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Qual é a sua rota de fuga?

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Francisney Liberato

Um dos maiores desastres que o ser humano vivenciou na atualidade foi o tsunâmi, que nada mais é do que um terremoto no mar, formando ondas gigantes que são capazes de devastar o que está ao redor.

 

O evento ocorreu em vários países asiáticos, atingindo sobremaneira a Indonésia. As ondas gigantes ceifaram a vida de muitas pessoas. A Tailândia, também sofreu os efeitos desse fenômeno, atingindo em cheio as ilhas de Koh Phi Phi.

 

O site “Essemundoenosso” descreve com propriedade o acontecimento: “Era manhã de 26 de dezembro, faltavam poucos dias para a chegada de 2005, quando as pessoas perceberam que o mar de Phi Phi havia recuado muito. Ninguém imaginava que aquilo seria sinal de um desastre que estava prestes a acontecer. Muitos turistas avançavam pela areia na área que antes havia água e alguns moradores tentavam puxar seus barcos. De repente, uma onda gigante surgiu e fez desaparecer milhares de pessoas”.

 

Em outubro de 2019, conheci a famosa ilha, um lugar belíssimo, paradisíaco e dono de uma beleza fora do comum, rodeado por praias encantadoras, com um clima agradável e bem distante da agito suburbano.

Uma curiosidade sobre a famosa ilha de Koh Phi Phi e que exalta ainda mais sua importância e exuberância no cenário mundial, é pelo fato de ter sido a escolha para a gravação do filme “A praia”, protagonizado pelo ator Leonardo DiCaprio

Em uma das noites em que estive nesse paraíso, presenciei, na madrugada uma chuva forte, com muitos trovões e raios. Acordei assustado pelo impacto da chuva e barulho que eram aterrorizantes. Ao mesmo tempo, os meus pensamentos ficaram vagando e lembrando do episódio do tsunâmi, e dando ênfase de que ali era uma ilha isolada, no Oceano Índico. Na minha mente surgiam perguntas como: “Se acontecer um desastre aqui, qual será a minha rota de fuga? Para onde vou? Como fugirei?”.

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Ao mesmo tempo, fazia um paralelo com a vida cotidiana e nos tsunâmis que temos enfrentado em nossa vida. Quantos desafios temos que passar diariamente para ter uma vida melhor. Quem sabe hoje o seu tsunâmi seja a falta de emprego, ou quem sabe ausência de dinheiro para comprar leite para suas crianças, ou talvez, o seu relacionamento com o seu cônjuge está sendo levado pelas ondas, quais são os seus tsunâmis?

 

Problemas e dificuldades são inevitáveis em nossas vidas. As ondas chegam a todo instante para você e para mim. Disso nós não temos nenhum controle, o máximo que podemos fazer é indicar sinas de alertas e se preparar para o que pode acontecer de pior.

 

Nas ilhas Phi Phi, existem várias placas indicativas informando para que, caso ocorra um novo tsunâmi, as rotas de fuga, sirvam com a finalidade de evitar que o desastre cause danos maiores.

 

Uma vida tranquila e pacífica não está imune a um futuro desastre.

 

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A minha pergunta para você é: quando tudo vai mal na sua vida, qual é o seu plano de fuga? Como traçar objetivos para sair do tsunâmi? Para onde você vai quando está sozinho e sem esperança?

 

A minha rota de fuga já está pronta, e todas às vezes que me sinto só, triste, com problemas e dificuldades, peço socorro ao meu Deus. Ele tem me livrado de muitos transtornos e tem me socorrido quando estou afundando nas grandes ondas da vida. Deus sempre está disposto a lançar o seu bote salva-vidas para me ajudar. No livro de Salmos 91:2 é reafirmado esta rota de fuga: “Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei”.

 

Como a vida do ser humano é desafiadora a todo instante. Não sabemos quando poderá ocorrer novos tsunâmis. Se a sua opção é viver, organize uma rota de fuga, para quando sobrevier momentos como esse, você possa se livrar das grandes ondas da vida. A minha rota de fuga está pronta, e a sua, quando irá fazer?

 

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador. Autor do Livro “Mude sua vida em 50 dias”.

 

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O dever da Religião

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Por Paiva Netto

Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.

Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,

mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.

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Parceria Céu e Terra

Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.

Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com

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