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POLÍCIA FEDERAL

PF combate violação de sigilos e embaraço à investigação de organização criminosa

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Belo Horizonte/MG. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18/6), com o apoio do Gaeco/MPFMG, a segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem. A primeira fase teve como objetivo desarticular organização criminosa suspeita de atuar para neutralizar a ação estatal, mediante a prática de embaraço às investigações e ao regular trâmite da ação penal em outras duas operações. Entre as condutas apuradas, destacavam-se monitoramento de alvos e tentativas de obstrução de investigações oficiais.

São cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, além da suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas, por determinação de colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais, constituído para processamento e julgamento dos feitos relacionados.

Nesta nova etapa, as investigações indicaram que a organização criminosa teria contratado empresa para, supostamente, praticar atos de espionagem contra pessoas de interesse do grupo, incluindo autoridades públicas e particulares. Também foram identificadas atividades sistemáticas de monitoramento de indivíduos, além da obtenção indevida de dados pessoais e sensíveis. As investigações também apontam a tentativa de aproximação com autoridades públicas para fins ilícitos.

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Apurou-se, ainda, que o grupo investigado teria tentado contratar a realização de operações policiais simuladas (blitze). Da mesma forma, foram identificadas ofertas para obtenção indevida de dados protegidos por sigilos bancário e telefônico. As investigações também apontam indícios de acesso indevido a sistemas restritos de órgãos de segurança pública.

Os investigados poderão responder, entre outros crimes, por embaraço à investigação de organização criminosa e por violação de sigilos bancário e telefônico.

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais
E-mail: [email protected]

Contato: (31) 3168-6342

 

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF investiga esquema de garimpo ilegal e lavagem de dinheiro no Amapá

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Macapá/AP. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18/6), as operações Trato Sujo II e Trono de Ferro II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na extração ilegal de cassiterita em um dos maiores garimpos clandestinos do estado do Amapá, além de promover a lavagem de capitais decorrente da atividade ilícita.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Amapá, expedidos pela Justiça Federal amapaense.

As investigações apontam que o grupo criminoso seria responsável pela exploração ilegal de minério em larga escala, utilizando um esquema de ocultação e dissimulação da origem dos recursos obtidos. Segundo apurado, os investigados promoviam o chamado “esquentamento” do minério extraído clandestinamente, totalizando mais de 670 toneladas de cassiterita, mediante o uso de documentação fraudulenta para inserir a produção ilegal no mercado formal.

De acordo com os elementos reunidos durante a investigação, a organização criminosa teria movimentado valores superiores a R$ 200 milhões, causando expressivos prejuízos à ordem econômica e danos ambientais de grande magnitude.

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A ação de hoje é um desdobramento da primeira fase da operação Trono de Ferro, deflagrada em 19/2/2026, quando 36 mandados foram cumpridos, resultando na prisão de seis pessoas e o bloqueio de cerca de R$ 405 milhões em bens e valores.

As medidas cautelares cumpridas na atual fase da investigação visam interromper as atividades criminosas, aprofundar a coleta de provas e identificar outros envolvidos no esquema. Houve também o bloqueio de bens no valor de aproximadamente 250 milhões de reais, totalizando mais de 650 milhões de reais em bloqueios na investigação.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, lavagem de dinheiro, falsidade documental e demais delitos correlatos.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá
(96) 3213-7500

Fonte: Polícia Federal

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