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Polícia apreende 46 toneladas de fertilizantes adulterados em Mato Grosso

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A Polícia Civil apreendeu nesta quarta-feira (20) uma carga de 46 toneladas de fertilizantes adulterados na zona rural de Porto Alegre do Norte. Um homem, responsável pelo transporte da carga, foi preso em flagrante por transporte irregular de defensivos agrícolas e crime ambiental. A apreensão foi resultado de uma denúncia feita pelo proprietário de uma fazenda da região, vítima do esquema.

Em outubro, o agricultor adquiriu fertilizantes para a safra de soja por indicação de um analista, que o direcionou a um vendedor no Paraná. A primeira carga, entregue em novembro pelo motorista agora detido, foi aplicada na propriedade, mas não apresentou o resultado esperado. Desconfiado, o agricultor enviou amostras para análise em laboratório, que constatou a adulteração do produto.

Alertada, a Delegacia de Porto Alegre do Norte interceptou o motorista na quarta-feira (20), quando este retornava à fazenda com uma nova carga de aproximadamente 46 toneladas do fertilizante falsificado. Testes realizados no local confirmaram a adulteração. O motorista também não possuía as licenças ambientais e a documentação necessária para o transporte da carga, configurando crime ambiental.

A vítima relatou ter pago cerca de R$ 200 mil diretamente ao fornecedor no Paraná e que este mudava constantemente as condições do negócio. Segundo o delegado Victor Donizete de Oliveira Pereira, responsável pelo caso, a prática criminosa lesa o consumidor e representa um risco significativo ao meio ambiente e à segurança alimentar. “Fertilizantes adulterados podem comprometer toda a safra local”, alertou.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema. A Polícia Civil trabalha para apresentar todos os responsáveis à Justiça.

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Comissão de Combate ao Trabalho Escravo promove seminário em Porto Alegre do Norte

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).

A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.

“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.

A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.

No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.

Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.

“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.

A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.

“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.

As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.

 

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