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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra Operação Replay contra lavagem de dinheiro e sequestra R$ 17 milhões em imóveis e carros

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A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (30) a Operação Replay, voltada ao cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, ordens de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio patrimonial e quebra de sigilo contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais.

Coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a operação foi realizada em Cuiabá e Várzea Grande, em Mato Grosso, além de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina, e no Rio de Janeiro.

Durante a ação, foram sequestrados imóveis avaliados em aproximadamente R$ 16,68 milhões. Entre os bens estão um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um imóvel de alto padrão em Balneário Camboriú, avaliado em R$ 6 milhões; uma casa localizada em condomínio fechado na região de Camboriú, também estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, avaliada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos cujo valor conjunto é de cerca de R$ 180 mil.

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A Justiça também determinou o sequestro de quatro veículos. Além disso, a polícia solicitou o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em valores financeiros, montante relacionado à contabilidade localizada durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, os valores referentes aos imóveis, veículos e bloqueios financeiros correspondem a medidas patrimoniais distintas e não devem ser somados como se representassem recuperação efetiva de dinheiro.

A Operação Replay é uma continuidade das investigações que deram origem às operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova etapa foi desenvolvida a partir da análise de dados telemáticos, que resultou na elaboração de relatórios técnicos sobre a permanência das atividades do grupo.

De acordo com os investigadores, a organização mantinha uma divisão de tarefas, um núcleo financeiro próprio e operadores externos. A estrutura também utilizava contas bancárias de terceiros e registrava bens em nome de pessoas que não apresentavam capacidade econômica compatível com o patrimônio adquirido.

Liderança teria mantido comando mesmo presa

Um dos principais pontos identificados na investigação envolve uma liderança que, mesmo custodiada em uma unidade de segurança máxima do sistema prisional estadual, teria continuado a exercer funções de comando financeiro e disciplinar dentro da organização.

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Conforme os dados analisados pela polícia, as comunicações registraram cobranças relacionadas ao fechamento de contas, ordens para recolhimento de valores, direcionamento de recursos, correções em planilhas e instruções repassadas a operadores que permaneciam em liberdade.

Uma das planilhas apreendidas mencionava R$ 14,09 milhões como valor total congelado e R$ 1,2 milhão relacionado ao período analisado. A soma de R$ 15,3 milhões foi utilizada como referência para o pedido de bloqueio financeiro.

Os registros também faziam menções a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos da estrutura criminosa.

A investigação apontou ainda que um mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. Para os investigadores, a alternância dos terminais indicaria uma estratégia para dificultar apreensões e driblar os controles penitenciários, permitindo a continuidade de comunicações clandestinas.

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Batalhão Ambiental apreende escavadeira em garimpo irregular e prende homem por ameaça

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Uma ação do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental resultou na apreensão de uma escavadeira hidráulica e na prisão em flagrante de um homem por ameaça, na quarta-feira (29), durante uma fiscalização em um empreendimento de mineração na região de garimpo de Poconé, a 104 quilômetros de Cuiabá.

A equipe foi deslocada após receber uma denúncia sobre a possível realização de atividades de garimpo irregular. Durante a vistoria, os policiais encontraram uma planta de lavagem de minério, que estava temporariamente fora de operação para manutenção, além da escavadeira utilizada no processo de extração mineral.

Consultas aos sistemas oficiais e a análise da Licença de Operação e do parecer técnico apontaram que a lavra estava sendo executada fora dos limites autorizados pelo licenciamento ambiental. A situação foi considerada exploração em desacordo com as condições previstas na licença concedida.

Diante da irregularidade, a escavadeira foi apreendida administrativamente. O equipamento ficou sob responsabilidade da Prefeitura de Poconé, na condição de fiel depositária, conforme os procedimentos estabelecidos pela legislação ambiental.

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A prisão ocorreu durante a retirada da máquina. Segundo a Polícia Militar, um dos envolvidos ameaçou um agente público que acompanhava a fiscalização. O suspeito teria afirmado que incendiaria o equipamento apreendido e adotaria outras medidas contra a operação.

O homem foi detido em flagrante pelo crime de ameaça e levado para a Delegacia da Polícia Civil de Poconé, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

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