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POLÍCIA FEDERAL

PF e Gaeco/MPF atuam no combate ao tráfico internacional de cocaína

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Salvador/BA. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (10/7), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), a Operação Vaza Maré, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. A ação contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia e da CIPPA/PMBA.

As investigações apontam que o grupo atuava no envio de carregamentos de cocaína para a Europa, utilizando rotas marítimas, especialmente por meio de veleiros e de cargas contaminadas em contêineres.

A ação origina-se de apreensão de mais de 2 toneladas de cocaína transportadas a bordo de um veleiro interceptado em 2021, durante tentativa de envio da droga ao exterior. No decorrer das apurações, novos elementos de prova permitiram identificar a estrutura da organização criminosa.

Por determinação da Justiça Federal da Bahia, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, nas cidades de Trancoso/BA, Eunápolis/BA, Porto Seguro/BA e Canhanduba/SC, contra investigados apontados como atuantes no operacional e na logístico da organização criminosa. Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias e demais ativos financeiros dos investigados.

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Durante a investigação, a Polícia Federal contou com mecanismos de cooperação jurídica internacional.

Todo o material apreendido será submetido à perícia e analisado no âmbito da investigação para subsidiar a continuidade da persecução penal.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
WhatsApp: (71) 3319-6002
E-mail: cs.srba
@pf.gov.br

 

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

STF bloqueia quase R$ 120 milhões do presidente do PL, o partido do Bolsonaro, por esquema com emendas

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10.07) o bloqueio de até R$ 119,2 milhões das contas de Valdemar Costa Neto (foto), presidente do Partido Liberal (PL), o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27,3 anos em regime fechado.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal no âmbito da Operação Transparência e mira a utilização de um esquema paralelo para o direcionamento de emendas parlamentares.

Como o esquema funcionava A investigação aponta que Valdemar, embora não exerça mandato parlamentar — condição indispensável para a indicação direta de verbas —, atuava como o tomador de decisão sobre o destino de recursos públicos na Câmara dos Deputados.

O esquema operava através de servidores da Casa, que auxiliavam a formalizar as indicações de Valdemar, mas registravam nomes de deputados federais como “solicitantes” oficiais, mascarando a origem da ordem e conferindo uma falsa aparência de legalidade aos repasses.

Evidências e impacto financeiro As provas contra o dirigente partidário surgiram a partir da análise de aparelhos celulares apreendidos na primeira fase da Operação Transparência, deflagrada no final do ano passado.

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Mensagens entre assessores — incluindo Mariângela Fialek, apontada como articuladora central, e Nara Braum, servidora da liderança do PL — revelam a discussão detalhada sobre cotas orçamentárias. O foco do grupo era maximizar a alocação de verbas em ministérios como Turismo e Saúde, com especial interesse em municípios de São Paulo.

O prejuízo potencial identificado pela PF gira em torno de R$ 119,2 milhões. Segundo o ministro Flávio Dino, há registros de que pelo menos 21 emendas ligadas a esse sistema já foram empenhadas ou pagas. “Se tomarmos o mais condescendente dos quadros, e considerarmos os desvios ‘apenas’ das emendas já pagas, temos uma consolidação de um desvio de R$ 104 milhões”, destacou o ministro em seu despacho.

Determinações do STF Além de determinar o bloqueio patrimonial de Valdemar Costa Neto para assegurar a eventual reparação ao erário, a decisão de Dino impõe medidas imediatas:

  • Suspensão total: Interrupção de qualquer trâmite orçamentário (empenho, liquidação ou pagamento) referente às emendas listadas na apuração.

  • Prazo para resposta: Câmara dos Deputados, Advocacia-Geral da União (AGU) e Controladoria-Geral da União (CGU) têm dez dias para adotar providências administrativas frente às irregularidades expostas pela PF.

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A decisão reforça o entendimento de que a “ingerência ilícita” de pessoas sem mandato sobre o orçamento público desvirtua o papel do Legislativo e configura um “arranjo decisório paralelo” que fere a transparência e a legalidade da administração pública.

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