostamente realizado por Hudson Weirich para “futuros pagamentos”, sem empenho prévio e sem documentação considerada suficiente pelo Ministério Público para comprovar a destinação integral do dinheiro.

O documento também questiona a contratação da empresa CS Faria, cujo nome fantasia seria Araguaia Poços, para a perfuração de dois poços artesianos no Parque de Exposições, pelo valor de R$ 28.450. Segundo o MP, a empresa tinha entre os sócios Caroline Spricigo Faria, então esposa do ex-prefeito, e o próprio Fábio Marcos Pereira de Faria.

Leia mais:  MP pede condenação de ex-prefeito e associação por supostas irregularidades em eventos

Outra contratação apontada envolve a Gráfica Aurora, registrada, conforme as alegações, em nome de Vilson Biguelini, que ocupava o cargo de vice-prefeito de Canarana na época. A empresa teria prestado serviços gráficos para a Feican, como produção de adesivos, banners, lonas e materiais de identidade visual.

Para o Ministério Público, as contratações indicariam possível conflito de interesses e violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa. A Promotoria também afirma que não foram apresentados procedimentos formais de cotação de preços ou justificativas para demonstrar a eventual inexistência de outros fornecedores.

Diferenças em pagamentos e receitas

As alegações finais ainda apontam uma diferença de R$ 38.890,32 entre um empenho e a transferência efetivamente realizada. De acordo com o MP, foram emitidos empenho e nota fiscal no valor de R$ 22.754,15, mas a transferência teria alcançado R$ 61.644,47.

Segundo a Promotoria, não foram localizados documentos suficientes, como nota fiscal ou empenho correspondente, para justificar a diferença.

Também foram mencionadas despesas com bebidas alcoólicas adquiridas em um estabelecimento pertencente, conforme o documento, a José Roberto Nicolai Weirich, irmão de Hudson Weirich. O Ministério Público sustenta que não ficou comprovado que os gastos tenham sido custeados exclusivamente com recursos próprios da associação.

Outro ponto citado é uma divergência na receita obtida com a venda de passaportes para os eventos. Um recibo indicaria arrecadação de R$ 5.880, enquanto o valor depositado na conta da ADAC teria sido de R$ 3.300, resultando em uma diferença de R$ 2.580 sem esclarecimento ou documentação comprobatória, segundo a Promotoria.

Leia mais:  MP pede condenação de ex-prefeito e associação por supostas irregularidades em eventos

Dano ao erário

Com base nas informações reunidas no processo, o Ministério Público afirma que houve dano efetivo ao patrimônio público no valor de R$ 972.519,46. Desse total, R$ 102.863,20 seriam relativos ao exercício de 2017, R$ 522.467 ao ano de 2018 e R$ 347.189,26 a 2019.

A Promotoria enquadrou as condutas atribuídas aos réus em dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa relacionados à lesão ao erário e à violação dos princípios da administração pública.

O MP também argumenta que a repetição das irregularidades por três anos consecutivos, a ausência de documentação, o saque em espécie e as contratações de empresas ligadas a agentes públicos ou familiares indicariam a existência de dolo, e não apenas falhas administrativas.

Pedidos do Ministério Público

Nas alegações finais, o Ministério Público pediu que a ação seja julgada procedente e que os requeridos sejam condenados ao ressarcimento de R$ 972.519,46 ao Município de Canarana, com aplicação de juros e correção monetária.

A Promotoria também requereu, de forma subsidiária, a condenação dos réus por atos de improbidade administrativa previstos nos artigos 10 e 11 da Lei nº 8.429/1992, além da aplicação das sanções previstas na legislação.

O documento apresentado pelo Ministério Público corresponde à manifestação final da acusação no processo. A decisão sobre a existência ou não de responsabilidade dos envolvidos caberá ao Poder Judiciário.



Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana