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Queimada e tempo seco não são os agentes principais das doenças respiratórias

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Rosario Casalenuovo Junior

Dr. Rosário Casalenuovo Júnior

As clínicas de otorrinolaringologista e pneumologia ficam cheias nesta época do ano. Crianças e idosos sofrem para dormir, principalmente devido à baixa resistência do organismo, fato que provoca com facilidade doenças pulmonares e nasais.

 

Mas nem sempre o clima seco é a vilão da história. Deve se levar em consideração que a maior parte desses pacientes possuem alteração funcionais do sistema respiratório. Importante diferenciar também, nariz e pulmão do Sistema Respiratório, que é o todo da respiração. Aí se inclui a boca como o principal órgão que passa a ser o agente causador principal das doenças respiratórias.

 

A boca é ativa, já o nariz e o pulmão são passivos. Se a boca abre, ela respira e o nariz fica sem respirar e assim começa desenvolver as doenças. Imagine que o nariz seja um porão úmido de uma casa. Se as janelas são fechadas, o ar do porão fica mofado. O nariz precisa do fluxo do ar constantemente para que fique saudável, mas se a boca possui alguma deficiência para funcionar, o nariz e pulmão sofrerão às consequências. Este é um ponto de vista sistêmico, funcional que é diferente da medicina patológica que estuda e trata as doenças dos órgãos e não do todo.

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O que é o todo?

 

O todo é um Sistema, tudo integrado. São estudos diferentes dos patológicos, segmentados. O organismo não entende o que é tratamento segmentado, para ele tudo se resume na palavra EQUILÍBRIO, é o que ele pede para se resolver definitivamente suas doenças recorrentes. Se aparece as doenças o Sistema está em desequilíbrio e somente quando o Sistema passa a estar equilibrado é que as doenças desaparecem, não se formar mais.

 

Cito como exemplo a sociedade brasileira que está em desequilíbrio, devido a quantidade de crimes, assaltos, roubos. Porém não adianta prender bandidos, se não der educação e a condição econômica não melhorar, novos bandidos irão se formar e terão que ser presos, ou seja, o Sistema chamado Brasil está em desequilíbrio e para resolver definitivamente deve-se buscar o equilíbrio socioeconômico.

 

A boca é a grande vilã da respiração, 75% das apneias são causadas por ela, as doenças do nariz e pulmão grande parte dela é o gatilho. Se a boca abre durante a noite, ela respira e o nariz que seria o filtro para o pulmão fica inerte entrando via oral um ar sem filtragem com bactérias, vírus, ácaro, poeira e assim o nariz sem a passagem do ar tende a ter rinite, sinusite, otite, amigdalite, hipertrofia de adenoides.

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Assim fica muito pior com esta situação do ar nesta época, diante dos problemas funcionais da boca que deveria ser tratado como principal, nestes pacientes com doenças de repetição, pois estão presentes no funcionamento desde sempre. Crianças, adultos e idosos deveriam fazer uma avaliação funcional da boca e do Sistema Respiratório mesmo quando não estiverem com doenças para que seja tratado o modo de funcionar e assim corrigir definitivamente e dar equilíbrio para o Sistema Respiratório.

 

Dr. Rosário Casalenuovo Júnior, é Diretor Clínico do Instituto Machado de Odontologia; Co-autor do livro Cirurgia Ortognática e Ortodôntica; Presidente da ABOR-MT (Associação Brasileira de Ortodontia – SEC.MT); Membro da Academia Libero-Latino-Americana de Disfunção Crâneo-mandibular e Dolor Facial; Membro da Academia Libero Latino Americana de Estética Médica e Interdisciplinar. Especialista em: Ortondontia (Bioprogressiva e Arco reto); Ortopedia Funcional dos Maxilares Dor Orofacial e Disfunção de ATM; Formação no Conceito Castillo Morales de Reabilitação; Autor do Conceito Arquitetura da Face; Autor do Conceito Ortodontia Funcional e Estética.

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O dever da Religião

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Por Paiva Netto

Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.

Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,

mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.

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Parceria Céu e Terra

Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.

Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com

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