Saúde
Referências regionais do programa Mais Médicos se reúnem em Brasília
O Ministério da Saúde promoveu, esta semana, o VI Encontro das Referências Regionais do Programa Mais Médicos, em Brasília. O evento reuniu 80 profissionais, entre referências regionais e centrais, que atuam diretamente na articulação e execução do programa nos estados e municípios e contou com a participação do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço. “As referências do Mais Médicos são fundamentais para garantir o acompanhamento e suporte contínuo aos médicos no território, articulando soluções com gestores locais e demais atores do SUS”, destacou o secretário.
O objetivo do encontro foi fortalecer o processo de trabalho, promovendo um espaço de troca de experiências, alinhamento estratégico e construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados na implementação da iniciativa.
Os participantes tiveram a oportunidade de debater e contribuir para a articulação institucional no suporte aos médicos e à gestão municipal de saúde, discutindo aprimoramentos nos processos administrativos e regulatórios relacionados ao provimento e permanência dos profissionais, além de construir planos de ação estaduais que tragam melhoria dos fluxos e estratégias do Programa Mais Médicos para o Brasil.
Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv)
O encontro das Referências acontece no contexto do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), que recebe 402 médicos graduados no exterior em sua primeira atividade formativa, no qual os intercambistas passam por uma avaliação antes de ingressarem no Mais Médicos. Em parceria com o Ministério da Educação (MEC), são ofertadas aulas sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus protocolos clínicos, além de abordar temas prioritários para atendimento de populações vulneráveis na atenção primária, como equidade étnico-racial e saúde mental.
Depois de aprovados, os médicos serão encaminhados ainda este mês para 22 estados brasileiros, sendo inicialmente alocados em cerca de 180 municípios e 15 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
Anna Iung
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Saúde
Novas máquinas de hemodiálise contínua entram em operação no Hospital Central de Mato Grosso
O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado com equipamentos de hemodiálise contínua em operação. O uso dessas máquinas visa garantir mais estabilidade aos pacientes com quadros graves que passaram por procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e neurocirurgias.
Ao todo, a unidade conta com cinco equipamentos – dois na UTI Pediátrica e três na UTI Adulta -, responsáveis por assumir temporariamente o trabalho dos rins quando eles deixam de funcionar adequadamente, ajudando a manter o organismo em equilíbrio. Porém, o que uma máquina convencional faz num período curto, de cerca de 4h, os novos equipamentos do Hospital Central realizam por prazos de até 72 horas, de forma contínua. Esse período mais longo dá mais estabilidade ao organismo do paciente, o que contribui para uma recuperação mais assertiva.
“Quando você retira muito rápido sangue e toxinas do organismo, o estado de saúde do paciente grave pode piorar e, muitas vezes, é preciso interromper o tratamento. Com essa máquina, é possível fazer essa retirada de forma mais lenta e segura. Isso dá tempo para que os antibióticos façam efeito e para que a equipe consiga estabilizar o organismo do paciente, aumentando as chances de ele atravessar esse período crítico com mais segurança”, esclarece o coordenador médico da UTI Adulta, Eduardo Gomes.
O procedimento de hemodiálise pode, por exemplo, causar pressão baixa nos pacientes, dentre outras variáveis que descompensam o organismo. No caso de pacientes em quadro crítico, perfil atendido pelo Hospital Central, alterações dessa natureza, quando acontecem de forma mais abrupta, podem tornar o caso ainda mais grave, ampliando o risco. Já com as máquinas de diálise contínua, a chance de instabilidade diminui.
“O paciente no pós-operatório de uma cirurgia cardíaca, por exemplo, já passou por um procedimento complexo e de alto risco. Quando os rins não conseguem funcionar adequadamente, fazer a diálise de forma convencional pode ser mais difícil, porque ele ainda está em um momento de grande fragilidade. Com esse equipamento, a retirada de líquidos acontece de maneira lenta e contínua, o que traz mais segurança durante o tratamento”, acrescenta Eduardo Gomes.
O equipamento também pode auxiliar na retirada do excesso de gás carbônico do organismo. O recurso é importante para pacientes com problemas pulmonares graves, nos quais os pulmões não conseguem eliminar adequadamente esse gás, que se acumula no sangue e agrava o quadro clínico. Com a nova tecnologia, essa remoção pode ser feita de forma contínua e controlada, ampliando o suporte oferecido aos pacientes em estado crítico.
Para a entrada em funcionamento dos equipamentos, profissionais do Hospital Central passaram por uma qualificação técnica, com a fabricante, e com a equipe do Einstein Hospital Israelita, organização filantrópica responsável pela gestão da unidade pública
“Preparamos os profissionais para utilizar os novos equipamentos e, também, para aplicar protocolos e práticas assistenciais já adotados pelo Einstein. O objetivo foi padronizar o cuidado e garantir aos usuários do SUS de Mato Grosso o mesmo padrão de excelência assistencial que orienta a atuação da organização”, frisa a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.
O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade pública de saúde que atende pacientes do SUS de Mato Grosso, encaminhados pela Central Estadual de Regulação.
Confira neste link um vídeo sobre o funcionamento do equipamento.
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