cultura
Pivetta sanciona lei com incentivos fiscais para revitalizar Centro Histórico de Cuiabá
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta terça-feira (14) apresentou para lideranças comerciais a Lei Complementar nº 849, que institui a Política Estadual Tributária de Incentivo à Revitalização do Comércio dos Centros Históricos.
Entre os principais instrumentos previstos estão a isenção de ICMS por cinco anos para empresas instaladas nos centros históricos, isenção de ITCMD sobre imóveis localizados nessas áreas, redução de 50% do IPVA para veículos comerciais de empresas sediadas no Centro Histórico de Cuiabá, além da criação de linhas de crédito, incentivos para restauração de imóveis e prioridade para a instalação de órgãos públicos na região.
“O estado está abrindo mão de possíveis receitas para estimular os investimentos e, com isso, o povoamento, a participação, o pertencimento e a criação de valor em uma região que está em processo de desvalorização”, disse.
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Conforme Pivetta, o governo estadual pretende tornar a região “diferenciada” e retomar as atividades.
“Hoje o Centro Histórico não tem atividade nenhuma, mas, na medida em que for revitalizado, haverá movimento, que é o que nós queremos. O estado abre mão de receitas para que aquela área se torne uma região diferenciada. Com a sanção da lei, nós pretendemos fazer a nossa parte”, acrescentou.
O governador, ainda, citou haver projeto de revitalização dos prédios na área para fomentar a prosperidade da área.
“Tem um edital para revitalização de prédios. O projeto que estamos fazendo de revitalização é exatamente para isso. Onde tem dono, onde tem pertencimento, onde tem presença das pessoas e onde existem prédios de valor, normalmente não há espaço para outra atividade que não seja a prosperidade e o bem-estar. É isso que nós queremos criar”, pontuou.
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), destacou que a redução da carga tributária fortalece a competitividade do comércio local diante da concorrência do comércio eletrônico e pode atrair novamente consumidores para a região central. Segundo ele, a medida permitirá que os lojistas ofereçam preços mais competitivos e recuperem espaço no mercado.
“Com essa redução, os lojistas do Centro poderão ofertar um preço mais acessível e, oferecendo um preço mais em conta, com certeza vão participar melhor dessa concorrência de mercado”, afirmou.
Abilio também ressaltou o potencial turístico e econômico do Centro Histórico, defendendo que a região pode se consolidar como um importante polo gastronômico e de convivência. Na avaliação do prefeito, além dos incentivos fiscais, é necessário estimular uma nova ocupação urbana para tornar o espaço mais atrativo para a população.
“Eu entendo que o Centro da nossa cidade tem uma oportunidade gigante, principalmente nos calçadões, de se tornar um espaço gastronômico muito forte. Imagina a noite cuiabana com os calçadões iluminados, música e boa gastronomia. Eu acho que isso fortalece o Centro”, disse.
A mudança histórica
O comerciante Osair Bezerra relatou trabalhar no Centro Histórico há 48 anos. Ele disse que, com a redução tributária, o Governo do Estado viabilizou uma justiça por Cuiabá.
“É um momento histórico para nós, de agradecer essa justiça que está sendo feita com o nosso centro. Parabéns, governador, pela visão de fazer justiça pela nossa capital”, afirmou.
Além disso, Osair pontuou que o Centro Histórico é uma região perigosa devido ao abandono sofrido nos últimos anos. Ele acrescentou que os investimentos, no entanto, podem melhorar as condições da área.
“Conheço a história do centro de Cuiabá. Nesses 40 anos, vimos o centro caindo, sendo abandonado, regredindo. As autoridades faziam vista grossa. A cuiabania deixou de visitar por causa dessa violência e nada foi feito. Essa medida vai restaurar o movimento e trazer novos valores, investimentos e segurança para Cuiabá”, completou.
cultura
Fotógrafo mato-grossense representa o Pantanal em mostra dos biomas brasileiros na China
José Medeiros integra exposição realizada em Pequim no Ano Cultural Brasil-China 2026 representando o Pantanal.
O fotógrafo e documentarista José Medeiros representa o Pantanal na mostra fotográfica dedicada aos seis biomas brasileiros apresentada em Pequim, na China, como parte da programação do Festival Brasil – Turismo, Arte e Cultura, realizado no âmbito do Ano Cultural Brasil-China 2026. Suas fotografias constituem a apresentação visual do Pantanal dentro de um conjunto que reúne trabalhos de seis fotógrafos, cada um associado a um dos biomas do país.
A exposição apresenta Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal por meio da fotografia e de outras experiências expositivas, com ênfase nas relações entre paisagens, modos de vida, manifestações culturais e territórios. A proposta curatorial parte da conexão entre os biomas brasileiros e utiliza o fenômeno dos chamados “rios voadores” como fio condutor do percurso.
Além de José Medeiros, que apresenta o Pantanal, participam João Marcos Rosa, com a Amazônia; André Pessoa, com a Caatinga; Zig Koch, com a Mata Atlântica; André Dib, com o Cerrado; e Tadeu Vilani, com o Pampa. A seleção reúne fotógrafos com trajetórias vinculadas à documentação de paisagens, biodiversidade, comunidades e transformações territoriais em diferentes regiões brasileiras.
No caso do Pantanal, a escolha de Medeiros está relacionada a uma trajetória de mais de três décadas de documentação da região. Seu trabalho acompanha tanto as paisagens submetidas aos ciclos de cheia e vazante quanto os modos de vida das populações pantaneiras e as transformações ambientais e sociais ocorridas no território.
A participação insere a fotografia produzida em Mato Grosso em uma ação de apresentação internacional da diversidade ambiental e cultural brasileira. A mostra integra uma programação que apresenta ao público chinês os seis biomas do país e associa fotografia, cultura, biodiversidade e experiências imersivas. Segundo a Embratur, o Festival Brasil ocorre em Pequim entre 2 e 6 de setembro de 2026 e integra a agenda do Ano Cultural Brasil-China.
Para José Medeiros, a presença de seu trabalho na exposição também leva ao exterior uma produção documental construída a partir do próprio território. Em sua obra sobre o Pantanal, a paisagem aparece relacionada às pessoas que vivem na planície, às formas de trabalho, aos ciclos das águas, à cultura e às mudanças que atravessam a região ao longo do tempo.
Sobre José Medeiros
Fotógrafo e documentarista mato-grossense, José Medeiros desenvolve há mais de três décadas uma obra dedicada ao Pantanal. Sua produção reúne fotografia, audiovisual e projetos documentais voltados às paisagens, às comunidades e às transformações sociais e ambientais da região. Na exposição realizada em Pequim, seu trabalho integra a representação brasileira do Pantanal entre os seis biomas apresentados ao público chinês.
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