AGRO & NEGÓCIO
Projeto de desenvolvimento territorial do Alto Camaquã terá recursos de emenda parlamentar
Há mais de uma década a Embrapa Pecuária Saul desenvolve trabalho para o fortalecimento da agropecuária da região do Alto Camaquã, especialmente na organização da cadeia de produção da ovinocultura e na organização em rede dos produtores. Para 2023, novas ações serão desenvolvidas com recursos provenientes de uma emenda parlamentar proposta pelo deputado federal Bohn Gass, no valor de R$ 100 mil.
Os recursos serão empregados com o objetivo promover estratégias de desenvolvimento com perspectiva territorial de uma das regiões que, apesar de ser uma das mais deprimidas economicamente do Rio Grande do Sul, é também uma das mais conservadas em termos de paisagem e biodiversidade. Nesse sentido, a Embrapa vem realizando parcerias com organizações do território, como a Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Alto Camaquã e a CooperAlto Camaquã, visando a construção de um modelo alternativo de desenvolvimento suportado pela valorização dos recursos e diferenciação dos produtos. Para isso foi criada uma marca coletiva que tem cinco linhas de produtos: carnes, artesanato, turismo, produtos da agroindústria familiar e produtos primários (mel, lã, etc).
O projeto contemplado pela emenda parlamentar vai visa prioritariamente a fortalecer a linha Carnes e envolve algumas ações: fortalecimento da organização social em rede; construção de conhecimento apropriado ao uso conservacionista dos recursos; qualificação da estrutura das unidades de produção; qualificação do processamento industrial da carne visando agregação de valor e; consolidação das estratégias mercadológicas. Os recursos desta emenda serão direcionados para as duas primeiras ações linhas do projeto que visam fortalecer o associativismo e garantir a construção e disseminação de conhecimentos que possam ao mesmo tempo garantir o incremento da eficiência produtiva e a conservação dos recursos naturais, que estão na base da “proposta de valor” da marca coletiva Alto Camaquã.
A estratégia está baseada na organização de Unidades de Aprendizagem Coletiva (UAC) junto as Associações Comunitárias do território, que são espaços para a capacitação continuada dos pecuaristas familiares e técnicos. A capacitação se dará a partir da experimentação participativa e do intercâmbio de experiências entre técnicos e produtores.
Fonte: Embrapa
AGRO & NEGÓCIO
Exportação de frango bate recorde e receita mensal ultrapassa R$ 5 bilhões
As exportações brasileiras de carne de frango ultrapassaram a marca de R$ 5 bilhões em receita mensal em maio. Com o desempenho aquecido, os embarques de carne de frango, tanto na versão fresca quanto na processada, renderam R$ 5,045 bilhões, montante 36% superior aos R$ 3,706 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Esse resultado foi sustentado por um volume recorde de 509,9 mil toneladas enviadas ao exterior, superando em quase 30% as 393,4 mil toneladas embarcadas um ano antes, quando o setor lidava com os efeitos dos casos isolados de gripe aviária em granjas do Rio Grande do Sul. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a receita total chegou a R$ 23,57 bilhões, ante R$ 21,17 bilhões nos mesmos meses de 2025, enquanto o volume total subiu para 2,45 milhões de toneladas.
O Paraná mantém o posto de maior exportador do país, respondendo por 213,9 mil toneladas enviadas apenas em maio. A China segue como a principal compradora, com alta de 34,7% nas aquisições. Especialistas do mercado avaliam que a diversificação dos destinos, alcançando desde mercados exigentes na Ásia e Europa até novas fronteiras em países emergentes, é o que garante esse fôlego ao setor, permitindo que a oferta interna se mantenha equilibrada.
No mercado doméstico, a carne de frango se consolida como a proteína mais competitiva na cesta do consumidor, especialmente em um cenário onde a carne bovina permanece em patamares elevados e o poder de compra das famílias segue contido. A estabilidade de preços observada na última semana indica um mercado ajustado. Contudo, o setor faz um alerta importante aos produtores: a disciplina na produção é essencial. Especialistas destacam que, embora a demanda externa esteja firme, o aumento excessivo de alojamentos de pintinhos pode gerar um descompasso entre oferta e demanda, pressionando os preços para baixo nos próximos meses.
A estabilidade também é verificada nos preços dos principais cortes. No atacado de São Paulo, o peito congelado é negociado a R$ 8,80, enquanto na distribuição o valor sobe para R$ 9,00. A coxa congelada custa R$ 7,00 no atacado e R$ 7,20 na distribuição, enquanto a asa é comercializada a R$ 11,00 no atacado e R$ 11,30 no segmento de distribuição. Os cortes resfriados seguem a mesma linha, com o peito cotado a R$ 8,90 no atacado e R$ 9,10 para o distribuidor, a coxa a R$ 7,10 no atacado e R$ 7,30 na distribuição, e a asa a R$ 11,10 no atacado e R$ 11,40 na distribuição.
No mercado de aves vivas, o cenário regional mostra contrastes. Enquanto no Sul e Sudeste as cotações seguem estáveis — com o frango vivo sendo cotado a R$ 5,20 em São Paulo, R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, R$ 4,60 no Oeste do Paraná, R$ 5,30 no Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, e R$ 5,40 em Minas Gerais e Goiás —, o Nordeste enfrenta uma realidade diferente. A menor oferta na região impulsionou os preços, com altas expressivas que levaram o quilo a R$ 6,80 no Ceará, R$ 7,00 em Pernambuco e R$ 7,20 no Pará.
Fonte: Pensar Agro
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