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Renomado médico, poeta e escritor Ivens Cuiabano Scaff falece aos 72 anos

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Morre aos 72 anos o renomado médico, poeta e escritor Ivens Cuiabano Scaff, nesta quarta-feira (21.02), em um hospital de Brasília (DF). Scaff faleceu em consequência de complicações após uma cirurgia, em decorrência de um câncer de fígado contra o qual vinha lutando.

O cuiabano Ivens Scaff, formado em Medicina pela Universidade do Rio de Janeiro e com pós-graduação pela Universidade Federal de Mato Grosso, destacou-se por sua atuação como médico do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo um grande defensor da saúde pública. Ele era reconhecido por seu engajamento no tratamento de infectados pelo HIV e era uma referência na área.

Além de sua trajetória na medicina, Ivens Scaff deixou um legado marcante na literatura e poesia cuiabana, sendo membro imortal da Academia Mato-grossense de Letras, ocupando a cadeira 7 desde 2014. Entre suas obras mais conhecidas estão “Kyvaverá”, “O amor são asas de Ícaro”, “Uma maneira simples de voar” e “Mil Maneiras”.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e enterro. A morte de Ivens Cuiabano Scaff representa uma grande perda para a comunidade local e para aqueles que admiravam seu trabalho e sua dedicação à saúde e à literatura.

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Morre Gregório Viruez, lenda da Marinha que formou gerações de marinheiros

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Suboficial da Marinha, Gregório Viruez

Por João Arruda | Cáceres

A Marinha do Brasil, em especial o 6º Distrito Naval, com sede em Ladário (MS), que possui jurisdição em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, está novamente enlutada. Morreu em Corumbá, por causas naturais, o suboficial Gregório Viruez, 74 anos.

O fuzileiro naval Viruez foi, durante quase uma década, o principal instrutor de ordem unida e de defesa pessoal dos marinheiros recrutas da secular Escola de Formação de Reservistas Navais (EFRN). Firme na disciplina, contribuiu na formação de oficiais e praças que fizeram carreira na Marinha, país afora, e de inúmeros reservistas.

A EFRN formava duas turmas anuais, tendo o militar Viruez como uma referência de extrema dedicação. Fora da rotina diária, Viruez, durante o período noturno, ministrava voluntariamente aulas de defesa pessoal aos marinheiros. Detalhe: Viruez era faixa preta de judô e caratê.

Ao fechar seu ciclo na Marinha, seguiu desenvolvendo projetos sociais com centenas de jovens, meninos e meninas, de Corumbá e de Ladário, doando gratuitamente seus conhecimentos e suas aptidões nas artes marciais para os jovens brasileiros.

As redes sociais dos grupos que reúnem militares de carreira em todo o país foram inundadas de mensagens lamentando a perda de Viruez, considerado em toda a Armada Brasileira como uma verdadeira lenda.

O reservista José Valério Sobrinho, morador do bairro Dr. Fábio, em Cuiabá, e funcionário dos Correios, chamado popularmente de Soró — apelido herdado exatamente do militar Viruez —, postou mensagem de pêsames à família. Soró tinha outro apelido na vida civil, Cachorro Magro, devido à sua aparência com o ator de novelas José Rodrix. Viruez resolveu lhe repaginar.

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A Turma Aroeira, Bravo 2/1983, instruída por Gregório Viruez, deu à Marinha o renomado capitão de corveta, que hoje reside em Niterói (RJ), Ramão Salvador Rodrigues, o Cara de Caveira Zero 1.

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O diamantinense Mirley Sebastião Barros, também da classe 1983, atingiu o oficialato, chegando ao posto de capitão de corveta, comandou a Agência Fluvial de Cáceres e hoje reside em Portugal.

O servidor dos Correios em Campo Grande, Paulo Bezerra, a exemplo dos outros ex-alunos de Gregório Viruez, lamentou o falecimento do notável fuzileiro naval Viruez.

Viruez, que ora desencarna, recebeu inúmeras homenagens de seus alunos marinheiros e de alunos fuzileiros navais. Aqui nesta foto, em 27 de dezembro de 2017, em Corumbá, os egressos da Turma Aroeira lhe prestaram uma homenagem, com direito a trovas e rimas do Marinheiro 26, João Arruda. Bastante emocionado à época, destacou a turma como uma das melhores que a MB formou.

Viruez será sepultado com honras militares no seu berço natal, a Cidade Branca, Corumbá.

Detalhe: os apelidos eram recebidos com bom humor, e muitos — como Afeminado, Apaisanado, Batatinha, Bebe Johnson, Bionicão, Bola Sete, Boca de Ferro, Boca de Véia, Brucutu, Bunda de Urso, Cabeça de Mapa (muitas cicatrizes na cabeça), Cachorrão, Caga Sangue, Canguru, Cara de Borracha, Cara de Cavalo, Cara de Lua, Cara de Pedra, Cara de Pneu Amassado, Cara de Ralo, Cara de Vaca, Carioca, Caroço, Caveira, Cesário Três Peitos, Coco Roxo, Corujinha, Dezenove Acerta o Passe, Dentinho de Ouro, Delicado, ET, Faca Cega, Florzinha, Frankenstein, Gambá, Gibobão, Hiena, Irmão Gay, Irmão Jegue, Juruna, Lambe Lambe, Lampião, Légue-lé, Mamãe Ganso, Mão de Alface, Morrinha, Morto, Oçê Barão, Orelhinha, Papagaio, Passarinho, Pateta, Pato Louco, Pato Rouco, Pepe Legal, Pescoço Aduchado, Pica-Pau, Pinto Bobo, Porca Branca, Rambo, Smorff, Soró, Sovaco de Cobra, Tia Anastácia, Trator, Vassoura de Bruxa, Yuke, Zorro – dentre outros — até hoje carregam com humor e, agora, com a eterna saudade da figura lendária de Gregório Viruez. Espera-se que ele não queira, no firmamento, cunhar os santos e nem tampouco dar ordem unida. O autor é ex-aluno desse exemplo de brasileiro, de patriota e de civismo.

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