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PEDRA CANGA

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Pedra de origem vulcânica, encontrada em vários municípios de Mato Grosso, e, também, nas encostas do paredão da Serra da Chapada. Trata-se de escória de jazida de ferro, sem dureza para ser considerada como pedra. Ainda assim, foi muito usada na construção de alicerces de casas e muros de sustentação, como aconteceu na alvenaria do Palácio da Instrução, em Cuiabá. Usadas também na pavimentação de ruas de Cuiabá (Avenida D. Aquino, Mundéo, Av. Joaquim Murtinho, Rua Barão de Melgaço e outras) obras executadas na década de 1920. Um rolo compressor fazia a compactação da pedra canga, formando uma base sólida para o tráfego dos automóveis. Tinha a cor ferruginosa, produzindo muita poeira da mesma cor. (AC)

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CURURU (manifestação cultural)

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CURURU. Manifestação do folclore mato-grossense. A cantoria do cururu se classifica em sacra e profana. A sacra, também chamada de função ou porfia, geralmente acontece após as orações aos santos de devoção popular e tem o objetivo de louvar ou homenagear aquele determinado santo. A profana é aquela acompanhada pelos desafios e versos dos trovadores e acompanhada de varia­da coreografia. Desta manifestação participam apenas pessoas do sexo masculino. Os instrumentos musicais que integram originalmente o cururu é constituído por duas violas-de-cocho (primeira e segunda), um ganzá ou cracachá (reco-reco de bambu). O cururu, como o siriri, é encenado tradicionalmente durante o período de junho a agosto, podendo varar a noite como “função” isolada, ou de permeio com função de siriri, em festas domésticas dedicadas aos santos católicos. Em 2005, a Casa Cuiabana, espaço cultural ligado à SEC/MT, passou a ministrar cursos de viola-de-cocho e cururu a mulheres, quebrando, desta maneira, uma tradição multissecular. 

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