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Mato Grosso

Por unanimidade, Câmara de Vereadores de Poconé fecha com Geller

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Fato histórico, os 11 vereadores do município fecharam apoio ao pré-candidato ao Senado

O pré-candidato ao Senado Federal, Neri Geller (PP), já conta com grande reforço na Baixada Cuiabana para sua corrida eleitoral deste ano. As lideranças políticas de Poconé (104 km de Cuiabá) reconheceram a parceria de Geller com o município e a importância das emendas parlamentares destinadas à cidade, durante o mandato do parlamentar e, por isso, anseiam pela continuidade da parceria.

“É um grande amigo do município de Poconé. Se hoje a gestão está caminhando, ele é um dos grandes responsáveis por isso”, destacou o prefeito Tatá Amaral, em encontro realizado nesta segunda-feira (25).

O gestor lembrou que Neri destinou quase R$ 20 milhões para o município enquanto atuou como deputado federal. Destes, R$ 4 milhões foram investidos em obras de infraestrutura, como a pavimentação asfáltica da cidade. O Distrito de Cangas recebeu R$ 1 milhão para a obra de recuperação das vias públicas. Outros R$ 100 mil foram para as ações da assistência social de Poconé e o restante, para a Saúde Pública, detalhou o prefeito.

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“São quase R$ 20 milhões de investimentos em nosso município. Então, deixo o meu ‘muito obrigado’”, agradeceu o prefeito a Neri. O apoio de Tatá ao pré-candidato já tinha sido anunciado pelo gestor, em maio, durante um evento em Cuiabá.

UNANIMIDADE

Assim como o representante do Poder Executivo, os vereadores de Poconé, de forma unânime, também estarão ao lado de Neri. Nem mesmo a diferença partidária influenciará na escolha, conforme avaliou o presidente da Câmara Municipal, Márcio Fernandes Nunes Pereira, o Marcinho.

“Pode contar com o apoio do vereador Marcinho, conte com a Câmara Municipal. Estou no MDB hoje, mas o meu Senador é Neri Geller, pelo que já fez por Poconé e ainda fará muito mais”, afirmou.

Liderança feminina e forte na cidade, a Fafá (do Sindicato) reforçou as declarações de apoio ao pré-candidato e disse que Neri conquista a todos por onde passa, não apenas por conta do trabalho, mas também pela simpatia e simplicidade. “Isso nos deixa muito orgulhosos e com vontade de trabalhar, ainda mais, sem medir esforços. Estamos juntos nesse projeto”, declarou.

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O TRABALHO CONTINUA

A visita a Poconé foi gratificante, segundo Neri, pela oportunidade de ver a execução do trabalho resultante da parceria firmada com o poder público municipal.

O pré-candidato avaliou que é importante a forma como o prefeito e os vereadores têm feito os recursos chegarem aos pontos de necessidade.

“Isso é fruto de parceria e muito trabalho, dedicação e, principalmente, honestidade. Parabéns aos amigos que fiz aqui na certeza de que o trabalho vai continuar”, garantiu Neri.

Estão fechados com Geller os 11 vereadores de Poconé: Ageane Barros – UB, Fafá do Sindicato – PSB, Marcinho – MDB, Sérgio Maracanã – PSB, Itamar Lourenço – PSB, Benedito Aurelio – PP, Serjão – MDB, Dudu Carrapatinho – PSDB, Fábio de Oliveira – UB, Jocilma Amaral – UB e Jossielma – PTB.

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Mato Grosso

Proposta conduzida por Gilberto Figueiredo é aceita e destrava acordo de R$ 30 milhões para Santa Casa

Oferta do Governo de MT, formalizada em março, avança no TRT e pode destravar pagamento de dívidas trabalhistas acumuladas há anos

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Santa Casa de Cuiabá, (no detalhe) ex-secretário Estadual de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo

A proposta de R$ 30 milhões apresentada pelo Governo de Mato Grosso, conduzida pelo então secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, foi aceita pelos credores da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e pode representar um avanço decisivo na quitação de dívidas trabalhistas que se arrastam há anos.

A informação consta no processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, nesta terça-feira (14.04), onde a Comissão de Credores manifestou concordância com a proposta do Estado, destacando que o pagamento à vista foi determinante para a decisão.

A proposta foi formalizada por meio de ofício encaminhado ao TRT no dia 17 de março de 2026, após reunião entre representantes do governo e credores. No documento assinado por Figueiredo, o Estado elevou a oferta inicial de R$ 25 milhões para R$ 30 milhões, acatando contraproposta apresentada pelos trabalhadores, consolidando um entendimento construído ao longo das negociações.

Ao comentar o desfecho, Gilberto Figueiredo detalhou a evolução da proposta e o processo de negociação. “Nós fizemos uma proposta inicialmente de R$ 20 milhões, depois avançamos para R$ 25 milhões. A comissão de credores pediu uma reavaliação, e foi quando levamos para R$ 30 milhões. Eu mesmo assinei o ofício encaminhando essa proposta ao TRT”, afirmou.

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Segundo ele, o diferencial da proposta do Estado foi justamente o pagamento imediato. “Havia outras propostas com valores maiores, mas parceladas por muitos anos. Quando os credores trouxeram isso para valor presente, entenderam que a nossa proposta, à vista, era mais vantajosa”, explicou.

“Os trabalhadores já esperam desde 2019. Não faria sentido estender isso por mais oito anos. Por isso, a proposta à vista foi a melhor solução”, reforçou.

HISTÓRICO

O processo trata da venda judicial do imóvel da Santa Casa para pagamento de dívidas trabalhistas, que ultrapassam R$ 47 milhões. O prédio foi avaliado em cerca de R$ 78 milhões, o que gerou debate sobre os valores apresentados.

A decisão no TRT considerou que a proposta do Estado atende ao objetivo principal da execução trabalhista: garantir efetividade no pagamento aos credores. Pela legislação, o valor da venda não é analisado apenas em relação à avaliação do imóvel, mas também pela sua capacidade de quitar os débitos.

Na proposta, Gilberto Figueiredo também destacou que o Estado já desembolsou mais de R$ 33 milhões pela utilização da estrutura da Santa Casa desde 2019, período em que a unidade está sob requisição administrativa.

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Somando esse valor às indenizações mensais e à proposta atual de aquisição, o montante total envolvido chega a cerca de R$ 66 milhões, reforçando a continuidade da atuação do Estado na manutenção da unidade.

Para ele, o acordo representa não apenas uma solução financeira, mas também estratégica para a saúde pública. “Não é apenas a compra de um prédio. Nós apresentamos um plano para manter a unidade em funcionamento, ampliando serviços e garantindo atendimento à população”, disse.

Figueiredo ressaltou ainda que a intenção é manter e fortalecer os atendimentos essenciais. “A ideia é continuar com serviços como oncologia e hemodiálise e ampliar a oferta dentro do nosso plano operativo”, pontuou.

Com a aceitação pelos credores, o processo avança para a fase de formalização da venda judicial. O TRT ainda deve notificar oficialmente o Estado e seguir com os trâmites legais, incluindo a publicação de edital.

Há ainda etapas formais, como a consulta a outros entes públicos, mas a expectativa é de que a proposta do Governo de Mato Grosso seja consolidada.

“Esse é um momento de comemoração. Estamos muito próximos de resolver um problema histórico, garantindo o pagamento aos trabalhadores e a continuidade dos serviços de saúde”, concluiu Gilberto Figueiredo.

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